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quarta-feira, 6 de março de 2013

Volta por cima do Real Madrid

Por Gabriel Duque

O Real Madrid superou as desconfianças, o fraco futebol apresentado no início da temporada, as desavenças dentro do grupo, o temperamento explosivo de Mourinho, a gigante distância para o Barcelona na Liga Espanhola e a desvantagem para o Manchester United. Se antes os nervos estavam à flor da pele, agora a tranquilidade parece tomar conta dos merengues.

Foram necessárias apenas três vitórias para o time reagir e dar a volta por cima. Eliminar o rival catalão na Copa do Rei com uma vitória para lá de convincente em pleno Camp Nou, derrubar novamente seu tradicional inimigo com uma equipe mista pelo campeonato nacional e conseguir a improvável virada sobre os Diabos Vermelhos em Old Trafford para avançar às quartas da Liga dos Campeões.



Depois de correr risco de cair na fase de grupos da Champions, o Real está mais vivo que nunca na briga pelo título. E se o Barça for realmente eliminado pelo Milan, o clube madrilenho já poderá comemorar por ter deixado o rival para trás. Agora as crises que assolaram a equipe foram embora.

Nada de especulações sobre o futuro de Mourinho, que poderia voltar a trabalhar na Inglaterra. Esquece-se o nome de Ancelotti, técnico do PSG, como possível substituto. Nada de rumores sobre uma tristeza de Cristiano Ronaldo e sua vontade de ir embora. Pelo contrário, o português está cada vez mais motivado para bater Messi e retomar o posto de melhor do mundo.

Brigas no elenco? Que nada. Mourinho coloca Kaká em campo, não critica mais Di Maria e já se relaciona com Casillas, recuperado de lesão. Mas tudo isso é coisa de momento, coisas do futebol. O Real é realmente uma bomba explosiva, sempre a ponto de estourar. Basta uma vacilada na final da Copa do Rei contra o Atlético de Madri ou nas quartas de final da Champions contra adversário a ser definido por sorteio em 15 de março.

terça-feira, 5 de março de 2013

Neymar apático



Por Luiz Felipe Fogaça

Mais repetitivo do que pergunta lá no posto Ipiranga é o assunto Neymar na Europa, como bem disse outro dia o querido amigo Felipe Pugliesi. É bem verdade que o assunto já encheu o saco e, tirando os santistas, a grande maioria acha que o prodígio deveria ir logo para o velho continente amadurecer e melhorar ainda mais o seu futebol. O que é consenso entre todos é que o atacante não atravessa um bom momento.

Para os mais maldosos a equação é simples: Neymar + Marquezine = pouco futebol. Relacionamento a parte, o palpite desse que vos escreve é de que Neymar atingiu um status muito alto e muito rapidamente e já não se vê mais com desafios pela frente. Em outras palavras, perdeu o tesão.

Se antes acompanhávamos um jovem com alegria de jogar e querendo provar a toda hora que era o melhor, a cara do jovem jogador agora reflete a apatia que passa seu futebol e por consequência a equipe do Santos.

Obviamente que lampejos, bons momentos e um jogo aqui, outro ali ele sempre vai decidir, até por que ele continua tendo grande qualidade técnica, só parece não querer mais desfilar isso nos gramados.

O craque parece mais motivado em viver sua vida fora das quatro linhas, do que fazer seu trabalho dentro dela, o que é perfeitamente normal, mesmo com toda blindagem, suporte e assessoria existente em torno dele.

Mais do que o eventual amadurecimento, a Europa traria o TESÃO de volta à vida do jogador, que é inquestionável desses lados e ganhou tudo o que podia vestindo a camisa do peixe.

Talvez a crítica seja muito ríspida e em parte injusta para alguns, tudo de acordo com a esperança que botamos no jogador para desempenharmos um bom papel na Copa do ano que vem. O que não dá mais é para passar a mão na cabeça e botar a culpa de tudo que acontece com Neymar nos outros. Por mais difícil que seja estar sempre no auge, Messi e Cristiano estão a muito mais tempo que o santista entre os tops.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Nada como o futebol...

Mazembe faz mandinga antes de entrar para a história do futebol 

Por Tuca Veiga

Somente neste esporte que mexe com nossas vidas de domingo a domingo, de janeiro a janeiro, não se pode afirmar que o favorito vai sair vitorioso.

