Páginas

Mostrando postagens com marcador Melhor do Mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Melhor do Mundo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cristiano Ronaldo, Neymar ou Tevez?





Por Alessandro Lefevre

Os deuses da bola escolheram o dia 5 de fevereiro. Cristiano Ronaldo, Carlitos Tevez e Neymar fazem aniversário na data. Por isso, o Paixão Clubística quer saber: quem você contrataria para o seu time do coração?

Geralmente as comparações são entre Cristiano Ronaldo e Messi. Ou entre Messi e Neymar. Embora Tevez, 29, esteja alguns degraus abaixo do trio, a identificação com a camisa do Corinthians pode pesar no momento da escolha entre os jogadores -- para o bem e para o mal. Afinal, não acredito que algum palmeirense queira o argentino com o manto.

Cristiano Ronaldo, 28, é melhor do que o Neymar? É raro alguém fazer essa pergunta. Mas ela tem resposta. Atualmente, com certeza! O atacante português decide jogos e, a cada dia, aprimora a técnica. CR7 é o atleta que mais treina no Real Madrid. É o típico jogador completo. Faz gols de cabeça, com a perna direita, com a perna esquerda, de falta, de pênalti...

Neymar é também um ótimo garoto-propaganda (Crédito: Divulgação)
Neymar, 21, é diferente. O brasileiro nasceu para jogar bola. A facilidade que o jovem santista tem com a bola impressiona. O narrador Deva Pascovicci falou com precisão sobre o tema na Rádio CBN. "Neymar vai para a balada, não faz pré-temporada e mesmo assim está muito acima dos outros", disse.

Antes de escolher quem você quer no seu clube, lembre-se: Neymar é o mais novo e ainda gera boa grana com marketing. Cristiano Ronaldo também traz bom retorno financeiro ao clube por conta de sua imagem. Com uma boa estratégia, o jeito guerreiro de Tevez também pode render uma grana. Vote pelo Facebook do Paixão.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A volta olímpica da minha vida



Tuca Veiga

Conquistar um título é daqueles momentos sublimes da vida. É ver que todo sofrimento valeu a pena. É ter a certeza que o sonho se realizou. E isso independe do tamanho da vitória. Levantar o troféu e dar a volta olímpica é sacramentar a conquista. Não me esqueço de nenhuma das vezes que vi meu time apresentar o troféu recém-adquirido para nós torcedores.

No entanto, certamente, a primeira e a última vez que isso aconteceu são as mais especiais da minha vida. Em 1999, com onze anos, vi ao lado de minha mãe e meu irmão o Timão ser campeão brasileiro pela terceira vez, numa noite chuvosa, contra o Galo, em uma batalha e tanto.

A última vez, então, jamais deixará de figurar nas minhas noites. Faz um mês que o Corinthians se tornou campeão do mundo em Yokohama e, de lá para cá, sonhei diversas vezes que estava no Japão sendo campeão do mundo. A realidade virou sonho.

O êxtase depois do gol do Guerrero repetido 25 minutos depois, ao soar o apito do juiz, ainda nos entorpecia. A cerimônia de premiação já havia proporcionado cenas mais que marcantes. Mas assim que os jogadores saíram para a volta olímpica e o hino do Corinthians começou a tocar no sistema de som do estádio, não houve quem não se emocionasse.

Foi pouco depois da primeira vez que o hino tocou que liguei a minha câmera. A torcida já não tinha mais voz, não tinha mais frio, não tinha mais nada na cabeça senão que, naquele momento, o mundo era do bando de loucos. Fui brindado com cenas marcantes que divido com vocês, leitores do Paixão, corintianos ou não.


E, ao final do vídeo, ainda peguei um momento de gratidão, de intimidade e, acima de tudo, de amor entre Tite e sua mulher, que estava poucas fileiras abaixo de mim. Um torcedor, sabendo da presença dela, brinca: “Casa comigo, Tite?”, mas quem deu a resposta foi sua família: “Ele está casado com o Corinthians”. Vi seu filho cantar o hino, as músicas da fiel, com sotaque gaúcho – é claro – e tive então a certeza que teremos Adenor no comando do Timão por muito tempo. Valeu, Tite! Valeu, Corinthians!


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Messi é tão melhor assim?


Por Tuca Veiga


Esta segunda-feira deve consagrar Messi como o maior jogador do novo milênio. O quarto troféu de melhor do mundo colocará o craque argentino no olimpo do esporte e abrirá brecha, inclusive, para que o astro se torne Hors Concours, devido à sequência e ao amplo domínio recente na premiação.

Por isso mesmo perguntei no título do texto: Messi é tão melhor assim? Calma, leitor do Paixão, antes que você ache este que vos escreve um lunático, explico a minha questão. Dois dos maiores craques que vi jogar – Ronaldo e Zidane – conquistaram três vezes o prêmio. Portanto, hoje, Messi provavelmente será alçado a um patamar acima que essas duas lendas recentes do futebol.

