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segunda-feira, 22 de julho de 2013

A Série B de Brasileirão

Cesar Greco/Fotoarena
Por Alessandro Lefevre

Para Ari, o sábado sempre foi o melhor dia para ver futebol.

Agora, com o time na Segundona, nem um pênalti desperdiçado no comecinho do jogo era problema. 

Ari sabia que o Palmeiras era melhor do que o Figueirense. 

Mas foi sofrido. A equipe catarinense foi quem abriu o placar.

A virada veio só no segundo tempo. Só que a campainha resolveu tocar.

Cada passo adiante deixava o volume da TV mais baixo.

Ele olha através do olho-mágico, abre a porta e resmunga: "Oi, Zuzu".

"Não vai me dar nem um beijo, Ari?"

Ari só tinha TV no quarto. Da entrada do apartamento mal dava para ouvir o narrador.

"É que, é que... o Palestra tá jogando." Ele dá logo o beijo. No rosto. Para não ter perigo de demora.

"É assim que você me recebe, Ari?! Contra quem o Palmeiras tá jogando?"

"Figueirense. Jogo importante. Jogo de seis pontos."

Quando o casal chega ao quarto, ela fica inconformada. "Dá para você me dar atenção? Tomara que o Figueirense marque um gol."

Nem bem Zuzu tinha terminado de falar e Milton Leite já gritava. "Gooooollll".

Como se não bastasse, o tento de empate era de um ex-palmeirense.

"Porra! Justo do Ricardo Bueno? Você dá muito azar. Vai dar azar assim na puta que o pariu."

Se não fosse um certo mago chileno marcar o gol da vitória no finzinho, teríamos mais um conto com final na delegacia... Como manda a cartilha do mestre Nelson Rodrigues.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A realidade demorou, mas chegou



Por Felipe Pugliese

A realidade bate na porta. Está com pressa para entrar e fez logo questão de tirar do meio do caminho o que a separava do Palmeiras. A Libertadores era para o torcedor mais do que um título cobiçado, se tratava de um refúgio para não lembrar do vergonhoso segundo semestre que vem pela frente.

Esperei o passar da noite para analisar o comportamento do palmeirense nas redes sociais. Não fui surpreendido com o conformismo quase que unânime.  “...fomos longe demais...” “...ser humilhado pelo Atlético seria bem pior...”.

A utopia se transformou em Série B e o Palmeiras precisa se reforçar. A gestão Paulo Nobre traz confiança até para aqueles que não torcem para o alviverde imponente.

Um cérebro para este meio-de-campo precisa chegar. O Palmeiras corre, corre, corre e não cria uma jogada de lucidez. Valdívia é este cara, mas sinceramente não dá mais para confiar no “físico” do chinelo – ou melhor – do chileno.  

Alex – do Coxa – teria caído como uma luva neste time. Não?

E um centroavante precisa chegar para ontem. Eu esperei um bom tempo para julgar o tal o Kleber, mas ontem foi a gota d`agua. O camisa nove que não domina uma bola sequer dentro da área não pode vestir a camisa verde.

Corram atrás do André Lima, do André, do Alecssandro ou até do Riasco – que além de jogar muito ontem no Pacaembu ainda tem o nome que rima com carrasco.

Aproveitem o inferno da Série B para montar um time sem medo de cara feia. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Após aula do Penapolense, Palmeiras precisa colocar a base

Alguns jogadores que atuaram pelo Palmeiras na Série B
Por Alessandro Lefevre

É melhor dar espaço aos meninos da base do que continuar com M. Ramos, M. Araújo, Juninho, Wendel, M. Leite, Luan...

O time que perdeu para o Vitória por 7 a 2, no Palestra Itália, na partida de ida da Copa do Brasil de 2003 (alguns meses após o rebaixamento):

Marcos
Gustavo (aquele mesmo de S. Caetano e Corinthians - foi expulso nesse jogo)
Leonardo
Marquinhos
Neném (Anselmo)
Magrão
Thiago Gentil
Zinho (Dênis)
Adãozinho
Corrêa (Fábio Gomes)
Muñoz

Desses, quantos realmente fizeram parte da campanha vitoriosa na Série B? Marcos, Leonardo, Magrão, Adãozinho (banco) Corrêa (banco) e Muñoz (banco). Isto é, apenas três desse elenco eram titulares. A equipe tomou um chacoalhão depois desse vexame, e vários "atletas" foram enviados para Urano.

