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segunda-feira, 22 de julho de 2013

A Série B de Brasileirão

Cesar Greco/Fotoarena
Por Alessandro Lefevre

Para Ari, o sábado sempre foi o melhor dia para ver futebol.

Agora, com o time na Segundona, nem um pênalti desperdiçado no comecinho do jogo era problema. 

Ari sabia que o Palmeiras era melhor do que o Figueirense. 

Mas foi sofrido. A equipe catarinense foi quem abriu o placar.

A virada veio só no segundo tempo. Só que a campainha resolveu tocar.

Cada passo adiante deixava o volume da TV mais baixo.

Ele olha através do olho-mágico, abre a porta e resmunga: "Oi, Zuzu".

"Não vai me dar nem um beijo, Ari?"

Ari só tinha TV no quarto. Da entrada do apartamento mal dava para ouvir o narrador.

"É que, é que... o Palestra tá jogando." Ele dá logo o beijo. No rosto. Para não ter perigo de demora.

"É assim que você me recebe, Ari?! Contra quem o Palmeiras tá jogando?"

"Figueirense. Jogo importante. Jogo de seis pontos."

Quando o casal chega ao quarto, ela fica inconformada. "Dá para você me dar atenção? Tomara que o Figueirense marque um gol."

Nem bem Zuzu tinha terminado de falar e Milton Leite já gritava. "Gooooollll".

Como se não bastasse, o tento de empate era de um ex-palmeirense.

"Porra! Justo do Ricardo Bueno? Você dá muito azar. Vai dar azar assim na puta que o pariu."

Se não fosse um certo mago chileno marcar o gol da vitória no finzinho, teríamos mais um conto com final na delegacia... Como manda a cartilha do mestre Nelson Rodrigues.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Torcedor "comum" é proibido de comprar pizza no Pacaembu

No Pacaembu, pizza é vendida apenas para VIPs
Por Alessandro Lefevre

Na vitória do Palmeiras sobre o Sporting Cristal, do Peru, pela Libertadores, o torcedor que escolheu a arquibancada não pôde comprar e comer a pizza em formato de cone que é vendida no Pacaembu. O quitute é preparado nas lanchonetes que ficam no alto do estádio, mas é destinado exclusivamente para a área VIP, embora qualquer torcedor possa ver o preparo.

Um palmeirense que, no intervalo, ficou com vontade de comer a pizza se aproximou do local onde era feita a comida e perguntou ao segurança se podia comprá-la. "Não. Isso daí é só para os VIPs", disse o homem engravatado. O torcedor insistiu e falou que pagaria os R$ 6 que são cobrados. "Eu não posso. Se eu te vendo, meu chefe me ferra depois".

Em um país acostumado com a segregação, nada mais natural do que o segurança proibir a venda de um quitute dentro do estádio de futebol. E pior! Não se tratava de dar a pizza. O torcedor queria comprá-la. Infelizmente, o brasileiro está acostumado com a desigualdade. Estamos acostumados a elitizar tudo. Enquanto o torcedor "comum" come um hot dog a R$ 5, o cara que é VIP paga R$ 6 em uma pizza. Parabéns aos administradores do Pacaembu. Parabéns para a Prefeitura de São Paulo!

A segregação pela comida é uma das piores que existem. Do pó viemos e ao pó voltaremos. Só espero que as novas arenas não cometam o mesmo equívoco e não façam também esse tipo de distinção bizarra.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cristiano Ronaldo, Neymar ou Tevez?





Por Alessandro Lefevre

Os deuses da bola escolheram o dia 5 de fevereiro. Cristiano Ronaldo, Carlitos Tevez e Neymar fazem aniversário na data. Por isso, o Paixão Clubística quer saber: quem você contrataria para o seu time do coração?

Geralmente as comparações são entre Cristiano Ronaldo e Messi. Ou entre Messi e Neymar. Embora Tevez, 29, esteja alguns degraus abaixo do trio, a identificação com a camisa do Corinthians pode pesar no momento da escolha entre os jogadores -- para o bem e para o mal. Afinal, não acredito que algum palmeirense queira o argentino com o manto.

Cristiano Ronaldo, 28, é melhor do que o Neymar? É raro alguém fazer essa pergunta. Mas ela tem resposta. Atualmente, com certeza! O atacante português decide jogos e, a cada dia, aprimora a técnica. CR7 é o atleta que mais treina no Real Madrid. É o típico jogador completo. Faz gols de cabeça, com a perna direita, com a perna esquerda, de falta, de pênalti...

Neymar é também um ótimo garoto-propaganda (Crédito: Divulgação)
Neymar, 21, é diferente. O brasileiro nasceu para jogar bola. A facilidade que o jovem santista tem com a bola impressiona. O narrador Deva Pascovicci falou com precisão sobre o tema na Rádio CBN. "Neymar vai para a balada, não faz pré-temporada e mesmo assim está muito acima dos outros", disse.