Acho sim que Lionel seja o maior da atualidade, mas não tenho tanta certeza se em 2012 ele foi tão acima dos demais como em outras oportunidades. Com a 10 do Barcelona ficou pelo caminho na Champions e foi vice do Espanhol. Título que é bom, somente o da Copa do Rei, um prêmio de consolação, algo como uma Sulamericana, bem diferente dos feitos de outrora.

Individualmente ele brilhou, é óbvio. Com a fome que tem por recordes, jogou muito, balançou a rede até não poder mais, fez golaços atrás de golaços, deu assistências, show, foi o Messi de sempre, o Messi eleito três vezes o maior do mundo, um dos maiores craques de todos os tempos. Mas acredito que essa seria uma boa oportunidade para premiar outro jogador – e acho que alguns fizeram por merecer.

A sombra do argentino todos sabem quem é: Cristiano Ronaldo. Visto por muitos como marrento, o gajo só faltou fazer chover na temporada 2011-2012. Diferente de Lionel, o portuga praticamente carrega o Real nas costas, isso que o time é repleto de grandes jogadores. Mas é fato que Cristiano alcança seus feitos mais sozinho do que Messi, muito pelo futebol coletivo desempenhado pelo Barça e bastante, também, pelo excesso de individualismo do astro merengue. Mas os candidatados não param por aí.

Iniesta, outro postulante à bola de ouro, foi um dos principais responsáveis do bicampeonato da Espanha na Eurocopa e há quem considere que se por um acaso Messi não levar desta vez, o troféu irá para a estante do seu companheiro de clube. Reconheço Iniesta como um grande jogador, mas não acho que ele tenha a dimensão de um melhor do mundo.

Ibra também encantou pelos golaços que fez este ano. Dentre algumas obras-primas, a bike de fora da área foi, certamente, a que mais encantou – e por dias ficou de fora da disputa do gol mais bonito de 2012. Mas o sueco ainda precisa de uma conquista como protagonista para realmente alcançar o outro grupo.

Quem acho mesmo que fez um ano acima da média, encantou o mundo – mesmo jogando por um time que não está no primeiro escalão europeu– fez gol atrás de gol, muitos deles golaços, decidiu finais, como a da Europa League e a da Supercopa da Europa é o colombiano Falcao Garcia. Gostaria de ver o goleador premiado, ele fez por merecer.

Falcao sim teve um ano acima da média, talvez mais do que Messi, que foi genial como sempre, mas que talvez ainda seja cedo para superar senhores de bola, como Zinedine Zidane e Ronaldo Fenômeno. Infelizmente, Falcao tá fora da disputa que, provavelmente, ficará de novo no colo do craque sem carisma Lionel Messi. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Testemunha da História



Por Tuca Veiga


Queridos amigos e leitores do Paixão, antes de começar a tentar descrever o que vivi do outro lado do mundo, peço sinceras desculpas pela demora para publicar este depoimento. A longa volta, o cansaço e os últimos dias de férias atrasaram este texto. Mas como antes da tarde do que nunca, vamos ao que interessa.

Ao longo das próximas semanas vou publicar fotos que fiz no Japão e vídeos do ponto de vista de quem estava na arquibancada. Portanto, diversos detalhes da invasão do bando de loucos vocês irão conhecendo aos poucos. Para começar, vamos à conquista do mundo.

A longa viagem – quase um dia e meio – para o Oriente, a presença da massa corintiana em todas as ruas de Tóquio, a energia que lá encontramos e as amizades que surgiram durante a estadia criavam uma atmosfera propícia ao título. Pintava o sentimento que merecíamos sair de lá com a taça.

Estar no Japão era um presente que o Corinthians havia nos dado. Afinal, muitas das pessoas que lá estavam jamais pisariam em Tóquio se não fosse o Coringão. Celebrávamos a conquista da Libertadores, pagávamos promessas, vivíamos dias que jamais serão esquecidos, mas acima de tudo, cultuávamos o nosso amor pelo Corinthians.

O orgulho de estar lá estava estampado no rosto de cada torcedor alvinegro. Ir aos templos, aos parques, às lojas de eletrônicos – onde éramos recebidos com o hino do Timão – era ter a noção de que havíamos invadido outra terra. Era “Vai Corinthians” pra lá, “Vai Corinthians” pra cá, parecia que estávamos em casa, e estávamos mesmo. Os japas devem achar que o time se chama “Vaicolinthians”, de tanto que escutaram e se aventuraram a falar. Pois é, eles também não vão esquecer esses dias.

Tudo estava perfeito, só faltava uma coisa para coroar todo o esforço. Só faltava a taça. A vitória suada contra os egípcios e a aparente tranquilidade do Chelsea para superar o Monterrey deixaram os corintianos ansiosos e apreensivos. Os boatos quanto às alterações do Mestre Tite também colaboravam para que os nervos ficassem aflorados.

