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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Para sempre Rogério Ceni: O Mito Tricolor!


Por Luiz Felipe Fogaça

Desde que essa pauta me foi atribuída, penso como abordar este tema. Já escrevi algumas vezes sobre Rogério, sempre para homenagear, seja por marcas, recordes, feitos, até mesmo pelo aniversário, que diga-se foi recentemente (parabéns, Rogério). 

Agora o assunto é um pouco mais delicado, vou falar da aposentadoria daquele que considero o maior jogador de todos os tempos do São Paulo Futebol Clube.


Achar o goleiro-artilheiro capitão, o maior da história do Tricolor não é nenhum absurdo ou fanatismo. Garanto, a cada 10 pessoas, 9 têm a mesma opinião que eu, não tem como ir contra os fatos, afinal, o camisa 1 dedicou toda sua carreira ao clube do Morumbi, foi o jogador que mais vestiu o manto e conquistou inúmeros títulos.



Desde o dia em que faltei na aula aflito e ansioso pela coletiva de Rogério para avisar que ficaria no São Paulo e não iria para o Arsenal senti que Rogério não era qualquer um, mas não sonhava com o que estava por vir.

Justamente por toda sua história e identificação com o clube e a torcida, falar de sua aposentadoria é uma coisa muito difícil, que beira o limite racional que - em tese - um jornalista deve ter para escrever. O assunto parece ser proibido entre os torcedores, meus amigos que o digam, e realmente é impossível pensar na meta tricolor sem Rogério Ceni. No entanto, com 39 anos, está na hora do torcedor começar a se acostumar com a ideia. A verdade é que nem Ceni está pronto para essa hora. A luta contra uma nova cirurgia é a prova disso.



Parágrafos já se foram e nada objetivo foi escrito, para você ver como é realmente complicado tocar neste tema. Penso em cada palavra digitada neste texto e não consigo ir mais a fundo. Encarar o pendurar de luvas do maior ídolo que já tive na vida, do maior ídolo do SPFC, que dificilmente será substituído, é realmente uma tarefa árdua.

Peço desculpas aos leitores do Paixão, por tamanha divagação, mas não quero ser racional e muito menos endossar o coro dos que acham que Rogério tem que largar o osso e pensar em parar. Afinal, se depender de mim, ele fica pra sempre no gol do Tricolor.

Que você, Rogério Ceni, pare quando quiser, quando achar que não dá mais para honrar as cores que por tantos anos você defendeu com primor. Que você possa defendê-las pelo menos em mais uma Libertadores. Nesse dia, que você escolher, pode ter certeza que vou chorar como uma criança. Conter a emoção no texto já foi difícil, imagina no dia, não, não imagina não, não quero que este dia chegue. Se ele chegar, o seu lugar está guardado para sempre no coração e nas lembranças de cada são-paulino. Tenha certeza, de que você fez um excelente trabalho.


Rogério Ceni: “Eu adoro isto aqui, adoro este clube. Vou sentir muita falta o dia que eu tiver quer parar, o dia que tiver que encerrar. Sei que vai chegar o dia, mas até lá eu vou ser sempre o são-paulino mais apaixonado que já passou por aqui. Eu amo este clube”
Para sempre com você meu eterno capitão.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O despertar do Gigante

Por Lucas Bueno

Há anos, mais exatos oito, os tricolores paulistas não viam uma reformulação no plantel como essa de agora. Em 2004, Cuca chegou ao São Paulo, com o desafio de liderar o tricolor em uma Libertadores, depois de uma década fora do principal torneio das Américas, trazendo na bagagem quatro jogadores "seus", Fabão, Josué, Danilo e Grafite, que se destacaram no Campeonato Brasileiro pelo Goiás.

Hoje, a necessidade de transformação do elenco tricolor se deve muito mais por uma nova filosofia empregada do que pela qualidade dos seus jogadores. A turminha do leite com pêra, liderada por Dagoberto e Marlos, saiu sem deixar saudades. No total, oito já se despediram do Morumbi. Em contrapartida, chegaram seis. Porém, até a contratação de Jadson, cravava com toda a certeza, que o São Paulo seria o mesmo de 2011, incerto e sem força. As dispensas estavam melhores que as contratações.


