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domingo, 17 de fevereiro de 2013

CLÁSSICO! Sem vice-versa

Por Lucas Bueno

Durante os dias que antecederam o clássico Corinthians x Palmeiras só se falava no abismo que separa, hoje, o campeão do mundo e o recém rebaixado. Diferença em receitas, em contratações, em elenco e por aí vai... O torcedor corintiano, com todo o excesso de confiança atual, pensava em massacrar o rival no Pacaembu. Mas duvido que não tivesse o receio de perder para o maior rival nessa fase difícil. Por que clássico você já sabe né?!


O famoso e repetido jargão foi uma das inúmeras explicações para o empate nesta tarde. Entretanto escolho essa: a auto-suficiência negativa alvinegra se igualou ao empenho verde no dérbi. O Corinthians atuou com o pensamento de que poderia vencer a qualquer momento e o Palmeiras com vontade e raça dificultou e muito o jogo. Mas é nítida a diferença tática e técnica entre os dois times. Os "reservas" Pato, Renato Augusto e Romarinho (o palmeirense se pergunta: "Pq fases iso Romarino?!") seriam titulares do time de Gilson Kleina.

Conclusões do clássico. O atual elenco do Palmeiras tem um prazo de validade curto. Não há jogadores que decidam partidas. Valdívia voltará, Kleber estreará... Só isso basta? Mas nada está perdido! Toda mudança requer tempo, paciência e sabemos que no futebol esses dois fatores são escassos.  A luz no fim do túnel é que o clube caminha visando voltar à elite do Brasileirão em 2014, ano do centenário. Nada está perdido.


Já o Corinthians está mais forte que ano passado. Acertado e entrosado por Tite e com novos jogadores para decidir. Vi um time com excesso de confiança preocupante no gramado. Mas quando "baixou a bola" e decidiu jogar, empatou a partida.

Falta aos jogadores motivação por algo maior. Depois do inédito título da Libertadores e do Mundial voltar à realidade brasileira é difícil. Quarta-feira começa a busca pelo bi da América. E toda a motivação que faltou e o excesso de confiança que sobrou precisam ser equilibrados lá na altitude de Oruro contra os bolivianos do San José.

Como é bom ver um clássico com estádio cheio em tempos de jogos sem graça e sem torcida! Depois da folia de carnaval parece que o ano começou no futebol e na vida. Corinthians e Palmeiras, aqui em São Paulo, é o clássico. Não precisa de jargões e bordões para duplicá-lo e engrandecê-lo. É CLÁSSICO sem vice-versa. 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Chegada de Pato mostra que Timão ainda está com fome

Pato é a contratação mais cara da história do futebol nacional
Por Tuca Veiga


O ano de 2012 foi um dos mais vitoriosos de toda a gloriosa história corintiana. A conquista da Libertadores jogou por água abaixo uma questão que era citada em toda conversa de bar, afinal, mesmo com inúmeros títulos, com uma torcida invejável e episódios inesquecíveis, como a Invasão, o título de 77 e a Democracia – para ficar só nestes – a falta da taça que os rivais já tinham era um incômodo e tanto. Era. O Mundial foi a cereja do bolo do ano alvinegro.

No entanto, para quem imaginava que o torcedor do Timão e a diretoria estavam satisfeitos, o time vem com uma cartada e tanto para o ano novo: nada mais nada menos que Alexandre Pato, jogador que saiu muito cedo do Brasil, que foi promessa e realidade, mas que há algum tempo vive na batalha contra uma série de lesões.

Tenho lido e escutado muitos torcedores contrários à contratação, seja por conta do valor, seja pelo aspecto clínico e, inclusive, pelo pessoal achar que Pato não tem a cara do Corinthians. Eu faço parte de outro grupo, dos que estão muito satisfeitos com o reforço. Acredito na recuperação do goleador e já o vejo balançando muito a rede do Pacaembu. Será de Pato o primeiro gol da Arena Corinthians. Por que não?!

Entendo que a bagatela de R$ 40 milhões assuste – não é a toa que é a maior contratação da história do futebol brasileiro – mas contando que Pato tem apenas 23 anos é um jogador que pode estar na Copa de 2014 e tem mercado internacional, acredito que tenha sido um baita investimento.

Quanto à parte clínica, Pato nunca teve uma cirurgia nas articulações (joelho ou tornozelo), ele tem problemas musculares, monitorados pelo departamento médico corintiano e que são totalmente possíveis de se ajustar, afinal, a fisioterapia brasileira está quilômetros na frente da gringa.

A outra questão que os corintianos tem debatido por aí é quem sairia do time para a entrada de Pato. É sabido que Tite não escala pelo nome, mas com o jogador estando bem, acredito que Douglas deva perder novamente espaço – assim como na decisão do Mundial. Desta forma, o quarteto ofensivo jogaria com Danilo, Sheik (os dois variando como meia centralizado), Pato e Guerrero. Embora tenha características de centroavante, Pato pode jogar aberto também, como fazia quando atuava ao lado do Ibra, mas no Coringão vai ter que aprender a morder o lateral, como tanto gosta o Mestre Tite!

Seja bem vindo ao campeão mundial, Pato.
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