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quarta-feira, 27 de março de 2013

Cristiano Ronaldo fora da Copa?

Por Gabriel Duque

Apesar de estar mal das pernas, apresentar rendimento bem abaixo do esperado e não convencer nenhum torcedor, a seleção brasileira está garantida no Mundial de 2014 por ser sede do torneio. Por outro lado, grandes equipes europeias correm o risco de terem que disputar a repescagem e de até ficarem fora da competição. Há quem veja com bons olhos que adversários de peso não consigam suas vagas para o time canarinho ter o caminho mais tranquilo. No entanto, a Copa será uma oportunidade única para os brasileiros assistirem os maiores craques do futebol em nossos campos.



O astro luso Cristiano Ronaldo é o mais ameaçado de não disputar a Copa do Brasil. Portugal é o terceiro colocado no grupo F das Eliminatórias Europeias, vendo Israel em segundo e a Rússia na liderança. O craque do Real Madrid já esteve nos Mundiais de 2006 e 2010 e desta vez tem sua classificação colocada em risco. Claro que seria incrível ver a seleção de Israel garantir vaga para a sua segunda Copa por todas as razões político-históricas e é natural torcer por uma equipe mais fraca, porém perderíamos a chance de acompanhar de perto o segundo melhor jogador do mundo nos últimos anos.

Além do lusitano, o goleiro Petr Cech, do Chelsea, tenta seguir vivo na briga pela repescagem, pois a República Tcheca disputa com a Bulgária a segunda posição no grupo B. Ibrahimovic também está em situação complicada, já que a Suécia é a terceira no grupo C, atrás da Áustria e da Alemanha. A sorte do atacante do PSG é que seu selecionado possui um jogo a menos que a Áustria.



Panorama menos desconfortável vivem Rooney e Ribéry. Apesar de suas seleções serem vice-líderes nas respectivas chaves, tanto a Inglaterra quanto a França ainda teriam que passar pela repescagem. Nas Eliminatórias Sul-Americanas, o Uruguai, atual campeão da Copa América, vem em sexto e fora da zona de classificação. A Celeste Olímpica conta com uma série de jogadores com passagem pelo Brasil como Lugano, Loco Abreu e Forlán, além de Luis Suárez, e certamente teria apoio do torcedor canarinho durante o Mundial.

Nos resta torcer para que estas tradicionais seleções deem a volta por cima e que os maiores craques do mundo possam vir ao Brasil. A festa do futebol ficará muito mais bonita.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ídolo, Neymar só vai virar mito se ganhar a Copa aqui no Brasil

Foto: Divulgação/Kibon
Por Alessandro Lefevre

Como disse Marcos Cripa, orientador do melhor documentário já filmado sobre Neymar até aqui, este foi um trabalho de gente grande. Os recém-formados Rafael Reis e Eduardo Laiola produziram um filme fantástico, um Trabalho de Conclusão de Curso para entrar na história da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Toda a trajetória do jovem do Santos está no vídeo que vou postar logo abaixo.

Se você tem 40min para assistir, faça isso agora mesmo. O filme é sucesso na internet. Em quatro dias desde a publicação, foram mais de 7 mil visualizações.

E já aviso que não se trata apenas de um "poema" de ode ao Neymar. O filme é crítico. Afinal, até que ponto essa superexposição é boa para o craque? O atacante está pronto para isso?

Neymar é um fenômeno de vendas. Mas será que continuaria como fenômeno do marketing mesmo se o rendimento dentro de campo caísse? As respostas estão todas no documentário "Neymar, o caminho do mito".

Na minha opinião, Neymar é, por enquanto, apenas um ídolo. Talvez esteja alguns degraus acima para o torcedor do Santos. No entanto, caso o Brasil vença o Mundial de 2014, aí, sim, ele se tornará um mito mundial. E seu futebol, é claro, vai perdurar por todo o sempre. É a chance de ouro.

Afinal, o que acontece com o Neymar é semelhante ao que Ronaldinho Gaúcho viveu alguns anos atrás. E também sabemos o que aconteceu quando o atual atleta do Atlético-MG cansou de jogar bola. Os comerciais minguaram e agora o meia do Galo é apenas um bom jogador, que às vezes - ou só quando quer - brilha. Portanto, devagar com o andor porque o santo é de barro.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

On the road to Wembley

Começamos hoje a jornada do "Paixão Clubística" para a final da Champions League deste sábado, entre Manchester United e Barcelona. Os dois times, considerados os melhores do mundo, se enfrentarão no mítico estádio de Wembley, localizado no norte de Londres.

A caminhada para Wembley (ou "on the road to wembley", na versão em inglês) não parece das mais complicadas no primeiro momento. O metrô, ou tube como dizem os ingleses, deixam o espectador há alguns metros do portão principal. Ainda existem diversas linhas de ônibus que levam o torcedor a ruas próximas do estádio e estacionamentos para aqueles que optarem pelo carro. Ou seja, nada que se compare aos caminhos que torcedores brasileiros enfrentam todos os dias de jogo no Morumbi, Castelão, Engenhão e muitos outros.

Na entrada da rua que leva torcedores, funcionários e curiosos para o portão principal do maior estádio da Inglaterra é que a frase, profetizada por jogadores quase como um mantra, se concretiza. A construção fica mais imponente a cada passo em sua direção e é impossível ao menos tentar observar a paisagem no entorno do estádio.