O camisa 10 de qualidade chegou, a lacuna que existe no ataque, ao lado de Luis Fabiano, é quase certo que será preenchida por Nilmar. Aí meus amigos do Paixão, o gigante adormecido volta com a força do Soberano. E o treinador Emerson Leão terá diversas formações ofensivas para "brincar". 

Com o marcador lateral paraguaio, Píris, pela direita, Fabrício e Wellington protegendo a linha defensiva, Leão pode abdicar do sistema com três zagueiros, já que Rhodolfo é o dono da posição e o único confiável do setor. Os novos, Paulo Miranda e Edson Silva, ainda não transmitem confiança ao torcedor.

Assim, o São Paulo pode variar seu esquema tático jogando num 4-4-2 clássico, com dois meias de qualidade abertos, Lucas pela direita e Jádson pela esquerda, num 4-2-3-1 ou o meu preferido, 4-2-1-3. Três atacantes, Lucas - Luis Fabiano - Nilmar, com o camisa 10 centralizado atrás da linha ofensiva. Outra vantagem nessa temporada é ter, pela esquerda, um Cortez que faz a ultrapassagem, querendo jogo a todo momento.


O torcedor está esperançoso. Viu na estreia do Paulistão, um São Paulo que não estava familiarizado a acompanhar: tocando a bola, pressionando o adversário na maior parte do jogo e buscando sempre o gol. Se a reformulação de 2012 der certo como a de 2004, os são-paulinos terão muitos motivos para sorrir nos próximos anos.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Assim não pode, assim não dá!

Por Lucas Bueno

Nunca postei neste blog algum texto do São Paulo, meu time do coração, mas esperava ansiosamente este momento, desde a derrota tricolor para o rebaixado Atlético-PR, no dia 16 de novembro. A equipe do Morumbi não merecia a classificação para a Libertadores 2012. Na minha curta história de vida, pois nasci na década de 90, nunca vi os sãopaulinos tão desacreditados com a entidade SPFC como um todo.

Era uma vez um time, até então, bicampeão continental e mundial, que não contente em ser apenas uma equipe grande do futebol brasileiro, tomou as rédeas do esporte no país tornando-se pioneiro e principal referência em diversos aspectos pouco explorados na época. O centro de treinamento diferenciado, o Reffis (Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica) modelo mundial de medicina esportiva, ações de marketing eficazes e um projeto de contratações pontuais sem gastos de dinheiro. Todos esses aspectos somados transformaram o grande São Paulo, em Soberano, o Jason, como queiram chamar. Entre 2005 e 2008 foi campeão paulista, campeão continental e mundial, três vezes consecutivas campeão brasileiro. Mas... parece que essas conquistas estão distantes demais da atual realidade tricolor.

 Essa é a imagem que nos acostumaram a ver

Uma entidade que em 2011 viveu apenas da força do nome, como as poderosas famílias dos séculos passados, que insistem em fingir representar algo importante perante a sociedade, promovendo festas para o alto escalão, "comendo mortadela e arrotando peru". A equipe do Morumbi tentou esconder suas fragilidades com eventos glamurosos, tentando mostrar uma força que outrora era evidente. 

O centésimo gol do ídolo Rogério Ceni, a apresentação de Luís Fabiano e novamente com o ídolo arqueiro, o seu milésimo jogo com a camisa tricolor. Todos esses eventos realizados muito mais para inglês ver do que para os sãopaulinos se orgulharem. O time, em 2011, não empolgou ninguém! Além de jogadores mesquinhos que são valorizados muito mais pelo manto que vestem do que pelo que são.


Seu Juvenal Juvêncio, o que acontece com o nosso São Paulo? Onde estão aquelas contratações cirurgicas que o senhor fazia como diretor de futebol? Cadê aquela importante oposição que existia no setor político do tricolor? Será que o J.J acabou com todos? E seu presidente, que critica tanto o poder de Ricardo Teixeira, querendo o terceiro mandato seguido a frente da presidência? E os jogadores, o que acontecem com eles? Falta vontade? Nada dá certo ou é algo passageiro? Perguntas essas que todos nós sãopaulinos queremos urgentes respostas. É desagradável, incomodo, chegar ao final dos campeoanatos e não ver seu time lá brigando como antes. Os papos apaixonados de bares ficam sem graça. A vida por alguns momentos perde a alegria! Em 2012 tudo voltará ao normal. AMÉM!
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