O time campeão da Série B era:

Marcos, Baiano, Daniel, Leonardo e Lúcio; Marcinho Guerreiro, Élson, Magrão e Diego Souza (base); Edmílson (base) e Vágner Love (base).

Na reportagem que vou postar abaixo, vejam que o primeiro jogo da Série B foi abominável. Vocês não se lembram. Mas o Palmeiras empatou - e tomou pressão - do Brasiliense. Depois, empatou com o América de Natal em casa. Na terceira partida, perdeu para o Náutico. A primeira vitória só veio na quarta jornada, contra o São Raimundo.

Com o tempo -e com o apoio da torcida aos garotos e ao Jair Picerni- o Verdão deu a volta por cima e levantou a taça. A hora de colocar a base é agora, após uma aula de futebol do P-E-N-A-P-O-L-E-N-S-E. Como em 2003, é natural que o time, recheado de garotos, tome umas pancadas nos primeiros jogos. Mas é melhor tomar agora, no Paulista, do que chegar à Série B com um time ridículo.

Se a diretoria e os dirigentes tiverem peito, colocam os meninos já na próxima rodada. Arrisco-me a dizer que o Palmeiras teria chance, inclusive, de beliscar uma vaga nas quartas de final da Libertadores.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A saga do Furacão para voltar à Série A



Como a maioria dos grandes clubes, o Atlético-PR, deve fazer sua parte e conseguir voltar à elite do futebol brasileiro um ano após a sua queda.

O acesso não poderia ser mais emocionante. Depois de passar boa parte do torneio sem estar entre os quatro, o Atlético - que vem de dez jogos sem perder - entrou na zona de acesso e atualmente ocupa a terceira posição.

Se é bem verdade que podia já ter garantido a subida, com antecedência na última rodada, agora é jogar suas forças contra seu maior rival. Com 70 pontos, um empate garante o furacão de volta a Série em 2013. 

E o último jogo é justo contra o Paraná, em clássico regional de tirar o fôlego.O Atlético-PR ainda defende invencibilidade de quatro anos contra o tricolor paranaense.

Apostando em atletas experientes, como Luiz Alberto , Manoel, Paulo Baier, mesclado a pratas da casa e estrangeiros por muitos considerados de segundo escalão, o Furacão tem tudo para volta a elite.

Paulo Baier, aliás, o eterno veterano, é ídolo por lá e tem sua escalação pedida pelos torcedores no clássico da última rodada, mas deve começar no banco.

O fato é que ano que vem o time deve estar de volta ao primeiro escalão do futebol brasileiro e os torcedores do clube esperam mais do que modestas colocações, tanto no Brasileiro, como na Copa do Brasil e principalmente o título do Paranaense para terminar com o reinado do Coxa.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Por mais respeito ao torcedor do Palmeiras



Por Luiz Felipe Fogaça

Uma coisa que todos nós torcedores aprendemos, independente do time que torcemos, é que o SE não entra em campo. Se aquela bola tivesse entrado, se tivéssemos ganhado aquele jogo, se, se, se.  O se pode até confortar em determinadas situações, mas não deve ser o principal motivo NUNCA.

E a desculpa, que a diretoria, o técnico, jogadores e até alguns torcedores, querem dar para a queda do Verdão, não tão ão assim, é a falta de sorte, a arbitragem, razões do acaso. Vale lembrar que é a segunda queda do time em 10 anos.

Um time que com 20 derrotas em 36 jogos, ocupou a zona de rebaixamento, durante 30 destas rodadas, não pode culpar nada, nem ninguém, a não ser sua própria incompetência.

É engraçado ver o presidente Arnaldo Tirone, dizendo que tem sua parcela de responsabilidade, parcela?  

Se o Palmeiras não aprendeu com a primeira queda, tá na hora de mudar o discurso, mudar a atitude e realmente tirar a lição certa de tudo isso.

