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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Tudo certo na cozinha, mas e lá na frente?


Confirmando a crescente do futebol brasileiro, o retorno de medalhões e times cada vez mais fortes. O São Paulo anunciou o zagueiro Lúcio, por duas temporadas.


O defensor que foi um dos homens fortes e destaque na Seleção pentacampeã do mundo, chega para ser titular do time tricolor e dar experiência ao atual elenco em sua volta à Libertadores.

Enquanto Ney Franco, quebra a cabeça, para saber se escala o veterano no lugar de Tolói, que vem jogando melhor, mas ocupa o mesmo lado da defesa do reforço, ou de Rhodolfo, que terminou bem a temporada, já esta há mais tempo no time e joga do outro lado.

O torcedor comemora o excelente reforço, mas como de praxe no Brasil, quer saber é do ataque, quer saber é quem chega para o lugar de Lucas. Especulações a parte, hoje essa vaga seria de Douglas, que foi bem quando substituiu Lucas, sem a responsabilidade de marcar, ou de Jadson, que se deslocaria e deixaria a armação por conta de PH Ganso, principal reforço Tricolor.

Passa na cabeça dos tricolores, uma volta para o 3-5-2, com Lúcio, Tolói e Rodolpho, Douglas e Cortez de alas, Wellington e Denilson de volantes, Jadson ou Ganso, Fabuloso e Osvaldo. Esquema esse, usado na maioria dos últimos títulos do São Paulo, que deixa saudade em alguns torcedores e foi abandonado por Lucas, que não se encaixava.

Ainda assim, Luis Fabiano deixou em dúvida muitos torcedores com sua infantil expulsão diante do Tigre e também não poderá jogar todos os jogos. Aloísio e Negueba são ingócnitas, falta um reforço de peso que chegue para o vestir a 7, que está orfã.

Reforços e esquemas para lá, o que parece é que teremos um 2013 de muita disputa, de times cada vez melhores e um abismo ainda maior, para os que não conseguem se estruturar como manda o figurino.

Além do São Paulo, Fluminense, Atlético-MG e Grêmio, parecem sair na frente para tentar acabar com a hegemonia do Timão, que fez bonito em 2012 e ganhou o que quis e planejou.

Que o Corinthians sirva de exemplo, como certamente o São Paulo foi para o mesmo Corinthians, quando construiu sua hegemonia recente.

Que venha 2013!!!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ganso estreia e rege 62 mil torcedores

Por Lucas Bueno


Domingo ensolarado e com Morumbi lotado. O maior público deste Brasileirão com 62 mil são-paulinos. Todos para verem a estreia de Ganso com a camisa 8 tricolor. Nada poderia atrapalhar o dia de festa, nem mesmo o gol dos pernambucos diminuiu o ânimo da multidão. 

Logo que foi chamado por Ney Franco para entrar aos oito minutos do segundo tempo. Explosão de alegria no estádio! A partir daí só foi festa. O São Paulo empatou, Ganso entrou, Rogério Ceni virou e garantiu a vaga da Libertadores depois de dois anos sem disputá-la. Mas e o P.H Ganso?


Ahhh... O novo ídolo foi aplaudido quando errou, ovacionado quando acertou e tirou um "Uhhh" da garganta dos tricolores quando arrematou um chute por cima do gol. Estava tudo azul para o São Paulo. Consciente, Ganso diz que voltará aos poucos. E é isso mesmo! Ontem, vi um Paulo Henrique com um semblante bem mais feliz se comparado a sua apresentação contra o Cruzeiro. 

Naquela ocasião, parecia ainda preocupado com toda a situação que envolveu sua contratação. A responsabilidade de corresponder aos 24 milhões de reais investidos e ainda machucado, sem previsão de volta. Agora falta jogar e ganhar confiança, porque o dom refinado no toque de bola ele jamais esquecerá.


Só temo pensar até quando a paciência do torcedor tricolor durará se Ganso não começar a jogar bem?! Neste ano, até o artilheiro Luis Fabiano foi vaiado pela torcida. O "maestro" da camisa 8 em forma é jogador de seleção brasileira e ele sabe disso.

Com 100% da força física e com a cabeça boa ajudará muito o São Paulo em 2013, que chegará novamente forte para buscar o quarto título das Américas. 

O maestro chegou! Com uma banda forte e um coral que o ajudará nas apresentações, o cara da batuta só tem uma preocupação: reger mais de dezessete milhões em espetáculos inesquecíveis.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dérbi tem que ser no Morumbi

Dérbi no Morumbi terminou em pancadaria na final do Paulistão de 99
Por Alessandro Lefevre

Palmeiras e Corinthians são maiores do que o Pacaembu. O estádio municipal evidentemente é a casa mais aconchegante da cidade. Sua acústica, sua localização, a Praça Charles Miller, o bom gramado. Tudo isso credita o tradicional Paca, como é carinhosamente chamado, a receber o maior duelo da capital. No entanto, com o futebol em alta e os dois clubes em ótima fase, não há lugar melhor do que o Morumbi para ser palco do clássico.

O estádio do São Paulo é fora de mão, não tem metrô próximo, tem pontos em que a visão do gramado é péssima, é um frio desgraçado, mas, até agora, é o maior estádio da cidade. Com capacidade para pouco mais de 70 mil pessoas, o Morumba pode abrigar bem a torcida "da casa" e a visitante.

No Pacaembu, para o Dérbi de domingo, foram colocados à venda cerca de 37 mil ingressos. Para a torcida do Palmeiras, apenas 2 mil entradas estão disponíveis. Tudo isso porque, desde a semifinal do Paulistão do ano passado, quando o Verdão tinha o mando, os times não cedem mais o tobogã para o visitante. Naquela oportunidade, o Palmeiras cedeu os mesmos 2 mil ingressos para os corintianos.

No Morumbi, ao menos cinco, sete mil ingressos poderiam ser disponibilizados para quem não tem o mando. Ou seja, mais gente poderia ter o prazer de assistir ao jogo. Além disso, a chegada ao estádio é mais segura (por avenidas diferentes) e o torcedor ficaria mais confortável. Mas por uma intriga entre o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e o atual mandatário do São Paulo, Juvenal Juvêncio, o maior clássico do País tem que se apequenar no Pacaembu.

Se o Palmeiras tiver a grandeza e a inteligência necessárias, num novo encontro, quando tiver o mando, deve levar o Dérbi ao Morumbi, sem cobrar nada em troca do arquirrival. Afinal, os times só existem por causa das torcidas. E é no torcedor, no espetáculo, no que as diretorias devem pensar. E não em picuinhas políticas e pessoais.

O argumento de que não querem fortalecer o São Paulo política e economicamente cai por terra facilmente. Basta pensar que dois ou três aluguéis por ano não vão mudar a vida do Tricolor. E o estádio da Copa do Mundo de 2014 já está definido. Não há mais o que temer, Corinthians. Será o Itaquerão!

Por um Palmeiras e Corinthians mais confortável e mais espetacular, lanço aqui a campanha #DérbiNoMorumbi.

Palmeirenses enfrentam sol e fila para garantir um dos
 2 mil ingressos disponíveis para o clássico

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