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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Super HarBowl


Por André Gomes, convidado especial


Passadas 46 edições do Super Bowl, a grande final do futebol americano, a 47ª terá outra disputa além dos jogadores em campo. É a primeira vez que dois irmãos irão se enfrentar como técnicos principais das equipes.  John Harbaugh pelo Baltimore Ravens e Jim Harbaugh comandando o San Francisco 49ers.
John, 15 meses mais velho, está em seu quinto ano comandando os Ravens e sempre levou o time aos playoffs, mas esta é a primeira vez que chega ao Super Bowl. Jim completa o segundo ano pelo time de San Francisco e também levou sua equipe à fase final em 2012. Aliás, os dois times perderam as finais de conferência, último jogo antes do Super Bowl, ano passado.
Além do grau de parentesco, os Harbaugh ficaram marcados nesta temporada por mudanças estratégicas que alguns desconfiaram no começo, mas provaram que se tem algo que eles entendem é de futebol americano. O técnico dos 49ers precisou colocar em campo o quarterback reserva, Colin Kaepernick - que está apenas em seu segundo ano de NFL -, quando o titular Alex Smith se machucou. Até aí normal, mas quando Smith voltou da lesão, Jim apostou no novato e foi contestado. Resultado? Kaepernick mostrou maturidade com ótimos passes, além de velocidade quando corria com a bola, e levou a equipe à grande final, mesmo com apenas nove jogos começando como titular.
Kaepernick fez brilhar a estrela do técnico
A mudança de John não foi numa peça tão chave como é o quarterback pra um time, mas chamou atenção e seria algo que poderia abalar o ataque e não fazer os Ravens chegar ao Super Bowl. O irmão mais velho trocou o coordenador ofensivo da equipe – o segundo cara responsável pelo ataque após o próprio treinador - após uma derrota no dia 10 de dezembro.  A equipe mudou, mas mudou para melhor.
Agora temos que aguardar duas semanas, que irão parecer meses para os apaixonados pelo futebol da bola oval, para descobrir se o irmão mais velho dará o segundo título da NFL para os Ravens, ou se o caçula triunfará o sexto para os 49ers. E enquanto esperamos, veja (ou reveja) os números exorbitantes que o Super Bowl fatura.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Mais que um filme, uma história real!


Por Luiz Felipe Fogaça

Confesso que não sou fã do esporte há muito tempo, mas depois do grande jogo que assisti pela final do Super Bowl XLVI, entre New York Giants e New England Patriots, vou acompanhar mais regularmente o futebol da bola oval.


O jogão de ontem teve tudo que se pode esperar de uma final, emoção até o último momento, muita luta, faíscas e uma história de superação que poderia facilmente virar filme em Hollywood.

Sem dúvida o ator principal seria - e foi - ELI MANNING. O quarterback do Giants, que chegou a ser menosprezado por alguns da mídia norte-americana, quando se colocou no mesmo patamar de Brady, foi superior ao rival na decisão. Para completar essa história, dias antes, em uma entrevista coletiva, Brady disse que não queria ver Manning com a bola na mão no final do jogo, pois sabia que se isso acontecesse a partida estaria equilibrada e o rival poderia decidir. Eis que, no melhor estilo Mãe Dinah, ele estava certo.


Como em um bom filme, a história ganha tons de dramaticidade com os poucos segundos que o quarterback do Patriots teve para tentar levar seu time ao Touchdown vitorioso. Acontece que Brady, em tese, o melhor da posição, falhou, sentiu a pressão e desesperado contra o tempo, lançou uma bola do meio de campo para end zone. Nesse instante o jogo ficou em câmera lenta, com ambas as torcidas agoniadas e aflitas, a bola passou por muitos, e terminou no chão. O mocinho Brady, olha desolado, enquanto os jogadores, da zebra, nem tão zebra assim comemoram mais uma vez, a vitória em um Super Bowl, sobre os favoritos Patriots.


Para fechar com chave de ouro, Manning ainda fatura o MVP e é coroado como o melhor jogador da noite. Foi realmente um grande jogo!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Super Bowl, o jogo dos recordes

Por André Gomes, convidado da semana

Fãs da bola oval, mais uma temporada se passou e já estamos no Super Bowl. Patriots e Giants irão se enfrentar repetindo a final de quatro anos atrás. Mas não vim falar sobre a revanche, muito menos sobre o jogo de 2008, e sim a respeito dos enormes números que esse evento traz. São recordes de audiência, propagandas super criativas e shows com astros da música que deixam o ego de lado e tocam apenas no intervalo.

