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quarta-feira, 15 de maio de 2013

A realidade demorou, mas chegou



Por Felipe Pugliese

A realidade bate na porta. Está com pressa para entrar e fez logo questão de tirar do meio do caminho o que a separava do Palmeiras. A Libertadores era para o torcedor mais do que um título cobiçado, se tratava de um refúgio para não lembrar do vergonhoso segundo semestre que vem pela frente.

Esperei o passar da noite para analisar o comportamento do palmeirense nas redes sociais. Não fui surpreendido com o conformismo quase que unânime.  “...fomos longe demais...” “...ser humilhado pelo Atlético seria bem pior...”.

A utopia se transformou em Série B e o Palmeiras precisa se reforçar. A gestão Paulo Nobre traz confiança até para aqueles que não torcem para o alviverde imponente.

Um cérebro para este meio-de-campo precisa chegar. O Palmeiras corre, corre, corre e não cria uma jogada de lucidez. Valdívia é este cara, mas sinceramente não dá mais para confiar no “físico” do chinelo – ou melhor – do chileno.  

Alex – do Coxa – teria caído como uma luva neste time. Não?

E um centroavante precisa chegar para ontem. Eu esperei um bom tempo para julgar o tal o Kleber, mas ontem foi a gota d`agua. O camisa nove que não domina uma bola sequer dentro da área não pode vestir a camisa verde.

Corram atrás do André Lima, do André, do Alecssandro ou até do Riasco – que além de jogar muito ontem no Pacaembu ainda tem o nome que rima com carrasco.

Aproveitem o inferno da Série B para montar um time sem medo de cara feia. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Matar ou morrer


Por Tuca Veiga

Trio de Ferro entra na semana mais decisiva do ano – ao menos até então. Libertadores no meio e semifinais do Paulistão no final. Jogos que prometem rivalidade acirrada, confrontos disputados e com roteiros completamente imprevisíveis.

O Verdão é o primeiro a entrar em campo nesta semana. Com a eliminação no Paulistão para o Santos, nos penais, o time do Palestra Itália pode entrar numa dura realidade em pouco tempo. Mais exatamente no dia 14 de maio. Se for eliminado pelo duro Tijuana do México – que deu trabalho para o Corinthians na 1ª fase – o Palmeiras cairá de paraquedas em um pesadelo daqueles: a Série B. E se não subir, meu amigo, a encrenca estará armada.

Já o Tricolor vai trabalhar em duas frentes. Primeiro viverá a recente rivalidade com o Galo, que aqueceu após os duelos na Liberta. Na primeira partida, Ronaldinho armou uma malandragem bem para cima do capitão do São Paulo, que resultou no gol alvinegro. Na segunda, foi uma declaração de R10 que pegou mal, dizendo que estavam apenas treinando. E ainda deixou a promessa:  “Agora vai ser diferente. Eles sabem que vai ser diferente”.

Pelo que fez na primeira fase, o time de Minas Gerais entra, teoricamente, como favorito para o duelo. No entanto, do outro lado está um time que já levantou três vezes a taça da competição e está mais do que acostumado a participar dela. Situação oposta à do Atlético. Jogos duros, imperdíveis e impossíveis de se cravar o resultado. E, para dificultar, entre os dois jogos, o time do Morumbi ainda tem o seu grande rival pela frente, em partida que poderia ser jogada com time reserva – algo pouco provável em um Majestoso que vale vaga na final estadual.

O campeão do mundo também terá uma semana agitada. Longe de casa, eliminou a Ponte de maneira avassaladora e, agora, terá de encarar dois grandes rivais. Ambos os jogos longes de seu domínio. Na Bombonera, terá pela frente um meia-Boca. Mas se engana quem espera um confronto mole para o Timão. Apesar da má fase, o time comandado por Riquelme transborda tradição no torneio e tem sede de vingança pela final do ano passado. Soma-se a isso a dificuldade tradicional de se jogar no estado que pulsa e a presença de Carlos Bianchi, um exterminador de times brasileiros.

Depois vem o estadual. Nesse ponto o Corinthians foi beneficiado pela agenda. Joga na quarta enquanto o Tricolor entra em campo um dia depois. Mas como joga na Argentina, esse ponto se exclui. Entretanto, o Timão não terá que se preocupar com a Liberta, pois folgará no meio de semana, enquanto o São Paulo vai à Minas decidir sua vida na competição sul-americana.

Ou seja, em suma, é jogo bom atrás de jogo bom. Rivalidades acirradas. Sangue nos olhos. Coração na garganta. Suadeira. Bombonera. Grama Sintética. Provocações. Vinganças. Libertadores, Paulistão e emoções garantidas.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Tequila, sexo, marijuana

Por Tuca Veiga

Leia ouvindo a música de Mano Chao:



Localizada na fronteira dos EUA com o México, Tijuana sempre foi uma cidade cujo nome esteve ligado ao narcotráfico. Uma muralha de “segurança” separa Tijuana de San Diego e distancia o sonho dos Xicanos de buscar uma vida melhor na terra do Tio Sam. Portanto, a cidade de Tijuana sempre esteve rotulada como o lugar da droga e dos imigrantes ilegais.

No entanto, cinco anos atrás, liderados por Jorge Hank Rhon – pai de 19 filhos, ex-prefeito da cidade e acusado de ter fortes laços com o cartel de drogas – o time surgiu para mudar a vida da cidade fronteiriça. Criados em 2007, chegaram à primeira divisão do país em 2010 e, 18 meses depois, se tornaram campeões mexicanos (Torneio Apertura) ao bater o tradicional Toluca. Título que rendeu a classificação para a Libertadores deste ano.

Adeptos do beisebol, o povo de Tijuana encontrou no futebol uma maneira de mudar a imagem de um local marcado negativamente. Os “Xolos”, como são conhecidos, resgataram o orgulho e o prestígio da cidade e, no estádio Caliente, onde cabem 33.333 pessoas, são praticamente imbatíveis. Lá, perderam apenas um dos últimos vinte jogos.

O estádio foi construído no local onde anteriormente havia um lago de águas quentes. Por causa disso, o gramado do estádio Caliente é sintético, pois se houvesse grama natural ela já nasceria queimada. Essa é outra arma da equipe. No México, jogadores e treinadores adversários criticam muito essa situação, pois consideram muito vantajoso para o time da casa.

É esta conjuntura que o Corinthians encontra no principal jogo desde a final contra o Chelsea. Com seis pontos, os mexicanos lideram o grupo, seguidos do Timão, com quatro. Desta forma, o jogo pode selar o futuro da equipe brasileira. Uma derrota praticamente define o Corinthians no segundo lugar, o que faria o time decidir os jogos da segunda fase fora de casa. Um empate traria essa disputa para a próxima semana, no Pacaembu, onde uma vitória colocaria o Coringão na ponta do grupo.

Welcome to Tijuana!
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