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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Mais que um filme, uma história real!


Por Luiz Felipe Fogaça

Confesso que não sou fã do esporte há muito tempo, mas depois do grande jogo que assisti pela final do Super Bowl XLVI, entre New York Giants e New England Patriots, vou acompanhar mais regularmente o futebol da bola oval.


O jogão de ontem teve tudo que se pode esperar de uma final, emoção até o último momento, muita luta, faíscas e uma história de superação que poderia facilmente virar filme em Hollywood.

Sem dúvida o ator principal seria - e foi - ELI MANNING. O quarterback do Giants, que chegou a ser menosprezado por alguns da mídia norte-americana, quando se colocou no mesmo patamar de Brady, foi superior ao rival na decisão. Para completar essa história, dias antes, em uma entrevista coletiva, Brady disse que não queria ver Manning com a bola na mão no final do jogo, pois sabia que se isso acontecesse a partida estaria equilibrada e o rival poderia decidir. Eis que, no melhor estilo Mãe Dinah, ele estava certo.


Como em um bom filme, a história ganha tons de dramaticidade com os poucos segundos que o quarterback do Patriots teve para tentar levar seu time ao Touchdown vitorioso. Acontece que Brady, em tese, o melhor da posição, falhou, sentiu a pressão e desesperado contra o tempo, lançou uma bola do meio de campo para end zone. Nesse instante o jogo ficou em câmera lenta, com ambas as torcidas agoniadas e aflitas, a bola passou por muitos, e terminou no chão. O mocinho Brady, olha desolado, enquanto os jogadores, da zebra, nem tão zebra assim comemoram mais uma vez, a vitória em um Super Bowl, sobre os favoritos Patriots.


Para fechar com chave de ouro, Manning ainda fatura o MVP e é coroado como o melhor jogador da noite. Foi realmente um grande jogo!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Super Bowl, o jogo dos recordes

Por André Gomes, convidado da semana

Fãs da bola oval, mais uma temporada se passou e já estamos no Super Bowl. Patriots e Giants irão se enfrentar repetindo a final de quatro anos atrás. Mas não vim falar sobre a revanche, muito menos sobre o jogo de 2008, e sim a respeito dos enormes números que esse evento traz. São recordes de audiência, propagandas super criativas e shows com astros da música que deixam o ego de lado e tocam apenas no intervalo.

Vamos começar pela receita. O Super Bowl rende US$151,5 MILHÕES só de publicidade na TV. Isso porque a média de custo de apenas 30 segundos é US$3,5 milhões e só uma emissora tem permissão para transmitir o jogo nos EUA. Neste ano, a licença é da NBC e ela vai repassar suas imagens para 180 países em mais de 30 línguas (aqui no Brasil a ESPN é quem transmite). No ano passado, 111 milhões de pessoas assistiram a final no mundo todo, segundo a NFL. Isso é aproximadamente 58% da população brasileira!

Se a gente for contar toda a grana que o evento faturou nos últimos dez anos chegamos ao valor de US$1,72 BILHÕES. Isso graças a 125 empresas que já apareceram no intervalo. Só para constar, a Inbev, empresa que produz a Budweiser e a Stella Artois, já rendeu para a final US$ 239,1 milhões, a Pepsi US$174 milhões e a GM US$82,8 milhões.

Mas o que faz do intervalo ser um verdadeiro show são as apresentações de grandes artistas. Neste Super Bowl, que desde 2004 acontece sempre no primeiro domingo de fevereiro, será nada menos que Madonna com o Cirque du Soleil, entre outros. Se eu for citar todos que já passaram por lá nunca mais me chamam pra escrever aqui, mas para terem uma ideia, as pessoas que já assistiram um Super Bowl no estádio viram também shows de Rolling Stones, Paul McCartney, U2, Michael Jackson e Aerosmith.


Clique aqui e assista aos cinco comerciais que vão passar no próximo domingo. Divirtam-se.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Em clima de decisão, Futebol Americano acaba com o marasmo do domingo

Por Tuca Veiga


Há quem não consiga ver graça no futebol da bola oval. Uns acham o jogo parado, outros compreendem pouco as regras. Mas, a real, é que a NFL, principalmente quando chega a hora do “vamo vê”, é um esporte fascinante.

Neste domingão, os amantes do esporte foram brindados com duas partidaças. Por lá, eles chamam de final de conferência, vale troféu, festa, e tudo o mais. Mas por aqui, podemos chamar de semifinal, pois o que vale, de verdade, é uma vaga na grande final. No aguardado Super Bowl.

No final da tarde, New Englands Patriots e Baltimore Ravens se enfrentaram. Logo depois, foi a vez de New York Giants e San Franciso 49ers. Duas grandes partidas, capazes de deixar o final do domingo – corriqueiramente insosso – eletrizante.
  
O legal do futebol americano é que cada vez que assistimos aprendemos algo novo. Desta vez, pude compreender o porquê deste esporte se chamar Football. Repletos de lançamentos, corridas incríveis, trombadas, estratégias e tudo o mais, o chute a gol sempre me pareceu o menos importante dentro da lógica do jogo. Doce engano.

Após um longo confronto, cheio de reviravoltas, o Patriots, do craque Tom Brady – mais conhecido aqui como o maridão de Gisele Bündchen – chegou à reta final com três pontos de vantagem. No entanto, a última posse de bola estava nas mãos dos adversários, que com pouco tempo no relógio e os nervos à flor da pele, não conseguiram se aproximar da ‘end zone’. Não tinha como chegar ao touchdown da vitória. A única alternativa era chutar, empatar o jogo e levar a decisão para a prorrogação.

Em casa, eu era cobrado para ir à padaria, antes que ela fechasse e ficássemos sem o rango da noite. Aflito, torci para que os deuses da NFL intervissem. E, para o meu espanto, não é que eles me escutaram?! O improvável entrou em campo, fez o kicker do Baltimore tremer e a bola passou tirando tinta da trave. Festa da torcida dos Patriots.

Horas depois, o roteiro foi o mesmo. Ou melhor, quase o mesmo. A diferença é que, desta vez, houve sim prorrogação.  Madrugada adentro, sabendo que o sono comprometeria a minha segunda-feira, acompanhei as trocas de posse. Parecia que ninguém queria enfrentar os Patriots no Super Bowl. Eis que um erro amador colocou os Giants perto da end zone. Na prorrogação, qualquer pontinho conquistado acaba com o jogo. E foi num belo chute, que os Giants avançaram à decisão.

Agora, teremos um Super Bowl histórico. A revanche de quatro anos atrás. O duelo de 2008 foi histórico, mas isso é história para um outro post, assim como a expectativa para este jogão. Acompanhe tudo aqui no Paixão. Abaixo, você pode conferir um super compacto dos confrontos deste domingo. Não deixe de dar uma olhada!!!



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