Antes de escolher quem você quer no seu clube, lembre-se: Neymar é o mais novo e ainda gera boa grana com marketing. Cristiano Ronaldo também traz bom retorno financeiro ao clube por conta de sua imagem. Com uma boa estratégia, o jeito guerreiro de Tevez também pode render uma grana. Vote pelo Facebook do Paixão.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Após aula do Penapolense, Palmeiras precisa colocar a base

Alguns jogadores que atuaram pelo Palmeiras na Série B
Por Alessandro Lefevre

É melhor dar espaço aos meninos da base do que continuar com M. Ramos, M. Araújo, Juninho, Wendel, M. Leite, Luan...

O time que perdeu para o Vitória por 7 a 2, no Palestra Itália, na partida de ida da Copa do Brasil de 2003 (alguns meses após o rebaixamento):

Marcos
Gustavo (aquele mesmo de S. Caetano e Corinthians - foi expulso nesse jogo)
Leonardo
Marquinhos
Neném (Anselmo)
Magrão
Thiago Gentil
Zinho (Dênis)
Adãozinho
Corrêa (Fábio Gomes)
Muñoz

Desses, quantos realmente fizeram parte da campanha vitoriosa na Série B? Marcos, Leonardo, Magrão, Adãozinho (banco) Corrêa (banco) e Muñoz (banco). Isto é, apenas três desse elenco eram titulares. A equipe tomou um chacoalhão depois desse vexame, e vários "atletas" foram enviados para Urano.

O time campeão da Série B era:

Marcos, Baiano, Daniel, Leonardo e Lúcio; Marcinho Guerreiro, Élson, Magrão e Diego Souza (base); Edmílson (base) e Vágner Love (base).

Na reportagem que vou postar abaixo, vejam que o primeiro jogo da Série B foi abominável. Vocês não se lembram. Mas o Palmeiras empatou - e tomou pressão - do Brasiliense. Depois, empatou com o América de Natal em casa. Na terceira partida, perdeu para o Náutico. A primeira vitória só veio na quarta jornada, contra o São Raimundo.

Com o tempo -e com o apoio da torcida aos garotos e ao Jair Picerni- o Verdão deu a volta por cima e levantou a taça. A hora de colocar a base é agora, após uma aula de futebol do P-E-N-A-P-O-L-E-N-S-E. Como em 2003, é natural que o time, recheado de garotos, tome umas pancadas nos primeiros jogos. Mas é melhor tomar agora, no Paulista, do que chegar à Série B com um time ridículo.

Se a diretoria e os dirigentes tiverem peito, colocam os meninos já na próxima rodada. Arrisco-me a dizer que o Palmeiras teria chance, inclusive, de beliscar uma vaga nas quartas de final da Libertadores.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A hora e a vez de Paulo Nobre



Por Luiz Felipe Fogaça

É amigo, como diria Che Guevara “[futebol] não é um simples jogo é uma arma da revolução”. A frase que uso para tentar ilustrar um pouco o poder do esporte bretão se faz justo quando vejo em destaque nos grandes portais a eleição do Palmeiras em tempo real.

Tudo bem que o Flamengo, neste ano, já funcionou assim, mas tal fato ainda me deixa perplexo. Jamais pensei em toda minha vida que chegaríamos a esse ponto.

Se futebol é o ópio do povo eu não sei, mas que ele move multidões e até mesmo montanhas, a isso ele move e fica cada vez mais claro.

Chego a pensar que o pleito palestrino pode ter mais acesso que o municipal que tivemos em outubro passado, jamais saberei. Garanto que o resultado é mais importante e muda muito mais a vida de muitos tantos. O vencedor certamente será muito mais cobrado que qualquer eleito em qualquer cargo público.

Como gosto que nosso futebol seja nivelado por cima, mesmo são paulino, torço para que o eleito, na última eleição fechada do Palmeiras, possa se não mudar o rumo das coisas no clube, pelo menos dar o passo inicial, principalmente no que se entende por politicagem.

Não precisa ser um bom entendedor para ver o quanto a política interna, os bastidores, a oposição e tudo mais, prejudicam o alviverde. Na verdade é o principal fator e chega a dar nojo em qualquer um que conheça o clube um pouco mais a fundo.

Se bem é verdade que cartolas já foram/são problemas em todos os times, o Vasco já se livrou de Eurico, o Corinthians de Dualib, para ficar nos exemplos recentes.

Sim, o Palmeiras já se "livrou" de Mustafá, mas o que de fato mudou?  Arrisco a dizer que até piorou. A coisa chega a ser tão critica, que ambos os candidatos que concorreram, são de oposição. E no final, Mustafá ainda tem muita força no clube e emplaca um candidato atrás do outro.

Tá na hora de se unir em torno de um bem maior, que se chama Sociedade Esportiva Palmeiras e fazer o torcedor voltar a ter alegria e orgulho. Afinal, “homens mudam de partido político, de estado civil, de país, de língua, até de sexo,... mas nunca mudam de time”.

Que Paulo Nobre seja capaz de mudar os rumos do Palmeiras. 
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