
Por Luiz Felipe Fogaça
Desde que essa pauta me foi atribuída, penso como abordar este tema. Já escrevi algumas vezes sobre Rogério, sempre para homenagear, seja por marcas, recordes, feitos, até mesmo pelo aniversário, que diga-se foi recentemente (parabéns, Rogério).
Agora o assunto é um pouco mais delicado, vou falar da aposentadoria daquele que considero o maior jogador de todos os tempos do São Paulo Futebol Clube.
Achar o goleiro-artilheiro capitão, o maior da história do Tricolor não é nenhum absurdo ou fanatismo. Garanto, a cada 10 pessoas, 9 têm a mesma opinião que eu, não tem como ir contra os fatos, afinal, o camisa 1 dedicou toda sua carreira ao clube do Morumbi, foi o jogador que mais vestiu o manto e conquistou inúmeros títulos.
Desde o dia em que faltei na aula aflito e ansioso pela coletiva de Rogério para avisar que ficaria no São Paulo e não iria para o Arsenal senti que Rogério não era qualquer um, mas não sonhava com o que estava por vir.
Justamente por toda sua história e identificação com o clube e a torcida, falar de sua aposentadoria é uma coisa muito difícil, que beira o limite racional que - em tese - um jornalista deve ter para escrever. O assunto parece ser proibido entre os torcedores, meus amigos que o digam, e realmente é impossível pensar na meta tricolor sem Rogério Ceni. No entanto, com 39 anos, está na hora do torcedor começar a se acostumar com a ideia. A verdade é que nem Ceni está pronto para essa hora. A luta contra uma nova cirurgia é a prova disso.
Parágrafos já se foram e nada objetivo foi escrito, para você ver como é realmente complicado tocar neste tema. Penso em cada palavra digitada neste texto e não consigo ir mais a fundo. Encarar o pendurar de luvas do maior ídolo que já tive na vida, do maior ídolo do SPFC, que dificilmente será substituído, é realmente uma tarefa árdua.
Peço desculpas aos leitores do Paixão, por tamanha divagação, mas não quero ser racional e muito menos endossar o coro dos que acham que Rogério tem que largar o osso e pensar em parar. Afinal, se depender de mim, ele fica pra sempre no gol do Tricolor.
Que você, Rogério Ceni, pare quando quiser, quando achar que não dá mais para honrar as cores que por tantos anos você defendeu com primor. Que você possa defendê-las pelo menos em mais uma Libertadores. Nesse dia, que você escolher, pode ter certeza que vou chorar como uma criança. Conter a emoção no texto já foi difícil, imagina no dia, não, não imagina não, não quero que este dia chegue. Se ele chegar, o seu lugar está guardado para sempre no coração e nas lembranças de cada são-paulino. Tenha certeza, de que você fez um excelente trabalho.
Rogério Ceni: “Eu adoro isto aqui, adoro este clube. Vou sentir muita falta o dia que eu tiver quer parar, o dia que tiver que encerrar. Sei que vai chegar o dia, mas até lá eu vou ser sempre o são-paulino mais apaixonado que já passou por aqui. Eu amo este clube”
Para sempre com você meu eterno capitão.

