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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

04/12/2011 - o dia em que o Brasil acordou mais triste e menos inteligente


Homenagem ao Doutor (Foto: Eduardo Viana/Lance)
  
Por Tuca Veiga

De canto de ouvido, com o olho entreaberto, ouvi a notícia que me despertava para o domingo decisivo no Brasileirão: O Doutor Sócrates morreu.
Quem trouxe a triste notícia foi meu sogro, são-paulino, rival, vivendo a mesma dor que eu e muitos brasileiros sentiram ao receber a trágica notícia.
No domingo em que meu clube se sagrou pentacampeão, nada me comoveu mais do que as coisas relacionadas ao maior jogador da história do Sport Club Corinthians Paulista.
Muitas homenagens foram feitas. Os jogadores do Timão e a sua torcida ficaram com os braços levantados e o punho cerrado, como fazia o Magrão quando comemorava seus gols. Uma homenagem e tanto. Embora a maior tenha sido a conquista do campeonato: o penta do Magrão.
Li muitos comentários interessantes e selecionei um pouco do que vi por aí, principalmente dos amigos do Doutor. Vejam abaixo a repercussão desta perda irreparável.
“Nossa, que tristeza. Dr.Sócrates, meu grande ídolo, o maior jogador que vi jogar na história do Corinthians nos deixou! Não sei nem o que dizer”, comentou Benjamin Back. “O domingo pra mim perdeu a graça. o futebol ficou mais pobre. O Magrão fará uma falta incrível. Cresci com pôsteres dele no meu quarto”, completou.
“Doutor Sócrates não morreu, nem morrerá, deu só um calcanharzinho de adeus”, disse Xico Sá, companheiro de Cartão Verde, que também escreveu em sua coluna: “Choro, meu filósofo, choro um Rio São Francisco inteiro por ti, mas como não celebrar nossos tantos chorinhos na madruga da existência”.
Lula não deixou de dar o seu recado: “Esse título também é uma homenagem ao Dr. Sócrates. Ele fará muita falta. A contribuição de Sócrates para o futebol brasileiro e para o Corinthians jamais será esquecida”.
A exemplo do ex-presidente, Dilma também fez questão de tecer algumas palavras: “O Brasil perde um de seus filhos mais queridos, o Dr. Sócrates. Nos campos, com seu talento e seus toques sofisticados, foi um gênio do futebol. Fora dos campos, nunca se omitiu. Foi um brasileiro atuante politicamente, preocupado com o seu povo e o seu país”.
“Ele era uma figura extremamente agradável, amiga, que gostava muito de viver, de música, de discutir política, falar sobre tudo. E era esse lado que mais me conquistava, que mais me alegrava. O lado do ser humano preocupado com o povo brasileiro, com o cidadão. Dele, vou guardar sempre a alegria, a vontade de viver, a perseverança atrás de ideais”, escreveu Trajano, que chegou a morar com Sócrates na Itália.

Outro amigo de longa data, Juca Kfouri, prestou a sua homenagem entrelaçada ao penta corintiano. “O dia em que uma das maiores torcidas do mundo acordou chorando de dor e foi dormir chorando de alegria. (...) Às quatro e meia da manhã morria Sócrates Brasileiro, o Doutor, o Magrão, o Magro, o mago dos calcanhares geniais, o mais original de todos os jogadores da história centenária do Corinthians. (...) E ele que já era inesquecível, acrescentará à sua história ter morrido no dia em que seu time o homenageou sendo campeão. O que, convenhamos, é uma história bonita, linda mesmo. E triste, profundamente triste”.

Mas de todas as homenagens, uma que gostei muito foi a do jornalista Flávio Gomes: "Sócrates morreu de tanto viver, que é uma boa forma de morrer".

Obrigado, Doutor. Descanse em paz...

O maior do Brasil mais uma vez é o Corinthians, doa a quem doer


Por Felipe Pugliese

Ufa, acabou! E acabou da melhor maneira possível para a torcida mais fanática deste injusto país. Digo, sem medo de equívoco, que o maior prazer do corintiano não é ver o Corinthians ser campeão, mas o simples fato de ser corintiano. Porém, vestir a faixa de campeão é bom demais e também faz parte da recente rotina da Fiel, ao contrário de alguns. Ontem foi dia de gritar, mais uma vez, É CAMPEÃO. “És do Brasil... o que, o que? PENTACAMPEÃO BRASILEIRO”.

