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terça-feira, 12 de março de 2013

Ruim de negócio

Por Tuca Veiga

De uns tempos para cá a diretoria corintiana se tornou um exemplo de boa gestão. Após anos de obscuridade sob o comando ditatorial e aproveitador de Darth Dualib, a patota de Andrés assumiu, profissionalizou a diretoria e levou o time da Série B ao topo do mundo.

Muitos são os êxitos da gestão nos últimos anos. Partindo do marketing, passando pelo sistema de sócio torcedor, contratações pontuais, manutenções de treinadores em momentos de dificuldade e por aí vai.

Mas um coisa me impressiona há algum tempo. É impressionante a falta de capacidade da diretoria para fazer bons negócios quando jogadores alvinegros são assediados. Pós Copa do Brasil, André Santos e Cristian – que além de serem chaves no esquema tinham identificação com a torcida – foram vendidos por uma pechincha.

Na época, o discurso de Andrés era de que quando o jogador quer sair, não tem jeito. E desde então isso tem sido levado a ferro e fogo. Transição ruim atrás de transição ruim. Para não citar cada uma delas, vou direcionar para a mais recente, que me motivou a escrever este texto: a negociação do zagueiro Marquinhos.



Uma das maiores joias da base corintiana nesta década, o jovem desde cedo foi elogiado e aproveitado por Tite. Com um sistema defensivo forte, o treinador manteve o jovem no banco, ganhando experiência, entrando de vez em quando e crescendo a cada jogo e a cada treino.

Eis que, ano passado, surgiu uma proposta da Roma – que já havia comprado outro defensor, Leandro Castán – que agradou muito ao jovem. Marquinhos pediu para ser negociado. A proposta era por empréstimo de um ano. Uma pechincha por um garoto de talento abundante e que todos perceberam cedo. Como se não bastasse, ainda havia uma cláusula que garantia aos italianos prioridade de compra com preço já estipulado – aproximadamente oito milhões de reais

Acontece que, nem sequer o garoto completou um ano na Roma (foram 20 jogos, 17 como titular) e os italianos receberam uma proposta do Milan que gira em torno de 25 milhões de euros. Algo como 65 milhões de reais. E recusaram. É mole ou quer mais? Se tivesse paciência e visão de mercado, o Corinthians poderia receber 800% do que chegou aos seus cofres.

Por essas e outras, sigo achando que o Corinthians é o pior vendedor do Brasil.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

E o Barcos velejou...


Por Marcelo Marino, convidado especial

Maior ídolo da torcida do Palmeiras nos últimos anos, depois de São Marcos, claro, o atacante argentino Hernán Barcos deixa o Verdão.

Como palestrino, vejo a saída de Barcos até com bons olhos. O “Pirata” já tinha demonstrado insatisfação em continuar no clube após a queda para a Série B e fez jogo duro na hora de renovar o contrato.

Paulo Nobre e Brunoro, novos comandantes do Palmeiras, parecem ter uma filosofia simples de administrar o clube. Fica quem quer, nada de jogador insatisfeito. Um exemplo foi a saída de Luan.

Além da insatisfação do argentino em ficar na equipe, o jogador falou um pouco além da conta. Se disse “incomodado” com o fato de um dos pagamentos de sua contratação junto a LDU estar atrasado.

Foi o suficiente para o argentino cair do posto de intocável para negociável. Se junta ao fato a proposta “indecente” do Grêmio pelo jogador.

Serão dois milhões de dólares, mais Vilson, Rondinelli, Léo Gago, Leando (este por empréstimo) além de assumir a dívida com a LDU e possivelmente mais um jogador.

Claro, assim como todo palmeirense, vou sentir - e como - a falta do Pirata. Mas temos que ver o que está sendo colocado na mesa aqui. Os jogadores oferecidos pelo Grêmio são de qualidade e em posições carentes no Verdão.

Vilson começaria o ano como titular ao lado de Cris, caso não fosse seu conflito com Luxemburgo. Rondinelli e Leandro são jovens promessas e até já foram titulares da equipe. Podem ajudar, sim, o Palmeiras ao longo da temporada.

Portanto, acho que vale a pena perder o “Pirata”, que parece já ter ido embora no final do ano passado...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Chegada de Pato mostra que Timão ainda está com fome

Pato é a contratação mais cara da história do futebol nacional
Por Tuca Veiga


O ano de 2012 foi um dos mais vitoriosos de toda a gloriosa história corintiana. A conquista da Libertadores jogou por água abaixo uma questão que era citada em toda conversa de bar, afinal, mesmo com inúmeros títulos, com uma torcida invejável e episódios inesquecíveis, como a Invasão, o título de 77 e a Democracia – para ficar só nestes – a falta da taça que os rivais já tinham era um incômodo e tanto. Era. O Mundial foi a cereja do bolo do ano alvinegro.