Tá na hora de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, mas fazer isso direito, não como dá ultima vez. Até por que, dificilmente o Palmeiras vai contar com outra geração de jovens promissores, para fazer com que o time suba. Geração aquela, comandada por Vágner Love, que neste último domingo, foi o Vilão, e comemorou como se nada pudesse fazer e realmente não podia.

A mudança precisa ser radical. Aproveitando a eleição, que agora vai contar com processo democrático com a participação dos sócios do clube, realmente mudar e principalmente, jogar junto.

Talvez, jogar junto, seja o primeiro passo. Se os jogadores, correram e fizeram tudo que puderam dentro de suas limitações. O mesmo não pode se dizer dos cartolas. Todos sabem, que a oposição no clube do Parque Antártica, joga contra o time, chega a torcer para o fracasso, só para conseguir chegar ao poder e assim, vão se passando os mandatos, um jogando contra o outro e quem sofre é o verdadeiro torcedor.

Pelo menos por mais respeito ao torcedor, aquele que muitas vezes deixa tudo de lado para acompanhar o clube do coração, aquele que chora, mas que ano seguinte vai apoiar, por mais respeito a eles, os dirigentes palmeirenses tem de se unir, em prol de um sentimento, de uma coisa maior que se chama Palmeiras.

Chega do mesmo, é hora da mudança. Por que planejamento e união, não fazem mal a ninguém.

sábado, 17 de novembro de 2012

10 anos da Queda!

Por Lucas Bueno

Há uma década o Palmeiras era rebaixado à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro com uma derrota para o Vitória, por 4 a 3, em Salvador. Na última rodada, o time estava com o mesmo número de pontos, 27, que Paraná, Bahia e Portuguesa, (os dois últimos brigam novamente com o Palmeiras contra o rebaixamento neste ano.) e só dependia de uma vitória para se salvar. 

A escalação em 2002 tinha: Sergio, Arce, Alexandre, César e Rubens Cardoso (campeão mundial com o Inter em 2006). Paulo Assunção (hoje no São Paulo), Flávio, Zinho e Juninho. Muñoz e Itamar. Saíram do banco de reservas: Nenê (atual PSG) e Léo Moura (hoje no Flamengo).


Uma equipe bem superior a que entrará em campo amanhã contra o Flamengo, dez anos e um dia após a queda, para tentar evitar o óbvio. Com inúmeros desfalques, Gilson Kleina deve colocar em campo contra o Flamengo em Volta Redonda: Bruno, Artur, Maurício Ramos, Román e Juninho. Márcio Araújo (Marcos Assunção), Correa, Mazinho e Tiago Real (Patrick Vieira). Maikon Leite e Barcos. 

Em 2002, o Brasileirão era disputado em um único turno com mata-matas na fase decisiva. O Palmeiras perdeu dez jogos, empatou outros nove e venceu apenas seis. Na época, o campeonato era de "tiro curto" e não dava muitas chances para recuperação. 

Com o início dos pontos corridos com turno e returno há mais tempo, 38 jogos, para as equipes reverterem uma situação ruim de começo de torneio. Mas neste ano, o Palmeiras perdeu 20 dos 35 jogos disputados. Incompetente o Brasileirão inteiro!


Contra o Fluminense, no jogo do título dos cariocas, pudemos ver o retrato exato do time no decorrer desse campeonato nos minutos finais em Presidente Prudente. Barcos, o único diferente, tentava salvar sozinho o verdão sem cor. João Denone, Wesley e Correa se arrastavam em campo todos machucados,.O time luta, luta... Mas falta muita qualidade para escapar da Série B. Este 1% que faz o palmeirense acreditar em uma salvação só o faz sofrer ainda mais e adiar o que está sacramentado há muito tempo.

Fazendo um "joguinho" de suposições. Se juntássemos as escalações dos dois Palmeiras teríamos um bom time com Sergio, Léo Moura, Arce, Zinho, Nenê, Barcos... Entretanto, a realidade é bem diferente para os alviverdes que olham para o atual elenco e não enxergam quase ninguém.