Vamos começar pela receita. O Super Bowl rende US$151,5 MILHÕES só de publicidade na TV. Isso porque a média de custo de apenas 30 segundos é US$3,5 milhões e só uma emissora tem permissão para transmitir o jogo nos EUA. Neste ano, a licença é da NBC e ela vai repassar suas imagens para 180 países em mais de 30 línguas (aqui no Brasil a ESPN é quem transmite). No ano passado, 111 milhões de pessoas assistiram a final no mundo todo, segundo a NFL. Isso é aproximadamente 58% da população brasileira!

Se a gente for contar toda a grana que o evento faturou nos últimos dez anos chegamos ao valor de US$1,72 BILHÕES. Isso graças a 125 empresas que já apareceram no intervalo. Só para constar, a Inbev, empresa que produz a Budweiser e a Stella Artois, já rendeu para a final US$ 239,1 milhões, a Pepsi US$174 milhões e a GM US$82,8 milhões.

Mas o que faz do intervalo ser um verdadeiro show são as apresentações de grandes artistas. Neste Super Bowl, que desde 2004 acontece sempre no primeiro domingo de fevereiro, será nada menos que Madonna com o Cirque du Soleil, entre outros. Se eu for citar todos que já passaram por lá nunca mais me chamam pra escrever aqui, mas para terem uma ideia, as pessoas que já assistiram um Super Bowl no estádio viram também shows de Rolling Stones, Paul McCartney, U2, Michael Jackson e Aerosmith.


Clique aqui e assista aos cinco comerciais que vão passar no próximo domingo. Divirtam-se.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Em clima de decisão, Futebol Americano acaba com o marasmo do domingo

Por Tuca Veiga


Há quem não consiga ver graça no futebol da bola oval. Uns acham o jogo parado, outros compreendem pouco as regras. Mas, a real, é que a NFL, principalmente quando chega a hora do “vamo vê”, é um esporte fascinante.

Neste domingão, os amantes do esporte foram brindados com duas partidaças. Por lá, eles chamam de final de conferência, vale troféu, festa, e tudo o mais. Mas por aqui, podemos chamar de semifinal, pois o que vale, de verdade, é uma vaga na grande final. No aguardado Super Bowl.

No final da tarde, New Englands Patriots e Baltimore Ravens se enfrentaram. Logo depois, foi a vez de New York Giants e San Franciso 49ers. Duas grandes partidas, capazes de deixar o final do domingo – corriqueiramente insosso – eletrizante.
  
O legal do futebol americano é que cada vez que assistimos aprendemos algo novo. Desta vez, pude compreender o porquê deste esporte se chamar Football. Repletos de lançamentos, corridas incríveis, trombadas, estratégias e tudo o mais, o chute a gol sempre me pareceu o menos importante dentro da lógica do jogo. Doce engano.

Após um longo confronto, cheio de reviravoltas, o Patriots, do craque Tom Brady – mais conhecido aqui como o maridão de Gisele Bündchen – chegou à reta final com três pontos de vantagem. No entanto, a última posse de bola estava nas mãos dos adversários, que com pouco tempo no relógio e os nervos à flor da pele, não conseguiram se aproximar da ‘end zone’. Não tinha como chegar ao touchdown da vitória. A única alternativa era chutar, empatar o jogo e levar a decisão para a prorrogação.

Em casa, eu era cobrado para ir à padaria, antes que ela fechasse e ficássemos sem o rango da noite. Aflito, torci para que os deuses da NFL intervissem. E, para o meu espanto, não é que eles me escutaram?! O improvável entrou em campo, fez o kicker do Baltimore tremer e a bola passou tirando tinta da trave. Festa da torcida dos Patriots.

Horas depois, o roteiro foi o mesmo. Ou melhor, quase o mesmo. A diferença é que, desta vez, houve sim prorrogação.  Madrugada adentro, sabendo que o sono comprometeria a minha segunda-feira, acompanhei as trocas de posse. Parecia que ninguém queria enfrentar os Patriots no Super Bowl. Eis que um erro amador colocou os Giants perto da end zone. Na prorrogação, qualquer pontinho conquistado acaba com o jogo. E foi num belo chute, que os Giants avançaram à decisão.

Agora, teremos um Super Bowl histórico. A revanche de quatro anos atrás. O duelo de 2008 foi histórico, mas isso é história para um outro post, assim como a expectativa para este jogão. Acompanhe tudo aqui no Paixão. Abaixo, você pode conferir um super compacto dos confrontos deste domingo. Não deixe de dar uma olhada!!!