No entanto, para quem imaginava que o torcedor do Timão e a diretoria estavam satisfeitos, o time vem com uma cartada e tanto para o ano novo: nada mais nada menos que Alexandre Pato, jogador que saiu muito cedo do Brasil, que foi promessa e realidade, mas que há algum tempo vive na batalha contra uma série de lesões.

Tenho lido e escutado muitos torcedores contrários à contratação, seja por conta do valor, seja pelo aspecto clínico e, inclusive, pelo pessoal achar que Pato não tem a cara do Corinthians. Eu faço parte de outro grupo, dos que estão muito satisfeitos com o reforço. Acredito na recuperação do goleador e já o vejo balançando muito a rede do Pacaembu. Será de Pato o primeiro gol da Arena Corinthians. Por que não?!

Entendo que a bagatela de R$ 40 milhões assuste – não é a toa que é a maior contratação da história do futebol brasileiro – mas contando que Pato tem apenas 23 anos é um jogador que pode estar na Copa de 2014 e tem mercado internacional, acredito que tenha sido um baita investimento.

Quanto à parte clínica, Pato nunca teve uma cirurgia nas articulações (joelho ou tornozelo), ele tem problemas musculares, monitorados pelo departamento médico corintiano e que são totalmente possíveis de se ajustar, afinal, a fisioterapia brasileira está quilômetros na frente da gringa.

A outra questão que os corintianos tem debatido por aí é quem sairia do time para a entrada de Pato. É sabido que Tite não escala pelo nome, mas com o jogador estando bem, acredito que Douglas deva perder novamente espaço – assim como na decisão do Mundial. Desta forma, o quarteto ofensivo jogaria com Danilo, Sheik (os dois variando como meia centralizado), Pato e Guerrero. Embora tenha características de centroavante, Pato pode jogar aberto também, como fazia quando atuava ao lado do Ibra, mas no Coringão vai ter que aprender a morder o lateral, como tanto gosta o Mestre Tite!

Seja bem vindo ao campeão mundial, Pato.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Custo-benefício de Douglas é muito melhor que o de Montillo


O maestro voltou

Por Tuca Veiga

Ouvi muitos corintianos comentando por aí que depois de tanto sonhar com Montillo, acordar com a contratação do Douglas era decepcionante. Sinceramente, não entendo o porquê.

Douglas além de ter uma boa passagem, conhecer o clube e ter certa identificação com a torcida, é um belo jogador.

Durante toda a novela do acerto com o argentino, as cifras relacionadas à transação assustavam. Os adeptos justificavam que a grana da TV estava por chegar e que, inclusive por isso, times como o São Paulo também estavam gastando a rodo com reforços.

Fato é que, por ser Campeão Brasileiro, o Corinthians não precisava de tantos jogadores, mas sim, de peças pontuais.

O custo-benefício do investimento no Douglas, portanto, é muito maior, o que torna a contratação ainda mais interessante. Dos supostos 20 milhões de reais que seriam gastos com Montillo, o Timão não gastou nem 25% no novo velho maestro, que acertou por três anos por R$ 3 mi.

Desde a saída de Douglas, pouco após a conquista do tricampeonato da Copa do Brasil, o Corinthians carece de um maestro.

Primeiro, Mano tentou avançar Elias e colocou Jucilei de volante, mas o primeiro caiu muito de produção. Depois veio a contratação de Defederico, que foi, na verdade, jogar grana no ventilador.

Em 2010, chegou Bruno César, que agradou, mas que era um cara agudo, não de cadência. Assim como o Bruno, Alex também não se mostrou um jogador de organização e seus principais jogos foram atuando mais próximo do ataque, como no empate contra o Vasco, em São Januário.

Douglas chega para exercer essa função. Parar a bola, pensar o jogo, distribuir as jogadas. No basquete, falam que o armador tem o dever de colocar a bola debaixo do braço, escolher a melhor jogada, acionar o companheiro que está com mais aproveitamento. O camisa 10 também tem esse dever.

Aliás, a camisa 10 poderá ser um problema, afinal, hoje ela está com Adriano, que provavelmente não irá perdê-la. Assim sendo, ela só retornará para Douglas caso o Imperador não seja inscrito na Libertadores – o que é possível que aconteça.
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