Construído em 1923 para uma exposição sobre o exército britânico, um dos vitoriosos da 1ª Guerra Mundial, o estádio de Wembley foi comprado pelo empresário Arthur Elvin, reformado e transformado na casa da seleção inglesa e local de quase todas as decisões nacionais, por isso a expressão "on the road to Wembley". Isso porque as únicas hipóteses de se jogar no estádio são chegando a uma final ou vestindo a camisa da seleção nacional, conquistas não muito comuns para a maioria dos jogadores e bastante celebradas por todos os atletas quando alcançadas.

Mas existem outras maneiras de chegar à Wembley. Desde o jogo entre Bolton e West Ham pelo final da Copa da Inglaterra, o estádio ainda recebeu jogos de críquete, de rúgbi, campeonatos de atletismo, de corridas de cavalo, além de shows, muitos shows. Os maiores deles são o tributo à Freddie Mercury e o Live Aid, mas também passaram pelo gramado fãs de Michael Jackson, Rolling Stones, Madonna, entre outros. Desde sua inauguração, o estádio de Wembley pode ser nomeado como a mais bem sucedida Arena Multiuso de todos os tempos.

Dentro das 4 linhas se destacam a final da Copa do Mundo de 1966, vencida pela seleção da Inglaterra com o polêmico gol de Hurst na prorrogação, quando a bola atingiu o travessão, quicou na linha e saiu (veja a foto ao lado). Tembém houve as 5 decisões da Liga dos Campeões, uma delas vencida pelo Manchester United em 1968 e outra pelo Barcelona, a última disputada no estádio, em 1992.

Dez anos depois, sob muitos protestos, foi iniciado o processo de demolição do mais nobre estádio do Reino Unido. Não sem antes prestarem uma reverência ao futebol brasileiro. O estádio da Realeza deixou que Pelé fizesse o último gol do antigo Wembley. Ele marcou de pênalti no gol defendido por Gordon Banks. Também foi dos brasileiros a honra de fazer o primeiro jogo entre seleções principais. No empate em 1x1 com os ingleses, quem marcou foi Diego.

O novo estádio Wembley nasceu escrevendo seu nome na história, como não poderia ser diferente, já que precisaria respeitar as tradições do antigo. Com 90 mil lugares, a arquitetura clássica representada pelas duas torres posicionadas na entrada foi substituída por formas arredondadas e um gigantesco arco que, além de lindo e imponente, ajuda na sustentação do teto e possibilita que não existam pontos cegos nas arquibancadas. Para os jogadores, um tapete verde cuidadosamente preservado para grandes jogos. Para os torcedores, um deleite, uma miragem futebolística, um verdadeiro prêmio para aqueles que acompanharam jogos durante uma temporada inteira de seus clubes.

Um outro dado curioso, ainda mais para nós brasileiros, acostumados com a precaridade das estruturas sanitárias, são os 2.618 banheiros dentro do estádio. Para os beberrões, são 34 bares e para os gordinhos 98 cozinhas. Acho que é para compensar toda a caminhada...


Texto por: Matheus Caselatto

terça-feira, 24 de maio de 2011

A música entra em campo e conta como Moreira da Silva salvou o Rei Pelé



Considerado o último malandro a moda antiga e um dos precursores do samba-de-breque, Moreira da Silva (1902-2000) tem uma importância fundamental no título da Seleção Brasileira em 1970, no México. Mais especificamente na partida contra a Inglaterra.

Pelo menos, Morengueira tinha essa importância na cabeça do jornalista e compositor Miguel Gustavo, um dos parceiros mais importantes de Moreira. Foi dele a ideia de criar essa faceta heróica ao sambista. Antes de ser agente secreto e salvar Pelé, o malandro já tinha dado as caras no velho oeste encarnando a figura do justiceiro Kid Morengueira. Anos mais tarde seria gangster e acabaria com a quadrilha de Al Capone e depois daria um pulo no Brasil para ser o Rei do Cangaço.

O enredo do samba é que Bond, James Bond, recebe a missão de sequestrar Pelé para que a Inglaterra tivesse o caminho mais fácil no mundial de 1970, tendo assim, maiores chances de se sagrar bicampeã.

Acompanhando 007 estava Claudia Cardinale. Os dois se hospedam na concentração do Santos e, à beira da piscina, o rei do futebol e a atriz protagonizam um romance que deixa Bond furioso. O inglês tira o soco inglês e parte para cima de Pelé. Mas ele não contava com o agente brasileiro Moreira da Silva que, além de salvar o camisa 10, prender o maior agente do mundo no DOPS e desperta o amor de Cardinale após um dia de pif-paf no Guarujá e uma bela pizza no Brás.




No fim das contas o Brasil derrotou a Inglaterra na Copa de 70 pelo placar de 1 x 0, gol de Jairzinho após passe de Pelé. Naquele mesmo ano, Miguel Gustavo assinaria uma composição mais conhecida do torcedor nacional: “Pra Frente Brasil”.

Salve Morengueira e o samba-de-breque, Miguel Gustavo e Pelé, é claro! Semana que vem tem mais!

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