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sexta-feira, 8 de março de 2013

Presidente do Sport revela que contratou lobista para colocar jogador medíocre na Seleção

Leomar, camisa 5, foi capitão do Brasil na Copa das Confederações de 2001
Por Alessandro Lefevre

O presidente do Sport, Luciano Bivar, que estava afastado do futebol e reassumiu o time no fim do ano passado, revelou que pagou para um lobista colocar o ex-volante Leomar na Seleção Brasileira de 2000. O time era comandado pelo técnico Émerson Leão. A entrevista foi concedida à Rádio Jovem Pan.

"Quem não quer ver o jogador do time na Seleção? Mas o Leomar não sabe de nada. Ele até ficou surpreso quando foi chamado", disse.

Bivar falou ainda que não se lembra do nome do lobista nem da quantia que foi paga. "Eu também não sei se esse lobista pagou alguma quantia para alguém da CBF [Confederação Brasileira de Futebol]. Mas é o que acontece depois da Lei Pelé. Não é o melhor que joga. É aquele que dá a melhor comissão", disparou.

Na época em que Leomar foi convocado, torcedores e imprensa ficaram surpresos. O jogador era medíocre e não estava alinhado ao discurso de Leão, que queria "bailarinas" em campo.

O atual presidente do Sport também comandou o clube de 1997 a 2001 e de 2005 a 2006.

Bom futebol passa longe do Morumbi em 2013



por Luiz Felipe Fogaça

No fundo o são paulino sabia que cedo ou tarde ia chegar essa hora. As atuações do clube desde o começo do ano não são convincentes e o tropeço por assim dizer, era nítido. Jogos ganhos por um gol de diferença, muito sofrimento contra todo e qualquer adversário (salvo o Bolívar).

Mesmo que tivesse ganhado ontem - e teve oportunidade, uma vez que acertou três bolas na trave -, a atuação ainda deixaria a desejar e seria mais uma daquelas vitórias que enganam, ou enquanto ganha tá tudo certo.

Hoje, por mais que tente, Ney Franco não consegue dar um padrão de jogo para sua equipe, ou ao menos o time não rende o esperado no padrão desejado. O São Paulo de 2013 depende exclusivamente de Jadson e, principalmente, Osvaldo. 

Para o lugar de Lucas, já testou tudo que podia e ninguém se encaixa. Ganso que era a principal esperança para conduzir o time não corresponde e pouco tem agregado quando entra, ontem (quinta-feira) foram possíveis ouvir as primeiras críticas ao meia.

Welington que era o grande trunfo da equipe do Morumbi, responsável por acertar o meio-campo e dar equilíbrio à equipe passa por uma fase que eu chamo de "fase Casemiro", não se encontra em campo, tem deixado a desejar até na marcação, não solta a bola, e devido às limitações do plantel, segue absoluto.

Os laterais outrora festejados são alvo de críticas constantes e se antes marcavam mal, parecem ter desaprendido a atacar e são quase peças nulas no time.

A zaga que terminou bem o ano recebeu um grande reforço, o que pareceu que desestabilizou o time e nem Tolói, nem Rodolfo conseguem se acertar ao lado de Lúcio. Por baixo e por cima, qualquer ataque tem dado calafrio aos torcedores tricolores.

Ney Franco, assim como o torcedor, coça a cabeça e por mais que tente não consegue entender o que acontece, já que no papel tem sim um bom elenco.

Menos mal que o time ainda é líder do Paulista e tem totais condições de se classificar na Libertadores, o difícil é fazer o time voltar a apresentar um bom futebol. Aí que mora o desafio.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Cazzo!



Por Felipe Pugliese


“Valdívia lançou. Kleber dominou e partiu...vai meu filho. Ele cortou o zagueiro, vai fazer... tentou outro corte e ... NÃOOOOO!”


Enquanto o palmeirense esmurrava o sofá uma tragédia anunciada era desenhada.


“Pode ser o último lance da partida. É falta para o Tigre. Bola na área, olha o desviiiiiiio... GOL!”