As semifinais do carioca são um ótimo exemplo de como o futebol nos reserva surpresas em cada um dos 90 minutos de bola rolando.

Quem poderia dizer que o atual campeão brasileiro, tido como um dos principais elencos do país, sucumbiria para um Vasco ainda em frangalhos, que busca no horizonte a esperança de dias menores?

E quem afirmaria que o Flamengo, em estado de graça, em pleno aniversário de 60 anos de seu ídolo maior, invicto no ano, tropeçaria justo no Botafogo, freguês eterno do rubro-negro, que pouco tem empolgado o seu torcedor?

Em outros esportes, situações como essa são raras de se ver.

Na atual fase do tênis, a taça tem poucos destinos. As mãos de Djokovic, Federer e Nadal se revezam para levantá-las na temporada do esporte.

Na Fórmula 1, só uma corrida na chuva, repleta de batidas pode fazer com que os favoritos não deem lugar aos coadjuvantes no pódio.

E o basquete? Como é raro ver uma zebra no esporte da bola laranja.

Bolt sempre chega na frente, Phelps bate (ou batia) antes, Izinbayeva salta mais alto, e por aí vai.

Por essas e outras, sentar à frente da tv para acompanhar um belo jogo de futebol é uma das maiores paixões mundiais.

Afinal, o Imponderável de Almeida – personagem criado pelo eterno Nelson Rodrigues – pode entrar em campo a qualquer momento.

É uma bola que desvia aqui e acolá e morre lá dentro. É um goleiro que acordou pronto para fechar a meta. É um treinador que resolveu dar um nó tático. Uma preleção que mexeu com os brios do time.

Pode ser de tudo.

Por isso o futebol é fascinante. Não é um baralho de cartas marcadas.

Ele permite que um time com menos investimento, com menos repertório, menos craques e menos oportunidades de gol tenha muito mais motivos para comemorar do que o adversário.
Nada como o futebol... 

domingo, 3 de março de 2013

Futebol, o seu dia é domingo!

Maracanã vai voltar agora em 2013
Por Gabriel Noleto, o convidado do dia

Por eeentre as pernas, passou por outro, laaançamento preciso para a direita; um, dois, trêêês no chão; é agora: goleiro vendido eee… GOOOL!

O que seria do mundo sem domingo com futebol?

Tinindo e trincando os dentes, as unhas indo embora, a pele dos dedos na boca, o rosto e os olhos vermelhos: estado natural de um fanático torcedor de futebol aos domingos.

Mas… será? Pense: será? Essa é a ordem natural das coisas? Será o domingão realmente do Faustão ou é um dia de futebol? Ou será um dia para almoçar na casa da sogra ou, quem sabe, para passear de carro na Barra parando na Estátua da Liberdade para um hambúrger? É dia de fazer nada, de dormir, de bocejar deitado no sofá da sala? Afinal, domingo é dia de quê?

Fato mais consumado do que isso acho que não há: um domingo sem futebol seria coisa de menininha cansada de brincar de bonecas que não tem mais o que fazer e prefere ir ao quarto do irmão mais novo perturba-lo: coisa chaaata.

Sem a peleja dominical, as segundas seriam pardas e sem graça – mais do que o normal-, não haveria praia de manhã, os bares ficariam vazios, as crianças dominariam as TVs assistindo aos desenhos mais patetas e americanos que já se viu: domingo sem futebol? Ora bolas, que ideia!

(Final da Copa. Uma segunda-feira qualquer, no Maracanã, no ano de 2014. Perdão, entendi errado, só pode ser. Segunda? Final de Copa do Mundo em uma segunda-feira? Que se lasquem as segundas! Final, semi, quartas, oitavas, primeira rodada, jogo de meio de campeonato, o lugar de vocês é no domingo!)

Oficialmente o último dia da semana (ou primeiro?), o domingo, é o dia mais chato dentre os sete. Ele é assim por natureza e com 99% de culpa da maldita segunda-feira.