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Onde os fracos não têm vez


Por André Gomes, convidado da semana e especialista em NFL.

Após dezessete semanas a NFL chegou em seu momento decisivo, os playoffs. Agora não tem espaço pra times medianos, as infinitas promessas pro ano que vem ou jogadores com medo de se machucar. Dos 32 times da liga, 20 já estão pensando como não fazer feio na próxima temporada, enquanto os outros 12 sonhando em beijar o troféu Vince Lombardi daqui um mês.

Nos próximos quatro fins de semana os norte americanos não vão comentar outra coisa. E para começar vamos ter a repescagem, conhecida como Wild Card. Serão os dois piores primeiros colocados das divisões jogando em casa contra os dois melhores segundos colocados. Isso em cada conferência. Para entender (muito) melhor segue a tabela. 



Ou seja, serão quatro jogos, todos com transmissão da ESPN, para decidir quem está entre os oito melhores do campeonato. E a primeira partida já é um jogão sem favorito. Houston Texans recebe o Cincinnati Bengals. Para vocês verem o que de improvável pode acontecer nesse jogo vejam, se ainda não viram, um touchdown do recebedor dos Bengals Jerome Simpson.

No segundo jogo de sábado o New Orleans Saints enfrenta o Detroit Lions. Destaque para o quarterback dos Saints, Drew Brees, que bateu o recorde de jardas passadas em uma temporada regular (5.476) e ao recebedor do Lions Calvin Johnson. O domingão começa com o Atlanta Falcons indo até New York para tentar brecar os Giants de Eli Manning e termina com Denver Broncos e Pittsburgh Steelers, confronto entre Tim Tebow, que está em seu segundo ano como profissional, e de Ben Roethlisberger (vulgo Big Ben), que já venceu o Super Bowl duas vezes.

Então caríssimos leitores, sem desculpas de que não haverá nada de bom passando na TV nos próximos quatro fins de semana!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Termos e gírias do futebol americano

O Paixão Clubística já te ajudou como acompanhar um jogo de futebol americano além de compreender o que é falta para os árbitros deles. Mas se for assistir a uma partida pela ESPN vai ficar sem entender alguns termos usados por Paulo Antunes, o comentarista oficial da emissora. E o PC está aqui, mais uma vez, para deixar o jogo menos complicado. Separamos as palavras mais usadas para você não ficar igual aquelas pessoas que não entendem nada de futebol e sempre perguntam o que é impedimento ou porque os times trocaram de lado.

Blitz: Jogada da defesa em que o objetivo é pressionar o QB para ele lançar a bola sem precisão ou sofrer um sack. Para ela ocorrer marcadores que normalmente ficam esperando o lançamento também vão pressioná-lo, então se não for bem feita, haverá recebedores livres e a chance de conseguirem uma boa jogada é grande.

Fumble: Perda acidental da bola seja por descuido ou por algum tackle. Sempre que ocorrer o fumble a posse de bola é do time que a recuperá-la.

Fair catch: No momento que algum time chuta o punt algum corredor da outra equipe está pronto para receber a bola e correr. Mas se os marcadores chegaram nele antes que pegue a bola, o próprio corredor acena com o braço. A partir deste momento ele não pode avançar com a bola assim que agarrá-la, mas os marcadores também não podem derrubá-lo.

Hail Mary: Jogada do ataque bem parecida quando até o goleiro vai tentar cabecear na área adversária. Ou seja, faltando poucos segundos para o término da partida todos os recebedores correm para a endzone e o QB lança com o intuito de empatar ou virar o placar, mas isso é bem raro.

Huddle: É a famosa reunião que os atletas fazem antes de se posicionarem para fazer alguma jogada.

No huddle: Quando não ocorre a reunião. Também ocorre mais no fim dos jogos e quando a equipe no ataque esta perdendo. A intenção é começar a jogada o mais rápido possível e pegar a defesa desarrumada.

MVP: Sigla de Most Valuable Player é a premiação ao melhor jogador de uma partida, rodada ou até de todo o campeonato.

On-side kick: Outra tática do time que está atrás no placar e falta pouco tempo para o término do jogo. Ao invés do kicker chutar o kickoff o mais longe da sua endzone, ele tenta fazer com que a bola apenas passe as 10 jardas obrigatórias e um de seus companheiros recupere-a para o time continuar no ataque. Mas também é raro o time que chutou ter sucesso.

