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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Retrocedemos


Por Tuca Veiga

Se a primeira impressão é a que fica, não há como negar, nosso time deu alguns passos atrás. Diante de uma Inglaterra pouco mais entrosada, Felipão trouxe de volta situações que Mano já havia superado.

O Neymar tímido e limitado à faixa esquerda de campo – como Ronaldinho nos velhos tempos – é apenas um dos exemplos. Ano passado, ele tinha mais liberdade, jogava quase como um ponta de lança. Me agradava mais. O retorno dos testes quando a necessidade é de vitórias talvez seja outro exemplo.

Colocar Arouca e Jean nos lugares de Ramires e Paulinho apenas para ver o que os novatos podem render foi, inegavelmente, atestar que o resultado não era o que mais importava. Mas, cá entre nós, nesta essa altura da preparação, a vitória importa e importa muito.

De positivo, ficam as atuações de Fred, que deve ter atormentado o sono de Luís Fabiano nesta noite, e de Júlio Cesar, que traz um peso muito grande à meta brasileira e dá a experiência que às vezes falta ao jovem escrete canarinho.

Terminado o jogo, passei pelos canais que debatiam o jogo e, além do descontentamento, outro pensamento era comum a todos: com Mano as coisas estavam engrenando. Rapidamente me lembrei de quando encontrei o presidente da CBF em Tóquio, às vésperas da final entre Corinthians e Chelsea. Não conheci ali um presidente de confederação. Conheci um torcedor.

Com a boca suja e o linguajar da 'boleiragem', expelia palavrões, criticava Mano exageradamente e sem o menor pudor. Lembrava os piores cartolas que já conhecemos. Não me admira nada que, depois do futebol meia-boca da final do Superclássico, ele tenha decidido interromper um trabalho que começava a agradar. Marin bradava: “Mano levou 16 goleiros, agora responde pra mim, quem é o camisa 1 da Seleção?”.

Embora tivesse certa razão no comentário, mostrando algum conhecimento de futebol, eu só conseguia ver um torcedor irresponsável na minha frente. Se a Seleção ainda não tinha um goleiro, já tinha um sistema defensivo consolidado – Dani Alves, Thiago Silva, David Luís e Marcelo. Mano encontrou a posição de Neymar e deu-lhe um garçom, Oscar, que certamente tem uma gratidão sem tamanho com o técnico. Kaká vinha dando um toque de maturidade, outro diagnóstico de dois anos de trabalho, e a dupla Ramires e Paulinho poderia – como ainda pode – se consolidar.

No entanto, como não adianta chorar sobre o leite que Marin fez questão de derramar, nos resta torcer para a experiência de Felipão e de Parreira devolver nosso selecionado ao caminho das vitórias. Mas agora não dá mais pra testar. É definir o time, buscar uma concepção de jogo e vencer. Vencer. E isso Felipão sabe. Ganhar sem ter a necessidade de jogar bonito. Chegamos, infelizmente, nesse ponto. 

Sorte ao Felipão. 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Que Inglaterra é essa?

Por Gabriel Duque

Na reestreia de Felipão na seleção brasileira como novo comandante, o time canarinho, hoje o 18º no ranking da Fifa, terá um duro adversário pela frente: a Inglaterra. O jogo traz o aspecto de um clássico, entre campeões mundiais, contra uma das equipes tidas como potências, mas o English Team não é verdadeiramente um rival tão perigoso.

Apesar de a Inglaterra ter o campeonato mais competitivo e atrativo do mundo, o sucesso da Premier League não se reflete diretamente em bons frutos para a seleção local. Liderada por Gerrard, Lampard e Rooney, a equipe britânica vive também um momento de entressafra, assim como o selecionado nacional.

Eliminado nas oitavas de final da Copa de 2010 com goleada de 4 a 1 para a Alemanha, o English Team seguiu apostando no trabalho do técnico Fabio Capello. No entanto, o italiano se demitiu meses antes da Euro 2012 por desavenças com a cúpula da federação local.

Roy Hodgson, após ter bons resultados com o West Bromwich, foi contratado para o cargo. Porém o inglês não conseguiu fazer milagres e o time caiu nos pênaltis para a Itália na quartas de final da Euro. De lá para cá, o desempenho foi preocupante.

Nas eliminatórias europeias para o Mundial de 2014, a Inglaterra goleou Moldávia e San Marino, mas empatou com Ucrânia e Polônia, ficando em 2º lugar no grupo H atrás de Montenegro. Para piorar, logo depois, foi atropelada pela Suécia por 4 a 2 em um amistoso, com quatro gols de Ibrahimovic.

