
Por Luiz Felipe Fogaça
Confesso que não sou fã do esporte há muito tempo, mas depois do grande jogo que assisti pela final do Super Bowl XLVI, entre New York Giants e New England Patriots, vou acompanhar mais regularmente o futebol da bola oval.
O jogão de ontem teve tudo que se pode esperar de uma final, emoção até o último momento, muita luta, faíscas e uma história de superação que poderia facilmente virar filme em Hollywood.
Sem dúvida o ator principal seria - e foi - ELI MANNING. O quarterback do Giants, que chegou a ser menosprezado por alguns da mídia norte-americana, quando se colocou no mesmo patamar de Brady, foi superior ao rival na decisão. Para completar essa história, dias antes, em uma entrevista coletiva, Brady disse que não queria ver Manning com a bola na mão no final do jogo, pois sabia que se isso acontecesse a partida estaria equilibrada e o rival poderia decidir. Eis que, no melhor estilo Mãe Dinah, ele estava certo.
Como em um bom filme, a história ganha tons de dramaticidade com os poucos segundos que o quarterback do Patriots teve para tentar levar seu time ao Touchdown vitorioso. Acontece que Brady, em tese, o melhor da posição, falhou, sentiu a pressão e desesperado contra o tempo, lançou uma bola do meio de campo para end zone. Nesse instante o jogo ficou em câmera lenta, com ambas as torcidas agoniadas e aflitas, a bola passou por muitos, e terminou no chão. O mocinho Brady, olha desolado, enquanto os jogadores, da zebra, nem tão zebra assim comemoram mais uma vez, a vitória em um Super Bowl, sobre os favoritos Patriots.
Para fechar com chave de ouro, Manning ainda fatura o MVP e é coroado como o melhor jogador da noite. Foi realmente um grande jogo!