Cazzo!  Como está difícil torcer para o Palestra, Dio Santo!


Amigos, a derrota do Palmeiras na Argentina só esfrega na cara de todos uma realidade cruel : a bola pune maldosamente. Muitas vezes até masoquistamente.


Não crucifiquem Kleber. Deve, sim, ser responsabilizado pela derrota. Ainda na saída do gramado, afogado em microfones, o centroavante escolheu a palavra certa. “Displicência. Displicência. Displicência”.  Foi homem e chamou a responsabilidade.


Pontos positivos de uma derrota no último minuto, quando o time perdeu inúmeras oportunidades? Sim, existem.


Valdívia jogou muito, muito mesmo. Se quiser jogar e o corpo deixar vai fazer um bom trio com Vinicius e Kleber.


O Palmeiras precisa de dois laterais. Limitado é elogio para Welder e Marcelo Oliveira sempre será uma eterna promessa.


Enfim...


Cazzo!  Como está difícil torcer para o Palestra, Dio Santo!  Já disse isso antes?




quarta-feira, 6 de março de 2013

Tequila, sexo, marijuana

Por Tuca Veiga

Leia ouvindo a música de Mano Chao:



Localizada na fronteira dos EUA com o México, Tijuana sempre foi uma cidade cujo nome esteve ligado ao narcotráfico. Uma muralha de “segurança” separa Tijuana de San Diego e distancia o sonho dos Xicanos de buscar uma vida melhor na terra do Tio Sam. Portanto, a cidade de Tijuana sempre esteve rotulada como o lugar da droga e dos imigrantes ilegais.

No entanto, cinco anos atrás, liderados por Jorge Hank Rhon – pai de 19 filhos, ex-prefeito da cidade e acusado de ter fortes laços com o cartel de drogas – o time surgiu para mudar a vida da cidade fronteiriça. Criados em 2007, chegaram à primeira divisão do país em 2010 e, 18 meses depois, se tornaram campeões mexicanos (Torneio Apertura) ao bater o tradicional Toluca. Título que rendeu a classificação para a Libertadores deste ano.

Adeptos do beisebol, o povo de Tijuana encontrou no futebol uma maneira de mudar a imagem de um local marcado negativamente. Os “Xolos”, como são conhecidos, resgataram o orgulho e o prestígio da cidade e, no estádio Caliente, onde cabem 33.333 pessoas, são praticamente imbatíveis. Lá, perderam apenas um dos últimos vinte jogos.

O estádio foi construído no local onde anteriormente havia um lago de águas quentes. Por causa disso, o gramado do estádio Caliente é sintético, pois se houvesse grama natural ela já nasceria queimada. Essa é outra arma da equipe. No México, jogadores e treinadores adversários criticam muito essa situação, pois consideram muito vantajoso para o time da casa.

É esta conjuntura que o Corinthians encontra no principal jogo desde a final contra o Chelsea. Com seis pontos, os mexicanos lideram o grupo, seguidos do Timão, com quatro. Desta forma, o jogo pode selar o futuro da equipe brasileira. Uma derrota praticamente define o Corinthians no segundo lugar, o que faria o time decidir os jogos da segunda fase fora de casa. Um empate traria essa disputa para a próxima semana, no Pacaembu, onde uma vitória colocaria o Coringão na ponta do grupo.

Welcome to Tijuana!

Volta por cima do Real Madrid

Por Gabriel Duque

O Real Madrid superou as desconfianças, o fraco futebol apresentado no início da temporada, as desavenças dentro do grupo, o temperamento explosivo de Mourinho, a gigante distância para o Barcelona na Liga Espanhola e a desvantagem para o Manchester United. Se antes os nervos estavam à flor da pele, agora a tranquilidade parece tomar conta dos merengues.

Foram necessárias apenas três vitórias para o time reagir e dar a volta por cima. Eliminar o rival catalão na Copa do Rei com uma vitória para lá de convincente em pleno Camp Nou, derrubar novamente seu tradicional inimigo com uma equipe mista pelo campeonato nacional e conseguir a improvável virada sobre os Diabos Vermelhos em Old Trafford para avançar às quartas da Liga dos Campeões.