E para você, qual time é o "menos ruim" do Palmeiras: o de 2002 ou o de 2012?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Goiás consegue acesso com centroavante gordinho

Gordinho?
Por Alessandro Lefevre

O Goiás foi o primeiro time da Série B a conseguir o acesso à elite do futebol brasileiro. No ano que vem, o Verde Esmeraldino estará de volta ao Brasileirão. No comando de ataque, um cara troncudo, ossos largos, grande, pivô... gordinho! E isso não é demérito nenhum para Walter. O camisa 18 do Goiás é o artilheiro do time na competição: foi às redes 15 vezes.

Mas será que um centroavante gordinho tem espaço na Série A? Revelado pelo Internacional, Walter foi vendido ao Porto, mas voltou ao Brasil e teve uma rápida passagem pelo Cruzeiro. Agora no Goiás e com apenas 23 anos, a pergunta que fica é: ele teria espaço no seu time?

No futebol de rua, de praia, de prédio, o gordinho sempre vai para o gol. É regra. No futebol profissional, é difícil vermos jogadores acima do peso. A preparação física e a cobrança sobre os jogadores são intensas demais. Daniel Carvalho, por exemplo, como não consegue entrar em forma, sequer é relacionado para os jogos do Palmeiras.

Mas há exceções. Talvez o maior --ou melhor-- gordinho de todos os tempos do futebol brasileiro seja o Neto. Exímio batedor de faltas, ele fazia a bola correr. O ex-camisa 10 corintiano era quem pensava o jogo.

Para um centroavante, entendo que também dá para o cara estar um pouco acima do peso. Afinal, o trabalho dele é empurrar a bola para as redes. Quantos piques o Fred dá em um jogo? E o Luís Fabiano? Por isso, Walter tem vaga na Série A.

Veja gols do matador Walter pelo Goiás e opine:

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A queda de um rival



Por Tuca Veiga

“Pimenta nos olhos dos outros é refresco”. O antigo ditado explica muito bem o que acontece hoje na cidade de São Paulo. Palmeirenses cabisbaixos, em cacos, acompanham diariamente outro provérbio ir por água abaixo, pois a esperança, pelo jeito, será a primeira a morrer neste ano.

Torcer para que o rival se afunde é, nos dias de hoje, algo mais que corriqueiro, é uma regra e poucas são as exceções. No caso da segunda queda alviverde, que não aconteceu somente na calculadora, eu posso dizer que sou uma exceção.

Não quero ver o arquirrival de meu time no fundo do poço. Fora uma ou outra tiração de sarro, não tenho mais nada a ganhar com isso. O Derby fará muita falta em 2013. Vão me obrigar a torcer para que eles passem de fase na Libertadores para, enfim, vingarmos as vezes que paramos nas mãos de São Marcos. Embora a principal competição sul-americana não seja lá uma Brastemp, é difícil crer que o Verdão seja um postulante ao título.

Eu sei que virou moda ser “anti”, mas numa boa, o Palmeiras não merece cair justo no ano que recuperou a sua dignidade, justo quando fez sua torcida sorrir após temporadas e mais temporadas.

Quem merece é o diretor que torce contra para que sua ala possa chegar ao poder. Quem merece é o torcedor que bate em atleta, é o cara que não sabe lidar com a sua frustração e joga cadeiras em campo, fazendo com que o time perca mandos justamente na hora que mais precisa da ajuda da arquibancada. Destes, eu não tenho a menor pena.

Mas do Palestra velho de guerra, rival de muitas decisões, confesso que tenho.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mata ou Morre!

Por Lucas Bueno

Nesta reta final de Brasileirão, todas as equipes que brigam por algo: seja título, Libertadores ou zona de rebaixamento, duelam entre si. O campeonato poderá ser decidido no domingo. Corinthianos, vascaínos e tricolores cariocas vivenciam uma tensão boa pré-rodada. Já cruzeirenses e cearenses...

O Cruzeiro, no dia 13 de abril, veja só caro leitor, deste mesmo 2011, classificou-se às oitavas de finais da Libertadores como o melhor time da competição. Era a sensação do primeiro semestre, candidatíssimo ao triunfo continental e nacional. Só que a alegria promissora na temporada durou até a eliminação, em casa, para o Once Caldas ainda pelas oitavas.