Play-action: Quando o QB finge entregar a bola para o corredor, mas se posiciona para o passe. Tática para tentar iludir a defesa.

Pocket: Área imaginária em que o QB está protegido por sua linha ofensiva.

Scramble: Jogada do QB para fugir de um sack. Ele corre para fora do campo ou se joga no chão de propósito.

Turnover: Qualquer jeito em que o ataque perde a bola pra defesa. Normalmente uma interceptação ou um fumble.

Wild Card: Famosa repescagem. Das 32 equipes da NFL 12 se classificam para os playoffs. Desses 12, os dois melhores de cada conferência folgam e esperam os vencedores dos quatros jogos de Wild Card.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Impedimento, empurrão, cabeçada... Veja o que é falta no futebol americano

Apesar dos esportes terem o mesmo nome, qualquer jogada que você assista percebe que as faltas do nosso futebol e do americano são bem diferentes. Parece que no deles pode tudo. Empurrar, agarrar, derrubar, dar cabeçada. E algumas até pode, mas tudo no seu devido tempo.
No futebol americano temos nove faltas principais. Vamos a elas.

Saída Falsa: Ocorre quando algum jogador do ataque que esteja com a mão no chão (normalmente a linha ofensiva que tem os mais fortes) se mexa antes que a bola seja colocada em jogo. O time recua cinco jardas.
Atraso de jogo: Como disse no texto anterior, o ataque tem 40 segundos para colocar a bola em jogo. Se o tempo exceder, eles recuam cinco jardas e o quarterback (QB) leva toda a culpa. 
Impedimento: Falta cometida pela defesa é marcada se antes do início da jogada a linha de scrimmage (onde a bola está parada) é invadida. Neste caso a defesa recua cinco jardas.
Intentional Grounding: Ocorre quando o QB se livra da bola propositalmente para não receber o sack (o mesmo que tackle, mas apenas no QB), sendo que ele esteja no pocket (área de proteção dos seus bloqueadores). Neste caso, o ataque volta dez jardas, além de perder uma das quatro chances de chegar ao first down.
Contato ilegal: Quando os recebedores passam cinco jardas contando da linha de scrimmage eles não podem ser mais tocados pela defesa até que algum deles peguem na bola. Se houver um empurrão antes do QB lançar, os juízes penalizam a defesa com cinco jardas.
Interferência: É parecida com o contato ilegal, a diferença é que ela ocorre após o passe. E nesse caso a punição é maior. A linha de scrimmage será feita no local da falta. Mas os defensores também não precisam ficar esperando os recebedores pegarem a bola, eles podem interceptá-la ou apenas desviá-la para o passe ser incompleto.
Facemask: A falta mais perigosa do futebol americano, pois pode causar sérias lesões na região do pescoço. Ocorre quando qualquer jogador segura a grade da máscara do adversário. O time é punido em 15 jardas. (Veja a foto ao lado)
Segurada (Holding): O único jogador que pode ser segurado é aquele que esta com a bola. De resto é apenas empurra-empurra senão é falta. A diferença é que o ataque recua dez jardas quando comete o holding e a defesa apenas cinco.
Falta pessoal: Relacionada com a conduta dos jogadores. Sempre que os juízes acharem o uso de força excessiva na jogada a penalidade é dada. Socos, chutes e cabeçadas nem com a mínima força. Essa é a falta que vai mais da interpretação de cada juiz e o time perde 15 jardas.

Na NFL são sete juízes em campo sendo um principal com o boné branco. Sempre que eles virem uma falta jogam um pano amarelo para o alto. Os árbitros podem rever a jogada quando acharem necessário, além dos técnicos terem em cada tempo dois pedidos de revisão. Porém eles não podem usá-los nos dois minutos finais dos tempos, chamado de two minute warning.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Touchdown? Endzone?

Acredito que várias pessoas assistem futebol americano, mas não entendem muita coisa quando a partida começa. Quando eu comecei a ver, por exemplo, só torcia para ter grandes lançamentos e depois para algum jogador do outro time derrubar o cara com a bola. E confesso que também achava cansativo ficar três horas em frente à TV sendo que mais da metade do tempo a bola estava parada e passando comerciais. Sendo assim, aqui vai uma ajudinha para você não ficar entediado da próxima vez que assistir algum jogo.