O time de 2011 não tinha um grande craque como o de 90, comandado pela pontaria incomparável de Neto. O time de 2011 não tinha um elenco de craques, como os de 98, 99 e 2005. No entanto, o time de 2011 tinha um elenco extremamente unido, talvez mais do que todos os outros que levantaram o caneco pelo Timão.

A Fiel Torcida merecia, como sempre mereceu. Esta mesma torcida, que no início do ano foi debochada pelos rivais, termina o ano rindo da cara dos adversários. O maior do Brasil mais uma vez é o Corinthians, doa a quem doer.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Doutor, eu não me engano...



Por Arthur Quezada


Nasci em 1989, não vi o Doutor Sócrates jogar. Fundamental dizer isso antes de tecer um comentário em homenagem ao líder da democracia corintiana. Assim como grandes gênios da música, da literatura, da arte... o Doutor Sócrates foi um gênio do futebol. E não é por acaso que, mesmo sem vê-lo em campo, o seu nome atravessa gerações, como sinônimo de genialidade pura, de futebol arte, de desdém por seus adversários.

Imortalizado por seus toques de primeira, muitos deles de calcanhar, com uma categoria sem igual, Sócrates tornava o que era difícil, fácil. Jogava com o corpo ereto, era aquele tipo de jogador que os mais antigos diziam: “Não suja nem o calção”. Tranqüilo, preciso e formidável.

No Corinthians ídolo eterno. Liderou uma geração chamada de democracia corintiana, na década de 1980, uma época em que os brasileiros estavam sedentos por liberdade, por novas ideias, que quebrassem paradigmas e o Doutor foi um interlocutor deste momento. Na bola e no discurso, Sócrates marcou uma geração, os títulos alvinegros (Paulistas) vieram, o reconhecimento também e a paixão do Doutor pelo clube se eternizou a partir daquele momento.

Na seleção foi capitão de uma geração de craques. Na Copa de 1982, também cumpriu sua sina de líder e com a braçadeira de capitão esteve à frente de nomes como Zico, Falcão, Eder, Junior dentre outros. Era ídolo nacional.

Quis o destino que o Magrão nos deixasse justamente no dia em que o Corinthians foi penta campeão brasileiro. Não quis dar motivo de tristeza ao torcedor corintiano nem no dia de sua morte. O minuto de silêncio hoje no Pacaembu me emocionou. Todos no estádio com o braço erguido, punhos fechados, lágrimas nos olhos... Realmente sem palavras.

Com 57 anos, deixou um legado. Filósofo no nome e uma voz ativa e incômoda. Apesar de Doutor, médico formado, Sócrates não respeitava padrões - fumava, bebia, gandaiava e ia além da mediocridade. Aliás, lutava intensamente contra ela. Mas quem irá julgar? Viveu como quis, jogou como poucos, e deixou esse mundo para entrar na galeria seleta dos ídolos imortais.

Adeus Doutor ou um até breve...


Em dez dias o Santos estreia no Mundial!


Por Raoni David, convidado apaixonado da semana

Pelé, Pitta, Giovanni, Diego, Ganso...faltam dez dias para o Santos estrear no Mundial de Clubes e falar dos camisas dez santistas soa quase como uma covardia. É só dizer que Pelé, o maior camisa dez de todos os tempos na história do futebol, demorou-se a entrar no time, pois havia
um outro camisa dez chamado Vasconcelos, que era dono da posição até quebrar a
perna. Antes, sem vestir, mas fazendo a função, Araken Patuska foi um grande
camisa 10 do Peixe.

Mas a história santista se divide em antes e depois da era Pelé, e claro que depois
dele, a história é muito mais gloriosa. Depois da aposentadoria do Rei, muitos
camisas dez fizeram história e encantaram a torcida santista, como Pitta, Giovanni,
Diego e até Marta, a maior jogadora de futebol feminino de todos os tempos.
Outros, até jogaram bem e conseguiram ter o carinho dos torcedores como Robert,
Jorginho, Dodô, Zé Roberto, Molina...