Depois de correr risco de cair na fase de grupos da Champions, o Real está mais vivo que nunca na briga pelo título. E se o Barça for realmente eliminado pelo Milan, o clube madrilenho já poderá comemorar por ter deixado o rival para trás. Agora as crises que assolaram a equipe foram embora.

Nada de especulações sobre o futuro de Mourinho, que poderia voltar a trabalhar na Inglaterra. Esquece-se o nome de Ancelotti, técnico do PSG, como possível substituto. Nada de rumores sobre uma tristeza de Cristiano Ronaldo e sua vontade de ir embora. Pelo contrário, o português está cada vez mais motivado para bater Messi e retomar o posto de melhor do mundo.

Brigas no elenco? Que nada. Mourinho coloca Kaká em campo, não critica mais Di Maria e já se relaciona com Casillas, recuperado de lesão. Mas tudo isso é coisa de momento, coisas do futebol. O Real é realmente uma bomba explosiva, sempre a ponto de estourar. Basta uma vacilada na final da Copa do Rei contra o Atlético de Madri ou nas quartas de final da Champions contra adversário a ser definido por sorteio em 15 de março.

terça-feira, 5 de março de 2013

Neymar apático



Por Luiz Felipe Fogaça

Mais repetitivo do que pergunta lá no posto Ipiranga é o assunto Neymar na Europa, como bem disse outro dia o querido amigo Felipe Pugliesi. É bem verdade que o assunto já encheu o saco e, tirando os santistas, a grande maioria acha que o prodígio deveria ir logo para o velho continente amadurecer e melhorar ainda mais o seu futebol. O que é consenso entre todos é que o atacante não atravessa um bom momento.

Para os mais maldosos a equação é simples: Neymar + Marquezine = pouco futebol. Relacionamento a parte, o palpite desse que vos escreve é de que Neymar atingiu um status muito alto e muito rapidamente e já não se vê mais com desafios pela frente. Em outras palavras, perdeu o tesão.

Se antes acompanhávamos um jovem com alegria de jogar e querendo provar a toda hora que era o melhor, a cara do jovem jogador agora reflete a apatia que passa seu futebol e por consequência a equipe do Santos.

Obviamente que lampejos, bons momentos e um jogo aqui, outro ali ele sempre vai decidir, até por que ele continua tendo grande qualidade técnica, só parece não querer mais desfilar isso nos gramados.

O craque parece mais motivado em viver sua vida fora das quatro linhas, do que fazer seu trabalho dentro dela, o que é perfeitamente normal, mesmo com toda blindagem, suporte e assessoria existente em torno dele.

Mais do que o eventual amadurecimento, a Europa traria o TESÃO de volta à vida do jogador, que é inquestionável desses lados e ganhou tudo o que podia vestindo a camisa do peixe.

Talvez a crítica seja muito ríspida e em parte injusta para alguns, tudo de acordo com a esperança que botamos no jogador para desempenharmos um bom papel na Copa do ano que vem. O que não dá mais é para passar a mão na cabeça e botar a culpa de tudo que acontece com Neymar nos outros. Por mais difícil que seja estar sempre no auge, Messi e Cristiano estão a muito mais tempo que o santista entre os tops.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Nada como o futebol...

Mazembe faz mandinga antes de entrar para a história do futebol 

Por Tuca Veiga

Somente neste esporte que mexe com nossas vidas de domingo a domingo, de janeiro a janeiro, não se pode afirmar que o favorito vai sair vitorioso.

As semifinais do carioca são um ótimo exemplo de como o futebol nos reserva surpresas em cada um dos 90 minutos de bola rolando.

Quem poderia dizer que o atual campeão brasileiro, tido como um dos principais elencos do país, sucumbiria para um Vasco ainda em frangalhos, que busca no horizonte a esperança de dias menores?

E quem afirmaria que o Flamengo, em estado de graça, em pleno aniversário de 60 anos de seu ídolo maior, invicto no ano, tropeçaria justo no Botafogo, freguês eterno do rubro-negro, que pouco tem empolgado o seu torcedor?