Como escrevi antes, são 11 jogadores de cada lado e cada equipe tem o time de ataque, de defesa e os especialistas, quando ocorrem os chutes. O campo tem 100 jardas (91,44 metros) além de 10 jardas em cada lado onde fica endzones, a área onde os jogadores precisam chegar para pontuar. O jogo tem quatro períodos de 15 minutos, os times mudam de lado do 1º para o 2º e do 3º para o 4º, sendo que do 2º para o 3º as equipes vão para o vestiário e as televisões fazem o famoso show do intervalo. A disputa para ver quem começa com a bola é igual no futebol daqui. O juiz principal faz cara ou coroa e o time que ganhar escolhe se começa com a bola ou não. Na volta do intervalo, a bola vai para a outra equipe.

Após o chute inicial, um jogador do outro time pega a bola e corre em direção a endzone adversária até ser derrubado (tackle) por algum oponente. Em seguida entra o time de ataque, que tem quatro chances para avançar, no mínimo, 10 jardas. Caso ultrapasse a distância, ele ganha o first down

e a contagem recomeça. Assim que a bola para, os jogadores tem 40 segundos para começar uma nova jogada. Mas se ao final da terceira tentativa a equipe não conseguiu as 10 jardas, os especialistas voltam a campo para chutarem o punt (chutar a bola o mais longe possível da sua endzone) ou para tentar o field goal (chutar a bola entre as traves e ganhar três pontos). Apenas quando a distância é muito pequena ou o jogo está no fim e a equipe perdendo é que os treinadores optam por tentar cumprir as 10 jardas na quarta chance.

Agora o momento mais importante e mais falado do futebol americano, o touchdown. Para fazer um touchdown o jogador precisa colocar a bola, pelo menos, na linha da endzone ou estar com os dois pés dentro da mesma zona com total controle sobre a bola oval, mesmo que seja por menos de um segundo. Vale seis pontos. Após o touchdown os especialistas voltam a campo para chutar a bola entre as traves e conseguir um ponto extra, ou, em raras exceções, o ataque continua para tentar chegar mais uma vez à endzone e conseguir uma conversão de dois pontos, sendo que a bola está na linha de duas jardas da zona e eles terão apenas uma tentativa.

Outra forma de pontuar no futebol americano é o safety. Ele acontece quando o ataque está muito próximo da sua endzone e o jogador que está com a bola recebe o tackle dentro da sua zona. O time da defesa consegue dois pontos.

Para explicar tudo sobre o futebol americano é preciso uns 30 textos desses além de assistir várias jogadas para ver, na prática, como que é. Eu mesmo, que sou fã do esporte há cerca de 4 anos e sempre tento assistir qualquer partida que seja, não entendo algumas regras. Mas espero ter ajudado um pouco aqueles que estão começando a ver o esporte agora.

Lembre-se, escolha qualquer um dos 32 times da NFL - National Football League - para torcer, pois, assim, os 180 minutos de transmissão passarão bem mais rápidos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

É hoje!

Após sete meses do último Super Bowl, sendo que quatro foram de indecisão sobre as novas regras para esta e as próximas nove temporadas, será dado o KICKOFF de 2011. E o jogo não poderia ser melhor. Como é de praxe desde 2004, o time que levou o último caneco faz a primeira partida. E nesse ano, o adversário do Green Bay Packers não é ninguém menos que o penúltimo vencedor do Super Bowl, New Orleans Saints. Um jogaço!

Só o duelo de quarterbacks já vale assistir o jogo (que passará na ESPN a partir das 21hrs). Aaron Rodgers de um lado e Drew Brees de outro. Dois jogadores inteligentes, rápidos, fortes e que estão fácil no top 5 da NFL. Para mim, é quase impossível falar quem é melhor. Brees tem uma precisão absurda, ele lança a bola oval aonde quer. Já Rodgers é um jogador completo. Soube substituir o lendário Bett Favre e levou o Packers ao título na sua terceira temporada como titular.

Pelo Saints, outros jogadores que podem aparecer é o WR Marques Colston ou o TE Jimmy Graham enquanto Aaron Rodgers tem a companhia de Greg Jennings no ataque e um monstro cabeludo conhecido como Clay Matthews na defesa. O cara é forte demais e deixa muito QB e RB com medo.