Pelo lado nordestino, a história até aqui se assemelha e muito com a dos mineiros. Em maio, ganhou do Flamengo de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, em pleno Rio e avançou às semi-finais da Copa do Brasil, em Fortaleza, para enfrentar o Coritiba. Com todas as fichas apostadas nessa competição, o Vozão ficou sem rumo após ser eliminado pelo Coxa, na sequência do torneio.


Vozão na elite?

Após esses revezes, Cruzeiro e Ceará rolam juntos ladeira abaixo rumo ao precipício. Porém, neste domingo, apenas um sobreviverá. Vozão e Raposa guerrearão no Castelão. O Cruzeiro ganhando rebaixa os cearenses e se livra da degola. Vitória do Ceará praticamente coloca o time mineiro na segunda divisão. O empate ainda favorece os mineiros, mesmo eles tendo um clássico para decidir sua vida contra o maior rival, o Atlético-MG, na última rodada.

Os apaixonados torcedores cearenses e cruzeirenses, durante toda essa semana, devem estar desconversando ou fugindo dos assuntos envolvendo futebol. A tensão, o frio na barriga e o aperto no coração quando pensam que algo de pior pode acontecer com o timedo peito é horrível e recorrente. E esses pensamentos sempre vagam pelas mentes nesses momentos de desespero. Mas, o domingo chega e não tem mais pra onde correr. Não come-se direito, usa-se o banheiro umas desesseis vezes durante o jogo e quando marca-se um gol a euforia é enorme, como nunca fora antes. Choro, rouquidão e alegria se misturam sem distinção.

Ou o mar azul vai voltar a ser grande?

Nessas ocasiões, quando só a vitória nos interessa e estamos ganhando o jogo, o adversário pressiona sem cessar. Unhas não existem mais, controle está mordido, almofadas espalhadas pela sala. Faltando dez minutos para o término da partida não conseguimos mais vê-la. Mudamos o canal da televisão a todo momento, para que o tempo passe mais rápido. Mas ele teima em passar como a areia de uma ampulheta, leentaaameente. Voltamos a ver "direito" o jogo faltando trinta segundos para acabar. Queremos mesmo é ver o árbitro levantar os braços e nos despertar de um pesadelo que já dura seis meses. O êxtase é imenso! Não sentimos nossos pés no chão, flutuamos em estado de graça.

Esse é o lado bom da conquista. Mineiros e Cearenses, penso apenas positivamente, porque infelizmente já conhecemos as consequências do negativo, vide São Januário em 2008 e Couto Pereira em 2009, quando torcedores perdem a razão e agem como suicidas ou bárbaros com o descenso dos seus times. Então, para Ceará x Cruzeiro, será Matar ou Morrer!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Macaca e Timbu de volta!

                                                 Na festa, torcedores da Ponte levam até a rede de recordação do acesso

Por Fábio Votu

Os torcedores de Guarani e Sport podem até tirar uma "casquinha" dos rivais Ponte Preta e Náutico por terem mais títulos de expressão. Qualquer discussão entre um torcedor da Ponte e do Guarani termina no título Brasileiro de 1978. Inédito, o Guarani levantou o caneco e se tornou o único time do interior a ter conseguido o feito. Pros lado de Recife, o pessoal do Sport se vangloria pelo polêmico título de campeão Brasileiro de 1987 e pela conquista da Copa do Brasil de 2008. Mas no último final de semana, a "casquinha" mudou de lado.

É bem verdade que Ponte e Náutico não tenham alcançados voos ainda tão altos assim, em nível nacional, quanto seus rivais. O mais perto que chegaram foi um terceiro lugar da Macaca no Brasileiro de 1981, e um vice campeonato do Timbu na Taça Brasil de 1967. Porém no sábado (19) provaram toda força e tradição de suas camisas e causaram inveja a muita gente ao conquistarem o acesso para a Série A de 2012. Só pra não deixar de lado a história dos rivais, o Guarani é o 13º colocado, com 49 pontos, e briga na última rodada contra o perigo do rebaixamento. Já o Sport aparece como forte candidato a levar a quarta vaga do acesso, ocupa o 4º lugar e só depende dele, encara o já rebaixado Vila Nova, fora de casa.