Alguns dividiu opiniões ou passaram despercebidos, como o próprio Dodô, citado
acima, ou Preto Casagrande, coadjuvante demais para um camisa dez, mas
campeão brasileiro em 2004 e Rodrigo Tabata, campeão paulista de 2006 vestindo
a 10, mas muito contestado pela torcida e Marquinhos. Outras coisas, porém,
foram totais aberrações, como Piá, Lúcio Flávio, Robson e etc.

Certamente, porém, o pior momento que a camisa dez santista viveu, sendo muito
desrespeitada, foi em 2007. O zagueiro Antônio Carlos, de pouca história no Santos
e já trabalhando pelo Corinthians, usou a camisa 10 na Vila Belmiro em sua
despedida do futebol. Beijou escudo, gramado e pouco depois levava jogadores
santistas para o rival. Vergonha, proporcionada por quem se achava dono do
Santos Futebol Clube.

Já no Mundial deste ano, o camisa 10 santista será este rapaz controverso da foto.
Paulo Henrique Ganso tem, acima de tudo, um estilo de jogo inconfundível e que o
faz ser considerado craque. E é. Superadas as contusões desta temporada
desastrada, tem tudo para ser o maestro do meio de campo santista nesta
competição.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sentimentos e Palpites para o Gran FInale


por Mateus Lessa

Caros apaixonados, pouco dias para o fim da temporada. Para nós, que acompanhamos a saga de mais um Brasileirão, não existe outro assunto neste momento. Domingo, as 17h, o país vai parar na Rodada mais esperada dos últimos tempos. O Gran Finale, Rodada dos Clássicos! E cada torcedor do país vive um sentimento até o soar dos apitos- "abençoai os Senhores de Preto, Deuses do Futebol".

No Rio temos um Vasco suando as últimas gotas de sangue do ano da temporada mais eletrizante que viveu nos últimos 10 anos. Tensão e adrenalina na Colina! O Fla de R10 e Pofessô Luxa lutando para dar sequência no "Pojeto Libêtadores". Encrenca braba. Palpite: Vasco 2 a 1. Flu e Bota se enfrentam lamentando os pontos perdidos que os fizeram perder a chance de título e Vaga na Libertadores, respectivamente. Vantagem para o Flu, pela fase de Deco e Fred. Palpite: 3 a 1 Tricolor.

Em São Paulo, o Corinthians luta pra desatar o nó e soltar o grito que está engasgado. Desde o gol de Bernardo, no último minuto da rodada passada. Ou, mais adiante, desde o ano passado, no empate com o Vitória no Barradão. Tite resistiu e agora posa de f...dão! É Brincadeira! Mas o adversário é ninguém menos que o Co-Irmão-Verde, comandado por Luiz Felipe "Fala Muito" Scolari., embalado pela vitória sobre o SPFC e pelo Bichão do Tirone. Sentindo um Protagonismo que não teve em toda temporada. "Seria um título tirar dos galinhas" virou clichê. O bicho vai pegar no Pacaembu! Palpite: 1 a 1 e festa sofrida!
Os torcedores do São Paulo contrastam com os do Santos no duelo de Mogi. Melancolia e Desconfiança do lado Tricolor, com as despedidas-sem-despedida de Dagoberto- vai jogar muito no Inter- e de Rivaldo- que pode ir parar na Lusa, segundo o Craque Neto. E Professor Lion renovou. Quem não sabia? O retrospecto de 33% e o futebol apresentados convenceram JJ & Cia. Ninguém confia na pequena % da Libertadores por um fato simples: não merece. O Peixe vai com os reservas, de olho na viagem, dicionário japonês na mão, e a chance de ganhar o Mundo logo ali, no que já vem sendo chamado de Jogo do Século. Olho no Monterrey!! Palpite: 2 a 1 SPFC, pelo faro do Fabuloso.

Emoções à flor da pele também em MG, com o Galo podendo fazer sua maior festa desde o longínquo Primeiro Brasileirão, em 1971: rebaixar o maior rival! Tensão na Toca da Raposa com o Fantasma da Segundona, e Farra no Galinheiro, com a grande fase do Atlético de Mest

re Cuca. Palpite: 3 a 2 Atlético-MG.

No Paraná, Agonia do Furacão e a forte Esperança do Coxa pela Vaga na Liberta no Atletiba. Palpite: 1 a 1.