Em outros esportes, situações como essa são raras de se ver.

Na atual fase do tênis, a taça tem poucos destinos. As mãos de Djokovic, Federer e Nadal se revezam para levantá-las na temporada do esporte.

Na Fórmula 1, só uma corrida na chuva, repleta de batidas pode fazer com que os favoritos não deem lugar aos coadjuvantes no pódio.

E o basquete? Como é raro ver uma zebra no esporte da bola laranja.

Bolt sempre chega na frente, Phelps bate (ou batia) antes, Izinbayeva salta mais alto, e por aí vai.

Por essas e outras, sentar à frente da tv para acompanhar um belo jogo de futebol é uma das maiores paixões mundiais.

Afinal, o Imponderável de Almeida – personagem criado pelo eterno Nelson Rodrigues – pode entrar em campo a qualquer momento.

É uma bola que desvia aqui e acolá e morre lá dentro. É um goleiro que acordou pronto para fechar a meta. É um treinador que resolveu dar um nó tático. Uma preleção que mexeu com os brios do time.

Pode ser de tudo.

Por isso o futebol é fascinante. Não é um baralho de cartas marcadas.

Ele permite que um time com menos investimento, com menos repertório, menos craques e menos oportunidades de gol tenha muito mais motivos para comemorar do que o adversário.
Nada como o futebol... 

domingo, 3 de março de 2013

Futebol, o seu dia é domingo!

Maracanã vai voltar agora em 2013
Por Gabriel Noleto, o convidado do dia

Por eeentre as pernas, passou por outro, laaançamento preciso para a direita; um, dois, trêêês no chão; é agora: goleiro vendido eee… GOOOL!

O que seria do mundo sem domingo com futebol?

Tinindo e trincando os dentes, as unhas indo embora, a pele dos dedos na boca, o rosto e os olhos vermelhos: estado natural de um fanático torcedor de futebol aos domingos.

Mas… será? Pense: será? Essa é a ordem natural das coisas? Será o domingão realmente do Faustão ou é um dia de futebol? Ou será um dia para almoçar na casa da sogra ou, quem sabe, para passear de carro na Barra parando na Estátua da Liberdade para um hambúrger? É dia de fazer nada, de dormir, de bocejar deitado no sofá da sala? Afinal, domingo é dia de quê?

Fato mais consumado do que isso acho que não há: um domingo sem futebol seria coisa de menininha cansada de brincar de bonecas que não tem mais o que fazer e prefere ir ao quarto do irmão mais novo perturba-lo: coisa chaaata.

Sem a peleja dominical, as segundas seriam pardas e sem graça – mais do que o normal-, não haveria praia de manhã, os bares ficariam vazios, as crianças dominariam as TVs assistindo aos desenhos mais patetas e americanos que já se viu: domingo sem futebol? Ora bolas, que ideia!

(Final da Copa. Uma segunda-feira qualquer, no Maracanã, no ano de 2014. Perdão, entendi errado, só pode ser. Segunda? Final de Copa do Mundo em uma segunda-feira? Que se lasquem as segundas! Final, semi, quartas, oitavas, primeira rodada, jogo de meio de campeonato, o lugar de vocês é no domingo!)

Oficialmente o último dia da semana (ou primeiro?), o domingo, é o dia mais chato dentre os sete. Ele é assim por natureza e com 99% de culpa da maldita segunda-feira.

Ou seja, cerveja?! Não: ou seja, o domingo precisa do futebol, precisa de berros, de choros, de risos, de apertos, de abraços, de impedimentos, de xingamentos, de laterais, de escanteios, de tiros de meta, de xingamentos, de gritos e berros, de choro, de risos, de gargalhadas, de sofrimento, de sofrimento, de sofrimento…

Um domingo sem futebol não é nada. Um domingo sem gol não é nada. Um domingo, ainda mais vendo a segunda se aproximar, não é nada sem uma bola sendo chutada de lá pra cá.