Não dando tanta importância assim as rivalidades regionais, Ponte e Náutico fizeram uma campanha brilhante na Série B. O time campineiro por exemplo, passou 35 rodadas, das 37 até aqui, entre os quatros primeiros colocados. O Timbu foi além, fez dos Aflitos seu matadouro, e não perdeu sequer uma partida até agora em seu estádio. Para subir, é preciso fatos como estes. Números, sequências e invencibilidades, que terminam na glória e na alegria de poder voltar a disputar a elite do esporte mais popular do país.

A Macaca volta depois de ter passado 5 anos seguidos na série B - caiu em 2006. O Náutico que caiu em 2009, aprendeu com o erro em 2010 e fez a lição certinha este ano. Aposto que ano que vem muito time grande vai deixar pontos nos Aflitos e no Moisés Lucarelli. Campinas por tudo que já representou no futebol paulista, revelando grandes craques para o futebol, merece um time na Série A! E os simpáticos times folclóricos do Nordeste, como o Náutico, sempre são bem vindos. Três já estão decretados na elite: Portuguesa, Náutico e Ponte Preta! Quem ainda "cava" uma vaguinha é Sport, Bragantino, Vitória, Boa Esporte e Americana.

E já ia me esquecendo, na última rodada, Náutico e Ponte se enfrentam nos Aflitos para ver quem será o vice do campeonato. Mas quem se importa? A Série A já está aí torcedor!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Como é bom ver a Lusa na Primeirona

A Lusa vai subir
Torcedores e fanáticos pela Portuguesa, agora é a nossa vez!

Depois de mais de quatro anos sem uma conquista expressiva, a Lusa pode levantar o caneco da Série B do Brasileirão.

Muitos dirão que uma conquista de Segunda Divisão não tem expressão nenhuma.

Mas para um time que dificilmente vencerá um torneio na elite do futebol brasileiro, uma conquista na Série B é algo realmente importante.

Difícil evitar a euforia. Pergunte aos torcedores se não haverá comemoração.

A última vez em que a Associação Portuguesa de Desportos ergueu um troféu foi em 2007, na Série A2 do Paulistão (a segunda divisão do Campeonato Paulista).

Por isso, preparem os rojões: a Lusa vem aí.

Com uma campanha regular e digna de time grande, basta uma vitória para a equipe rubro-verde, que lidera isoladamente a Segundona, subir. Tudo isso, é claro, com base nas edições anteriores.

Mas o que nós queremos mesmo, além do acesso, é o título!

Que é ótimo para a Portuguesa e bom para os times paulistas.

Além de fortalecer o Brasileirão com mais um time tradicional, o acesso faz com que Palmeiras, Santos, Corinthians e São Paulo joguem mais duas partida no estado e, provavelmente, arrecadem mais.

Afinal, estamos tratando de clássicos.

Duelo desta terça-feira

O jogo contra o Boa Esporte é de festa. A Portuguesa está com um pé na elite. Falta pouco.

Mas, conhecendo a Lusa, arriscaria meu palpite num empate na noite desta terça, no Canindé. Espero que eu esteja errado.

Mesmo assim: força, BarceLusa! Estamos com você.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Portuguesa: alazão rubro-verde ou cavalo luso-paraguaio?



Por Igor Caitano

Na era dos pontos corridos na série B do Campeonato Brasileiro, iniciada em 2006, o Corinthians, em 2008, e o Vasco, em 2009, estabeleceram o recorde de pontos da competição no término do 1º turno: 39 pontos em 19 rodadas. Neste ano, com campanha acima de qualquer expectativa, a Portuguesa esteve muito próxima de quebrar esse recorde. Mas, como é a Portuguesa, conseguiu ficar os últimos três jogos do turno sem vencer e fechou com 38 pontos. 

Claro que ser campeão do 1º turno vale mais ou menos a mesma coisa do que ganhar um almoço grátis no Bom Prato, mas pode ser um bom sintoma dos favoritos ao acesso, o que já começa a preocupar a Lusa, que abriu o segundo turno também sem vencer, empatando com o Náutico, no estádio dos Aflitos, com 2 jogadores a menos.   