Agora é esperar a bola oval ser chutada no Lambeau Field, estádio do Packers, e torcer pelo seu time favorito. Caso não tenha, escolha um que a partida fica muito mais emocionante, mesmo não entendendo o esporte. E para quem tiver um tempinho, assista o vídeo sobre a precisão do Brees. Foi filmado há mais de dois anos, mas vale a pena ver do que o cara é capaz.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Futebol democrático

Ainda em pré-temporada, a National Footbaal League não se importa muito com os resultados finais de cada partida. E nem deve, pois nessa semana o New England Patriots, time do astro e marido de Gisele Bündchen, Tom Brady, perdeu para o Detroit Lions. Os assuntos mais comentados pelos americanos são os últimos acordos milionários, como do WR do Arizona Cardinals Larry Fitzgerald e do QB Michael Vick, do Eagles, além das famosas previsões, algo que os comentaristas mais fazem na vida!   

E se tem alguma coisa complexa no futebol americano é chutar um palpite. Na NFL não existe categorias de base nem empresários comprando passes de meninos com 12 anos para depois fazer acordos com os cartolas mais chegados. A grande maioria dos jogadores que vão para o Draft (processo de escolha dos jogadores para os times da NFL) está no último ano da faculdade e precisa mostrar muito serviço nas ligas universitárias. E não é como no Brasil, onde o clube que tem mais dinheiro leva. A equipe pior colocada do ano passado é a primeira a escolher um atleta no Draft, a penúltima a segunda e por ai vai.
Outro motivo que dificulta um comentário sobre qual é o melhor time é o número de jogadores titulares. Com 11 no ataque, 11 na defesa, 1 kicker e 1 punter, cada equipe tem, no mínimo, 24 atletas de primeiro time. Ou seja, é mais fácil analisar e palpitar o melhor clube de vôlei ou de basquete do que um de futebol americano.

E por fim, mas não menos importante, é a questão da grana. Sempre que Santos, ou Flamengo (apenas dois exemplos) vão enfrentar um clube de pequeno porte, os comentaristas que adoram números fazem as contas e falam: Mesmo se juntar toda a folha salarial desse time, não chega à recompensa de Neymar ou Ronaldinho Gaúcho. Pra variar, a NFL tem outro método. Com o último acordo realizado, cada equipe pode gastar até 120,4 milhões em salários aos seus atletas. Claro que eles tem mais grana, mas a questão aqui é que a NFL é umas das ligas mais democráticas do mundo. Sendo assim, a disputa do campeonato é mais dividida e não fica apenas entre dois ou três clubes como ocorre no futebol europeu.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

NFL - Temporada 2011 / 2012



A esperada temporada de 2011 para os fãs de futebol americano finalmente começou. Após diversas crises sobre como seria divido o dinheiro e discussões de regras, com até possibilidade de não haver temporada, jogadores, técnicos e a NFL entraram em acordo e os fãs do esporte mais rentável do mundo ficaram aliviados.


Dinheiro divido e logo em seguida veio a Free Agency, momento em que os times podem fazer acordos com jogadores de outras equipes que tenham o contrato expirado. Neste ano, o Philadelphia Eagles foi o time que mais investiu na free agency, trazendo Vince Young, bom quarterback (QB, em quase todos os times o jogador principal, pois ele que começa as jogadas) para a reserva de Michael Vick, dois cornerbacks (homens da defesa que marcam os jogadores que correm para receber a bola do QB), Nnamdi Asomugha e D. Rodgers-Cromartie, dois homens para linha defensiva (para os leigos, aqueles caras de 120 kg que ficam tentando derrubar outros caras de 120 kg para, então, derrubar o QB), Jason Babin e Cullen Jenkins, além de um Wide Receiver (jogador de ataque que recebe o passe do QB) Steve Smith e um Running Back (RB, jogador de ataque que corre com a bola) Ronnie Brown.


No momento, os 32 times da NFL estão jogando a Preseason, são quatro partidas com cara de amistoso. Os titulares jogam apenas o começo e depois os reservas entram em campo para mostrar serviço aos técnicos e conseguir uma vaguinha nos startes, como eles chamam os titulares. E no dia 8 de setembro, uma quinta-feira, os atuais campeões, Green Bay Packers, recebem o penúltimo campeão, New Orleans Saints, para dar o Kick Off, quando os jogos começam pra valer.


Como no futebol nacional e em qualquer esporte, dezenas de especialistas começam a temporada dizendo seus favoritos para chegar ao Super Bowl, final entre as duas divisões da NFL. Uma questão importante no esporte ianque é que as lesões são mais comuns devido ao maior contato e a falta de um jogador pode simplesmente acabar com a estratégia de defesa ou ataque de um time. Mas como ainda não cobram por palpite, aqui já vai o meu para a final: Eagles, pela Conferência Nacional, e New York Jets, do lado da Conferência Americana.


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