Ou seja, cerveja?! Não: ou seja, o domingo precisa do futebol, precisa de berros, de choros, de risos, de apertos, de abraços, de impedimentos, de xingamentos, de laterais, de escanteios, de tiros de meta, de xingamentos, de gritos e berros, de choro, de risos, de gargalhadas, de sofrimento, de sofrimento, de sofrimento…

Um domingo sem futebol não é nada. Um domingo sem gol não é nada. Um domingo, ainda mais vendo a segunda se aproximar, não é nada sem uma bola sendo chutada de lá pra cá.

O que seria do mundo se não houvesse futebol aos domingos, eis a questão. Palpite: sem futebol, o domingo seria uma segunda-feira sem a necessidade de acordar cedo, uma coisa sem sentido, chata e cinza. E o mundo? O mundo seria uma série de junção de sete dias, um após o outro, sem estravazamento, sem cor, sem… GOOOL!

Um domingo sem futebol não seria nada, e o mundo sem futebol aos domingos seria um nada ao quadrado.

(Sofá cheio de baba, pijama amassado, pizza fria no almoço: domingo sem futebol… me poupem!)

sexta-feira, 1 de março de 2013

Uma tentação irresistível



Por Felipe Pugliese

Neymar na Europa. Um assunto que já torrou a paciência, rendeu o que tinha que render. Falando uma linguagem mais popular: já encheu o saco! O garoto é rei no Brasil e nem ele mesmo tem a certeza que pode reinar no outro continente.


Contudo, quando ninguém mais quer ouvir do assunto, surgi uma possiblidade irrecusável. O Bayern de Munique, de Pepe Guardiola, é uma tentação irresistível.


O clube alemão tem um time de cair o queixo. Um treinador revolucionário, talvez o maior da última década. Porém, ainda falta uma grande estrela.  Pepe vai fazer o Bayern jogar como jogava o Barcelona, mas quem será o Messi desse time? Neymar!

A porcentagem de fracasso é muito pequena.

Jogando no futebol alemão Neymar vai amadurecer dentro de campo. Vai chegar na Copa sem medo de cara feia. Hoje é evidente que a baba raivosa dos marcadores  europeus amedronta o craque em jogos do Brasil.

Vai, Neymar! 

O que seria do mundo vermelho e preto sem Zico


Zico em duas cores: o vermelho e o preto
Por Gabriel Noleto, o convidado do dia

De Quintino, em 1953, a Tóquio, em 1981. Para os flamenguistas, o dia três de março é natal, dia em que o messias veio à terra salvar-nos da mesmice.

Mas… o que seria do mundo e da vida rubro-negra se não houvesse Zico? Seria um mundo dotado de um desgosto profundo? Um mundo em que uma imensa nação não teria quem reverenciar, não teria rosto que valesse a pena estampar em uma bandeira de duras cores? Seria uma vida, no máximo, nota nove e meio?

Simples, o clube da Gávea não seria grande, imenso como é. Não seria campeão sul-americano nem mundial. Não teria quatro dos seus seis títulos brasileiros. Não teria cinco tricampeonatos estaduais. A torcida do Botafogo ainda teria o que falar sobre o seis a zero dos anos sessenta; os tricolores seriam os maiores vencedores de estaduais; o Vasco não seria vice por tantas vezes.

Digo: tudo vem de Zico.

(Sem a Era Zico, um talzinho, vindo da Sérvia, não maltrataria, aos quarenta e três do segundo, os que usam a camisa da Ponte Preta com um gol de falta que, por sinal, o Galinho assinaria.)

Tudo vem de Zico. Tudo o que é rubro-negro, seja antes ou depois do dia três de março de 1953,  vem de Zico. Mesmo os acontecimentos AZ (antes de Zico) se deram como preparação para o seu surgimento.

Se não houvesse Zico, o Flamengo seria muito menos do que é. A seleção de 82 seria menos bilhante do que foi. Os japoneses não jogariam futebol. Nós não ouviríamos Só no sapatinho. Ninguém bateria no peito e falaria do orgulho de ter visto alguém fazer o que ele fez – coisas que só ele fez. Os vascaínos seriam maiores, os tricolores mais vencedores e os do Garrincha seriam menos sofridos.

Zico está para os flamenguistas, assim como Che Guevara está para os revolucionários. Zico está para o futebol, assim como a maçã esteve para Newton. A clássica equação E=mc² está para a ciência, assim como a arte de Zico está para a cultura rubro-negra.