Fora a vitória deste final de semana, por 2 a 1, em cima do Paraná, os últimos quatro jogos foram muito irregulares e acenderam uma luz amarela na cabeça do bom técnico Jorginho, o Cantinflas, não o lateral do tetra. E vem a pergunta a todos os que torcem direta ou indiretamente para a Portuguesa: vai subir ou morrer na praia mais uma vez? Como não pretendo ficar em cima do muro, cravo: a Lusa sobe, mas não consegue ser campeã. Aliás, convenhamos, quem quer ser campeão da série B? O que importa é subir mesmo. 

A Lusa tem o melhor time montado desde 1996, quando tinha Rodrigo Fabri, Alexandre Gallo, Capitão, César "Castrilli", Emerson e, principalmente, Zé Roberto. De lá para cá, alguns times esboçaram qualidade, principalmente as formações que contaram com Ricardo Oliveira e Diogo, mas nunca com consistência duradoura. Hoje, o time tem, repito, um ótimo técnico, que ainda vai brilhar em um time grande, um bom goleiro, coisa rara na Lusa e, principalmente, um meio-campo compacto e de boa técnica, liderado pelo capitão e camisa 10 Marco Antônio, além de um volante da base que joga muito: Guilherme, que marca e ataca bem, tem apenas 20 anos, e já está na mira de Corinthians e Santos para o ano que vem.

Além disso, foram feitas boas contratações, como Boquita, ex-Corinthians, Ferdindando e Luís Ricardo, que foram bem no Avaí, e principalmente Edno, que está para a Portuguesa assim como Maicosuel para o Botafogo: jogadores de um time só. 

Então como eu disse, acredito que a Lusa realmente estará na série A em 2012, ano em que completa 92 anos. Até porque seu principal concorrente, a Ponte Preta, também vem de tropeços. A única coisa que pode atrapalhar é a diretoria, se inventar de tirar o Jorginho caso mais alguns maus resultados aconteçam. 
Com a vitória em cima do Paraná, a Lusa abriu 3 pontos da vice-líder Ponte Preta e, para mim, tem tudo para se confirmar como alazão rubro-verde e deixar para trás o estigma de cavalo luso-paraguaio! 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Não será fácil...

Líder de respeito(!). Não, caro leitor, o início deste texto não diz respeito ao Corinthians, até porque dizer isso seria uma hipocrisia de tamanho incalculável. Acreditem, a liderança mais merecida do futebol brasileiro hoje pertence à Portuguesa de Desportos. “Ora pois”, a Lusa tem jogado um futebol vistoso, que há muito tempo não se via pelos lados do Canindé.

O responsável pelas 11 vitórias em 16 jogos disputados pela Série B e a liderança com 36 pontos chama-se pelo nome de Jorginho. Sim, aquele mesmo que em pouco tempo conseguiu mostrar um grande potencial no Palmeiras e, mesmo assim, foi trocado por Muricy Ramalho. Jorginho conhece a linguagem dos atletas e, sobretudo, trata com respeito e igualdade cada peça do seu plantel. Não foi por acaso que o São Paulo tentou tirá-lo da Portuguesa antes de acertar com Adílson Batista. Resta saber se o comandante lusitanos resistirá a outras propostas que certamente receberá de clubes da Séria A.

Outro paulista que tem chamado a atenção na Série B é Ponte Preta, a gloriosa Macaca (Ininterruptamente o clube mais antigo da história do futebol brasileiro, sim.). E mais uma vez o segredo está no banco de reservas. O até então desconhecido Gilson Kleina em suas entrevistas tem se mostrado um profissional sensato. Assim como Jorginho, foi tentado por um tricolor, porém este do Rio de Janeiro. Dizendo não ao Fluminense o treinador fortificou o seu relacionamento com o time e o resultado temos visto dentro de campo. Hoje a Macaca é vice-líder.

Pelo o que tudo indica, teremos mais dois paulistas na Série A de 2012. Para isso acontecer, certamente Jorginho e Gilson Kleina devem permanecer onde estão. Não será fácil...
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