No Gre-Nal em que o Grêmio se despede de Roth, sonha com Kléber, e com a chande de enfrentar o rival na Copa do Brasil, e o Inter de Dorival jogando suas últimas fichas pela América, muita luta esperada como sempre. No Beira-Rio, o Colorado deve prevalecer. Palpite: 2 a 0 Inter.

Em SC, o já rebaixado Avaí enfrenta o Figueira como mais um Vilão do Rival na luta pela Libertadores, e o Figueira tenta repetir o bom futebol para confirmar a surpresa e o Passaporte para o principal torneio do continente. Palpite: 2 a 1 Figueira.

No Nordeste, a possível irmandade do Bahia já Réélaxado para com o Ceará a todo vapor deve prevalecer por "vontade dos Santos" e desespero cruzeirense. Palpite: 2 a 0 Ceará.

Atlético-GO e América devem ficar no 0 a 0 por já estarem de férias. Em cada canto, todos estarão assistindo, torcendo por suas combinações de resultados. As últimas 10 finais de campeonato vão começar. Vitória dos pontos corridos!!

Mortal


Por Felipe Pugliese

Acordei nesta sexta-feira pensando em futebol. Como é bom quando isso acontece. Vivo a véspera de um final de semana que será lembrado por muitos anos, por isso tenho a obrigação de ter um dia diferente. Logo começo a refletir nos clubes que brigam por uma vaga na Libertadores e concluo que o Internacional é o que menos merece alcançar tal conquista. Tem um qualificado elenco e um bom treinador, mas em nenhum momento do campeonato o colorado empolgou, ao contrário de seus concorrentes.

Porém, educado leitor do Paixão Clubística, refleti sobre o futebol gaúcho em geral e pensei que não era justo criticar um time se seu maior rival vive uma mediocridade inigualável. Vou falar é do mais do que mortal Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Há anos que o Grêmio não é o Grêmio. Sim, o imortal tricolor que todos conheciam da tal batalha dos aflitos, na verdade, morreu em Recife em 26 de novembro de 2005. Aquele dia, ao contrário do que todos pensam, o clube se apequenou.

Falaremos dos dias atuais. Menosprezar o trabalho do técnico Celso Roth foi mais um sinal de que a entidade não evoluiu em questão de planejamento. Agora querem Caio Jr.. Qual a diferença? Não há. São do mesmo nível que Tite, que está prestes a ser campeão nacional, por exemplo. A diferença é que o gaúcho teve tempo no Corinthians.

A falta de títulos é extremamente preocupante. A última conquista à altura do Grêmio foi a Copa do Brasil de 2001. Faz mais de dez anos que uma das torcidas mais bonitas do Brasil não grita “É campeão” para o país todo ouvir.

E nesta reta final o grande objetivo é tirar a vaga na Libertadores do maior rival. É muito pouco Grêmio, muito pouco. Reage tricolor, você faz muita, muita falta mesmo entre os grandes.

O Vasco é favorito no Rio, mas...

R. Gaúcho ainda não marcou em clássicos pelo Flamengo
Por Michel Sousa, convidado apaixonado da semana.

O “domingo do ano” no futebol brasileiro vai colocar todo o País de olho na telinha na expectativa de saber quem levantará o caneco do mais importante torneio nacional. Além da disputa pelo título entre Corinthians e Vasco, vários outros “campeonatos” estarão em jogo nos clássicos estaduais.


Só pra dar um pitaco, acho que o Corinthians é favorito para ficar com o título por uma constatação simples: joga por oito resultados; enquanto os vascaínos precisam vencer os rubro-negros e ficar na torcida pelos alviverdes. Aliás, hoje fiquei sabendo que o atacante Bernardo, autor do gol da vitória do Vasco contra o Flu no domingo que adiou o título corintiano, é palmeirense. Que coincidência!!!

Agora, vamos aos fatos do clássico carioca! Um clássico que completa 89 anos nos campos e praticamente um século desde as competições de remo. Analisando o jogo deste domingo apenas pelo jogo, acredito que até os flamenguistas concordam que o Vasco vive um momento melhor. O Flamengo não apresenta um bom futebol há tempos e venceu o Internacional num golpe de sorte, já que o adversário foi melhor o tempo todo. Tudo bem que o time voltou a mostrar a raça que a torcida sempre pede e que o goleiro Felipe foi um monstro (no bom sentido), mas seria isso o bastante?