O que seria do mundo e da vida se não houvesse Zico? Seria uma coisa vemelha e preta em tons desbotados, sem graça nenhuma.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Futebol não existe sem torcida

Por Lucas Bueno


Para quem duvidou, Corinthians x Millonarios jogaram sem torcida no Pacaembu. Estádio sem identidade, frio, sem emoção. O escritor Eduardo Galeano escreveu no livro "Futebol ao sol e à sombra: "Este jogador número doze sabe muito bem que é ele quem sopra os ventos de fervor que empurram a bola quando ela dorme, do mesmo jeito que os outros onze jogadores sabem que jogar sem torcida é como dançar sem música."

Vendo o começo do jogo pela televisão não sentimos nada. Que estranho! Uma partida sem vida. Nunca nos esqueçamos do motivo pela qual os portões ficaram fechados. Kevin Espada. Com a bola rolando as vozes se cruzavam, ecoavam e se desencontravam. O canto uníssono vindo das arquibancadas era mudo.


Mas existiam quatro "lagartixas querendo ser crocodilos" nas cadeiras do Pacaembu. Gastaram mais de mil reais para conseguirem uma liminar na justiça. Disse um dos torcedores VIPs: Estou exercendo o meu direito. E quando vamos dar mais valor para o que nos traz paz e menos valor para o que nos traz fama?

A renda do jogo foi um pouco mais de oitocentos reais. Valor maior que o salário mensal do pai boliviano que perdeu seu filho há sete dias. Será que vocês quatro "fiéis torcedores" são tão importantes assim? E os milhares que conscientemente não entraram no Pacaembu?

Futebol não existe sem torcida e muito menos quando se mata dos seus.

PS: os gênios do futebol brasileiro aprontaram mais uma. A CBF aceitou fazer um amistoso de graça contra a Bolívia, em terra boliviana. Caridade? Parece que tem mais alguém querendo aparecer além do quarteto de ontem.

Muricy não é mais o mesmo

Por Gabriel Duque

Apesar do currículo recheado de conquistas, Muricy Ramalho é cada vez mais questionado no Santos. Com o clube da Baixada, venceu a Libertadores de 2011, a Recopa de 2012 e os Paulistas de 2011 e 2012. No entanto, o técnico tem sido criticado por conselheiros e torcedores por conta das fracas atuações da equipe neste ano e pelo excesso de dependência de Neymar.



No ano passado, surgiram as primeiras reclamações, inclusive com queixas em relação aos métodos utilizados nos treinos comandados por Muricy. Na ocasião, a diretoria tratou de abafar o caso. Chegou o fim da temporada e o treinador resolveu bater de frente com os seus superiores, exigindo reforços o tempo todo e justificando os maus resultados com a frequente ausência de Neymar, convocado para compromissos da seleção brasileira.

O clima ficou pesado. Além disso, o desempenho oscilante em 2012 e o não aproveitamento de jovens da base o colocaram na berlinda. O clássico contra o Corinthians neste domingo é tido como decisivo para o futuro do treinador. Se vencer, Muricy ganha uma sobrevida, mas, se perder, o risco de demissão fica maior.

O primeiro nome a aparecer como possível substituto é o de Paulo Autuori, atualmente na seleção do Qatar. Até uma troca por Ney Franco, hoje no São Paulo, foi ventilada. Para os defensores da permanência do técnico, pesam o alto valor da multa rescisória e a política de não trocar de comando durante a temporada.

Mas a verdade é que Muricy não é mais o mesmo. Desde o convite para dirigir a seleção e a não liberação do Fluminense, ele deixou o patamar de melhor treinador do Brasil e hoje é apenas um dos mais caros.



Muricy nunca foi o treinador que primou pelo futebol vistoso nos seus times, porém sempre colocou em campo equipes bastante competitivas. No Santos, em nenhum momento isso aconteceu. Talvez por acreditar demais no talento de Neymar. Ele armou um esquema para proteger a defesa e deixar o poder de decisão com o craque. Às vezes, funciona. Às vezes, não. Muitas vezes vemos os companheiros procurarem insistentemente pelo astro.

Resta saber se Neymar vai conseguir salvar a pele do seu comandante.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Que se passa?