O que seria do mundo se não houvesse futebol aos domingos, eis a questão. Palpite: sem futebol, o domingo seria uma segunda-feira sem a necessidade de acordar cedo, uma coisa sem sentido, chata e cinza. E o mundo? O mundo seria uma série de junção de sete dias, um após o outro, sem estravazamento, sem cor, sem… GOOOL!

Um domingo sem futebol não seria nada, e o mundo sem futebol aos domingos seria um nada ao quadrado.

(Sofá cheio de baba, pijama amassado, pizza fria no almoço: domingo sem futebol… me poupem!)

sexta-feira, 1 de março de 2013

Uma tentação irresistível



Por Felipe Pugliese

Neymar na Europa. Um assunto que já torrou a paciência, rendeu o que tinha que render. Falando uma linguagem mais popular: já encheu o saco! O garoto é rei no Brasil e nem ele mesmo tem a certeza que pode reinar no outro continente.


Contudo, quando ninguém mais quer ouvir do assunto, surgi uma possiblidade irrecusável. O Bayern de Munique, de Pepe Guardiola, é uma tentação irresistível.


O clube alemão tem um time de cair o queixo. Um treinador revolucionário, talvez o maior da última década. Porém, ainda falta uma grande estrela.  Pepe vai fazer o Bayern jogar como jogava o Barcelona, mas quem será o Messi desse time? Neymar!

A porcentagem de fracasso é muito pequena.

Jogando no futebol alemão Neymar vai amadurecer dentro de campo. Vai chegar na Copa sem medo de cara feia. Hoje é evidente que a baba raivosa dos marcadores  europeus amedronta o craque em jogos do Brasil.

Vai, Neymar! 

O que seria do mundo vermelho e preto sem Zico


Zico em duas cores: o vermelho e o preto
Por Gabriel Noleto, o convidado do dia

De Quintino, em 1953, a Tóquio, em 1981. Para os flamenguistas, o dia três de março é natal, dia em que o messias veio à terra salvar-nos da mesmice.

Mas… o que seria do mundo e da vida rubro-negra se não houvesse Zico? Seria um mundo dotado de um desgosto profundo? Um mundo em que uma imensa nação não teria quem reverenciar, não teria rosto que valesse a pena estampar em uma bandeira de duras cores? Seria uma vida, no máximo, nota nove e meio?

Simples, o clube da Gávea não seria grande, imenso como é. Não seria campeão sul-americano nem mundial. Não teria quatro dos seus seis títulos brasileiros. Não teria cinco tricampeonatos estaduais. A torcida do Botafogo ainda teria o que falar sobre o seis a zero dos anos sessenta; os tricolores seriam os maiores vencedores de estaduais; o Vasco não seria vice por tantas vezes.

Digo: tudo vem de Zico.

(Sem a Era Zico, um talzinho, vindo da Sérvia, não maltrataria, aos quarenta e três do segundo, os que usam a camisa da Ponte Preta com um gol de falta que, por sinal, o Galinho assinaria.)

Tudo vem de Zico. Tudo o que é rubro-negro, seja antes ou depois do dia três de março de 1953,  vem de Zico. Mesmo os acontecimentos AZ (antes de Zico) se deram como preparação para o seu surgimento.

Se não houvesse Zico, o Flamengo seria muito menos do que é. A seleção de 82 seria menos bilhante do que foi. Os japoneses não jogariam futebol. Nós não ouviríamos Só no sapatinho. Ninguém bateria no peito e falaria do orgulho de ter visto alguém fazer o que ele fez – coisas que só ele fez. Os vascaínos seriam maiores, os tricolores mais vencedores e os do Garrincha seriam menos sofridos.

Zico está para os flamenguistas, assim como Che Guevara está para os revolucionários. Zico está para o futebol, assim como a maçã esteve para Newton. A clássica equação E=mc² está para a ciência, assim como a arte de Zico está para a cultura rubro-negra.

O que seria do mundo e da vida se não houvesse Zico? Seria uma coisa vemelha e preta em tons desbotados, sem graça nenhuma.
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