O Vasco pode ser considerado um dos times do ano ao lado do Santos. Campeão da Copa do Brasil, viveu um drama com o AVC do técnico Ricardo Gomes e quando tinha tudo pra jogar a toalha no Brasileiro e na Sul-Americana, eis que a galera de São Januário deu uma aula de dedicação, raça, superação e brio. Deixaram de lado o papinho do “calendário apertado”, encararam as duas competições de frente e, apesar da eliminação na Sul-Americana, ainda podem ser campeões no Brasileirão.

Outro fator a se considerar para a nau vascaína no jogo de domingo são os desfalques de Juninho Pernambucano e Allan, que fazem mais falta que o Airton do lado rubro-negro. E mais, muito mais que isso: o Vasco vai ter que superar o único rival carioca que ainda não derrotou na temporada. O Flamengo venceu todos os adversários do Rio este ano. Porém, Ronaldinho Gaúcho passou em branco nos oito clássicos que disputou na temporada e terá no domingo a última chance de quebrar o jejum em 2011.

Além disso, o Vasco terá de ganhar seu terceiro clássico seguido, o que não acontece desde o Campeonato Brasileiro de 2005.

Mesmo que não erga mais nenhum troféu neste fim de ano, os vascaínos já estão realizados. Mas o sonho de todos eles é coroar esta temporada brilhante com uma vitória que tire o rival Flamengo da Libertadores. Pode até ser que a vitória não seja suficiente para o quinto título brasileiro, mas  tirar o adversário da competição continental seria um belo consolo no caso de um possível “vice de novo”, como diriam os flamenguistas.


Os ingredientes estão aí! A receita deste clássico, seja na circunstância que for, é sempre muito apimentada! Imagine agora, quando um título nacional e uma vaga para a Libertadores estarão em jogo...


Que vença o melhor! Que a paz reine no Engenhão e em todos os clássicos dessa última rodada! E que o futebol brasileiro tenha um domingo pra se lembrar por muito tempo! Ainda que sejam os clubes e não a seleção a nos proporcionar isso! Ainda que não tenhamos times com técnicas refinadas disputando o título! Ainda assim, em nome do nosso passado de glórias, títulos e craques, que seja um domingo pra entrar pra história!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Rosenberg: "houve precipitação em comemoração antecipada"

Rádio Paixão Clubística foi ao Museu do Futebol
Por Alessandro Lefevre

O Paixão Clubística estreia agora a sua rádio. "Sua" porque é sua mesmo leitor. Uma rádio feita pra você! Com entrevistas rápidas, ideais para quem não pode ouvir os longos programas e debates esportivos que rolam nas estações abertas.

O blog esteve no Fórum Aberto dos Torcedores, no Museu do Futebol, em São Paulo, e entrevistou diretores ligados ao marketing dos principais clubes paulistas.

Na série especial, começamos com Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente de marketing do Corinthians.

Ele falou sobre a possibilidade de ser vice na chapa da situação, de Mario Gobbi, para as eleições à presidência do Timão; sobre Ronaldo como presidente do Comitê Organizador Local da Copa de 2014; sobre os planos de ação de marketing para caso o Alvinegro levante a taça no domingo e muito mais.

E Rosenberg tem seu lado supersticioso também. Quando perguntado se deu azar soltar o grito de campeão antes da hora, ele assumiu que a Fiel poderia ter esperado um pouco mais. "Não deu azar, mas uma certa precipitação houve", disse.

Ouça tudo no podcast abaixo. São apenas dois minutinhos.



E aí, gostou?

Clássicos garantem emoção até o último milésimo do Brasileirão

Por Arthur Quezada

Podemos dizer que este ano não foi um dos melhores para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Escândalos, denúncias e muita desconfiança por parte da mídia, e da população, retrataram as mazelas e a insatisfação de muitos com da atual gestão de Ricardo Teixeira, presidente da entidade.

Mas neste Post falaremos sobre uma das poucas decisões acertadas, tomada pela CBF nos últimos tempos. No dia 14 de março de 2011, a entidade divulgou a tabela de jogos do Campeonato Brasileiro deste ano – revelando uma surpresa: as duas últimas rodadas do Brasileirão seriam recheadas de clássicos regionais.