Por Luiz Felipe Fogaça

Acho engraçado pensar como as coisas mudam rapidamente no futebol. Toda semana temos uma crise, um time imbatível, que na semana seguinte podem trocar de lugar. Basta pegar o Fluminense e o Grêmio na Libertadores, um era lanterna o outro líder, um era festejado e o outro cobrado, passado uma semana e eis que os clubes trocaram de lugar.

Um time que parecia incontestável, a mercê de tudo isso, o tal time da moda, a referência, senhor de tudo e absoluto era o Barcelona. É bem verdade que o time vai ser campeão espanhol com sobras e ainda tem chance de passar sobre o Milan na Champions e literalmente calar os críticos. Mas a derrota para o time italiano, por dois gols de diferença e mais recentemente a eliminação para o Real Madrid na Copa do Rei, em seus domínios, levando três gols, começam a fazer o torcedor se questionar sobre uma eventual queda do império catalão.

Depois de ver o clube somando recordes e quebrando tabus, seja no coletivo, ou através de sua maior estrela o clube catalão viu dois tabus negativos serem quebrados. Perdeu de dois gols de diferença e tomou 3 gols no Camp Nou e para sonho de todos os secadores profissionais que vão sempre contra a maré, mesmo com tamanho absolutismo inquestionável parece o fim de uma era.

A grande pergunta que não quer calar é: O que levou o clube a tal momento ruim? A formula de sucesso usada durante tantos anos parece não dar mais certo e os torcedores apontam alguns motivos. Entre os principais, está a ausência de Pep Guardiola, para todos que dizem que o treinador não faz tanta diferença, a ausência de Guardiola parece fazer muita , principalmente por que seu substituto, Tito Villanova passou por maus bocados e pouco comandou o time do banco.

Guardiola além de implementar o atual modelo de jogo idolatrado pelo mundo afora, tinha o grupo na mão e parecia muito mais motivador do que Tito, que sofre com a ausência de carisma.

A ausência do antigo treinador parece desencadear todos os outros motivos como a apatia do time e de Messi, que parecem sofrer com a falta de objetivos e não demonstram mais vontade de jogar. Não tem mais a mesma penetração e ofensividade de outrora.

Resta saber se ainda estaremos falando isso na semana que vem.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Chegando a hora


Por Tuca Veiga

Desde que os boatos da contratação de Pato surgiram, uma questão entrou na pauta das conversas de boteco: Quem sai para o Pato jogar? E dá-lhe palpite.

Num futebol de videogame, certamente sobraria para Jorge Henrique.

No ranking do carisma, Zidanilo iria parar no banco.

No seis por meia dúzia, sairia Guerrero.

Mas a realidade parece ser outra.


Xodó da fiel desde antes dos gols decisivos contra o Boca, que o alçaram ao patamar de ídolo, Sheik pelo jeito já percebeu que é a bola da vez.

Com frequentes problemas físicos – ora dor muscular, ora desconforto nas articulações – o camisa 11 anda, também, pisando na bola fora das quatro linhas.

Embora isso não seja novidade, o simples fato de ter uma sombra e tanto no banco evidencia ainda mais que Emerson tem dado milho.

Atrasos frequentes em treinos e uma leve queda de rendimento indicam que seus dias no time titular estão contados.

Tite talvez já tivesse feito essa previsão e, assim, teve paciência em segurar um reforço tão caro no banco.

Mas, querendo ou não, a presença de Pato nos 11 iniciais não está apenas ligada aos vacilos de Sheik.

Pato tem jogado um futebol vistoso. Claramente de outro nível.

Drible fácil, finalização precisa, pé direito, pé esquerdo, cabeceio. Um jogador e tanto.

Esteve apenas duas vezes em campo como titular. Foi o melhor do time em ambas. Mas ainda falta alguma coisa.

Já manteve a barba pra perder aquela cara de bom moço.

Mas já que quer se enquadrar num estilo um pouco mais, digamos, Corinthians, tem que começar a mostrar um pouco mais de garra.

Tite imaginava contar com Pato como titular somente daqui um mês. Terá que antecipar.

Fato é que, para muitos, hoje, é Pato e mais dez. E depois que ele virar titular, vai ser difícil sair.

Se cuida, Sheik.

E não adianta começar a pensar na grana dos árabes. 
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