Quando o sol raiou no domingo trazendo o dia mais bonito de todos os que vivemos no país, algo parecia indicar que era dia de festa corintiana. Para quem estava no Brasil, preço que se lembrem da final da Libertadores, daquele dia, daquela noite, da lua de São Jorge cheia à iluminar o Pacaembu. Pois é, lembrava muito o eterno 04 de julho. “É hoje”, diziam 11 a cada 10 torcedores que cruzávamos no hotel. O coração já começava a pensar em saltar do peito.

Por volta das 16h (5h da manhã no Brasil), chegamos ao estádio onde Ronaldo guardou dois e fez do Brasil pentacampeão mundial. Lá só se via duas cores, o preto e o branco, e nada de azul. Invadimos mesmo. Torcedores de todas as partes do mundo, Europa, EUA, Austrália e muitos corintianos que lá viviam somavam-se aos muitos que cruzaram o mundo. Não tinha como sairmos sem o troféu. Merecíamos aquilo e esse sentimento só crescia.

Entramos no estádio e começamos a entoar nossos cantos. Os japoneses que estavam predispostos a torcer pelo Chelsea começaram a ficar encantados com a festa. Muitos saíram para comprar cachecol ou outros artigos que os adicionassem ao bando de louco. Foram contagiados pela Locospirose. E aguenta coração.

Durante a partida, tudo foi entrando no eixo. O batimento cardíaco estabilizou. Nossos guerreiros mostravam não sentir o peso daquela final e passaram a desempenhar o futebol que tanto nos acostumamos a ver. Aquilo tranquilizou a todos. Diferente da semifinal, todos pareciam estar num bom dia, sensação que permanece intacta até hoje – e olha que já revi umas 5 vezes a decisão.

O gol de Guerrero, sofrido, que ainda cutucou a trave antes de fazer a nação explodir foi talvez o mais emocionante que já presenciei no estádio. Abracei meu pai com toda a minha força, as lágrimas brotaram rapidamente e a certeza do desfecho feliz tomou conta de mim. Mesmo assim eu olhava a todo instante para o telão, que nos mostrava o quanto ainda tínhamos que sofrer. Consegui ver o bandeira levantar seu instrumento de trabalho antes mesmo da cabeçada de Torres. Ali todos sabiam: o mundo era do Corinthians pela segunda vez.

O apito do juiz fez o bando ficar ainda mais louco. Agradeci meu pai por me fazer corintiano, chorei, gritei, lembrei da minha mãe (que me olha aonde eu vá), pensei nos amigos, cumprimentei todos os companheiros da invasão e deixei isso registrado para sempre na memória.



Afinal, o sentimento que tenho é que sou testemunha da história. Não estive na invasão de 76, não vivi o jejum, tampouco a Democracia. Dos anos 90 em diante vivenciei tudo. Mas para sempre contarei aos meus filhos e netos a aventura que vivi ao lado de meu pai, no Japão, com mais de 30 mil fiéis, na conquista do Bi.

Tenho muitas imagens da festa e muito a falar sobre esse momento. Mas vamos deixar isso para um próximo texto.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Messi ainda não ultrapassou sequer Romário

Esse é o cara
Por Alessandro Lefevre

Depois que a Fifa divulgou o já óbvio resultado e terminou a cerimônia de premiação de melhor jogador do mundo, os cronistas esportivos já começaram a fazer comparações com craques de outrora.

Messi nunca teve uma atuação destacada pela seleção argentina. Nunca ganhou uma Copa. Nunca ganhou sequer uma Copa América.

Azar das Copas? Não acho que seja por aí.

Michael Jordan, um ícone no seu esporte, dizia que talento ganha jogos, mas trabalho em equipe e inteligência ganham campeonatos.

Por isso a comparação com Romário não cabe. O ex-camisa 11 da seleção brasileira está anos-luz à frente do argentino-prodígio. Por quê?

Porque Romário carregou um time fraco à conquista mais importante da sua época. Em 1994, o Brasil foi a campo na final do Mundial dos EUA com: Taffarel, Cafu, Marcio Santos, Aldair e Branco; Mazinho, Mauro Silva, Dunga, e Zinho (Viola); Bebeto e Romário.

Depois de 24 anos longe da taça, o futebol mundial tinha mudado. E o futebol brasileiro também.

Esse time de 1994, que adorava trocar passes laterais, que foi duramente criticado antes da Copa e que era bastante objetivo, foi um dos pilares para eu formar aquilo que vou chamar de meu "caráter" futebolístico.

Talvez venha daí a minha admiração por times guerreiros e que jogam por uma bola. Quando torço por um time, não importa a maneira, o que vale é a vitória. Na retranca, com futebol feio...

Jogar no Barcelona é fácil. Um time talentoso e que sabe o que faz com a pelota nos pés. Treinado, entrosado.

E por que Messi não rende a mesma coisa na Argentina?

Falta levar um time nas costas. Como Romário fez em 1994.

E como Zico não fez em 1986. 

Na galeria dos grandes, Messi pode ser comparado com Zico. E apenas com ele.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...