Com a medida, a CBF esperava evitar escalações de equipes reservas por parte de clubes que não brigam mais pelo título. Em 2009, as derrotas de Corinthians e Grêmio para o campeão Flamengo causaram polêmica, já que os dois últimos adversários do Mengão não entraram em campo com força máxima. O Fla disputava o título daquele ano com Internacional e São Paulo. Situação parecida aconteceu em 2010, quando São Paulo e Palmeiras tiveram suas atuações contra o campeão Fluminense contestadas pelo Corinthians, que brigava pelo título.

No âmbito das ideias, a iniciativa foi fantástica. E como estamos no final do campeonato podemos constatar que a idéia realmente deu certo. Vamos aos fatos:

Corinthians e Palmeiras - Valendo o título nacional para os alvinegros e valendo o gostinho alviverde de impedir o rival de ser campeão.

Vasco e Flamengo – Além de influenciar diretamente na disputa do título pelo lado Cruzmaltino, vale também uma vaga na Libertadores de 2012 para o Mengão.

Coritiba e Atlético Paranaense – Este talvez um confronto épico, porque vale vaga na Liberta para o Coxa e do outro lado pode ser último suspiro do Furacão.

Cruzeiro e Atlético Mineiro – Rivalidade a flor da pele que vale a salvação da degola para a Raposa e vale o gostinho do Galo em rebaixar o rival.

Grêmio x Internacional - Jogo emocionante que vale vaga na Libertadores para o Colorado e vale ao Grêmio impedir que o rival gaúcho participe da competição sul-americana em 2012.

Fora outros clássicos que poderíamos citar aqui. Portanto uma coisa é certa, as famosas “entregadas” não estão acontecendo e nem irão acontecer este ano. Para quem gosta de um campeonato com decisões, esta é uma maneira inteligente de fazer com que um campeonato de pontos corridos tenha “finais” emocionantes. Como já dizia Jardel, ex-atacante do Grêmio e Seleção Brasileira, "Clássico é clássico e vice-versa..."

E será emocionante até o último sobro do árbitro no apito!

V de Vingança!


Por Leandro Chaves

Amigo internauta, você se lembra do dia 27 de novembro de 2005? Certamente quem é mineiro não esqueceu jamais dessa data. Se não chorou, sorriu, se não estava alegre, estava triste. Assim era a mescla de sentimentos em Minas Gerais, naquela tarde de domingo, quando ao empatar sem gols com o Vasco da Gama, o Atlético-MG foi rebaixado para Série-B do campeonato nacional pela primeira vez em sua história.

Enquanto a massa alvinegra aplaudia o Galo em um Mineirão lotado e ia ás lagrimas com a frustração final, a parte azul de Minas sorria e comemorava o descenso do maior rival.


Ironia do destino, seis anos e sete dias depois, o Atlético tem a chance de voltar a ter paz nas discussões futebolísticas contra o seu algoz e se vingar de todos os deboches na Toca da Raposa. Caso leve a melhor no clássico e, Ceará ou Atlético-PR vençam seus confrontos, o Galo mineiro será o responsável direto por colocar a maior mancha negra na história do azulado Cruzeiro: a Série B!

A queda mais rígida e impiedosa que podemos ter. Uma hipótese jamais levantada na cabeça de comentaristas e torcedores para um time que ao ser a sensação da primeira fase da Libertadores se enganou dentro de suas próprias limitações. Pagou caro por sonhar tão alto, não assimilou a eliminação inesperada nas oitavas de final para o Once Caldas, perdeu a motivação e se perdeu no ano.

Cometeu o erro de todo grande que conheceu a “Segundona” ao achar que poderia se levantar na hora que bem entendesse e não conseguiu. Saiu Cuca, saiu Joel, veio Mancini e o Cruzeiro continuou nocauteado no Brasileirão.

Resta apenas uma chance para a Raposa sair da toca e ir pra caça em 2012. Domingo, 4 de novembro de 2011: o dia em que o Galo pode cacarejar alto, não com a intenção de acordar ninguém, mas sim de colocar o sonolento Cruzeiro para dormir de vez!

Que venha a última rodada mais emocionante da história do Campeonato Brasileiro!
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