O elenco inglês, de fato, vem envelhecido com Gerrard e Ashley Cole, com 32 anos, e Lampard, aos 34. Rooney, aos 27, ainda tenta comandar a equipe, entretanto, sofre com a nova geração que não vingou como se esperava. Walcott, ainda com 23, ainda não passou da fase de promessa, assim como os promissores e irregulares Welbeck, Wilshere, Sturridge, Henderson e Chamberlain.

Atual sexto colocado no ranking da Fifa, o English Team terá um desafio maior que a própria seleção canarinho. Jogará em Wembley diante do seu torcedor e contra o time de Neymar e Ronaldinho e dos quatro brasucas que atuam na Premier League: Ramires, David Luiz, Oscar e Júlio César.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fim da Janela Europeia. Hora dos Pitacos!

Galera apaixonada, está fechada a janela de negociações para os clubes europeus. A partir de hoje, e dividido em 3 partes, faremos um balançete do que houve de mudança nas equipes dos principais campeonatos do Velho Continente. Começaremos pela Inglaterra, depois vamos à Itália e finalizaremos, de uma vez só, com Espanha, Portugal, França e Alemanha. Não percam!

Vamos à Terra da Rainha:

- O Arsenal, depois da histórica Bordoada de 8 a 2 para o Man Utd, resolveu gastar. Não muito, mas reforçou todos os setores. Começou pelo sul-coreano Park Chu-Young (quem?), capitão da seleção e oriundo do Mônaco. No último dia, veio o pacotaço: o lateral André Santos, também conhecido como filhão do Mano, aproveitou a vergonhosa enxurrada de denúncias inescrupulosas sobre o Fenerbahce e se mandou para o Emirates Stadium. O zagueiro Per Mertesacker, da seleção alemã, também já posou com a camisa dos Gunners. E, por último, dois meias, ambos do futebol inglês: Mikel Arteta, ex- Everton, e o israelense Benayoun, com passagens apagadas por Chelsea e Liverpool. Se serão suficientes para tirar o Arsenal da draga em que se encontra após as saídas de Fabregas e Nasri, não sabemos. Mas o elenco agora tem mais volume e opções. A ver.

- Falando em Chelsea e Liverpool, o primeiro alfinetou o rival e trouxe, de última hora, o volante Raul Meireles, contratado ano passado e que vinha se destacando com a camisa dos Reds. Antes, já haviam levado o jovem atacante Lukaku, que na Bélgica era conhecido como novo Drogba (são vários por aí), e o meia espanhol Juan Mata, ex-Valencia. Já o segundo frustrou os planos do São Paulo e levou o jovem - e excelente - zagueiro Coates, de 20 anos, destaque da seleção uruguaia campeã da América. Outro contratado foi Craig Bellamy, galês marrento que andava pela segunda divisão. De cara, cravo: péssima investida.

- Fim do mistério em City of Manchester. Os Citizens seguraram Carlitos Tevez. E foi na marra, já que o argentino deu inúmeras declarações dizendo que queria partir da Inglaterra. Mas agora, com Kun Aguero ao seu lado no comando de ataque, e Samir Nasri na meiúca, temos um time candidatíssimo ao título inglês, se Roberto Mancini não inventar e degringolar. Vale lembrar que a equipe já havia trazido Clichy, lateral esquerdo do Arsenal, e resgatou o volante Hargreaves, eleito melhor jogador inglês em 2006, mas que desde então andou às voltas com lesões eternas. Olho nesse timaço!

- O Manchester United manteve a base campeã inglesa e vice da Champions, acrescentou o jovem e excelente goleiro De Gea, que veio do Atletico de Madrid, e o meia atacante Ashley Young, do Aston Villa. Duas boas tacadas dos Red Devils, sempre candidatos devido ao ótimo elenco e ao grande Sir Alex Ferguson.

- No mais, o Tottenham trouxe o togolês Adebayor, de passagem pouco produtiva pelo Real Madrid, e o volante da Seleção Inglesa Scott Parker, que veio do West Ham, num troca-troca que mandou Bentley para os Hammers. O grandalhão Peter Crouch foi para o Stoke City, na maior transferência da história da pequena equipe. O Bolton levou duas jovens promessas por empréstimo: N’Gog, do Liverpool, e Gael Kakuta, do Chelsea.

Amanhã vamos à Terra da Bota. Abraços!
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