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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Me poupe, seu (ex) juiz

Por Guilherme Reis

Sempre critiquei a "necessidade" de haver comentaristas de arbitragem nas transmissões de futebol pela TV.

É necessária a presença de um ex-árbitro para explicar o que caracteriza um impedimendo?

Faz alguma diferença um ex-juiz, que errou tanto ou mais que os atuais, dizer se o gol foi legal ou não?

Mal posso descrever a raiva que me dá quando o mais-chato-do-que-nunca Cléber Machado pergunta ao Arnaldo se, pelo fato da bola ter batido no jogador adversário após o passe, o jogador impedido fica em condição legal.

É irritante.

Como se não bastasse ouvir comentários óbvios de ex-jogadores, temos que ouvir inutilidades de ex-árbitros.

O pior não é nem isso. Me deixa ainda mais louco ouvir, no dia seguinte ao jogo, a exclamação de um torcedor-sem-cérebro qualquer:

Foi pênalti claro, o Arnaldo falou!

Precisa o Arnaldo falar?

Muitas vezes não concordo com a opinião dele. Várias vezes ele parece concordar com uma marcação só para não "fritar" o juiz da partida.

E que fique claro: não tenho nada contra o Arnaldo. É que ele é o símbolo dessa profissão que acho completamente desnecessária.

Posso estar delirando, mas não duvido que os juizes de hoje entrem em campo pensando em fazer bonito para não sofrer críticas dos comentaristas e da opinião pública.

Está rolando até um especial no GloboEsporte.com sobre os erros de arbitragem.

Assim não dá.

Árbitros erram, fazer o quê?

Vamos crucificar todos eles?

Time que é bom ganha mesmo com erros da arbitragem.

E, se querem melhorar o nível desses profissionais, isso não se dará elevando-os ao patamar de protagonistas.

Arbitragem não precisa de comentarista especial.

Vamos tirar os árbitros do foco! Talvez assim eles passem a errar menos.

A semelhança entre Santos e Palmeiras


Por Tuca Veiga

Eu até imagino o que você deve estar pensando: “Como é possível encontrar algo parecido entre um time campeão da Libertadores e outro envolto em crises?”. Então relaxa um pouquinho que já já você vai compreender do que estou falando.

O Santos fez por merecer o momento que vive. Em dois anos, abocanhou dois títulos estaduais, uma Copa do Brasil e a tão cobiçada terceira estrela da Libertadores. Outra conquista e tanto para o alvinegro da baixada foi segurar os ídolos Ganso e Neymar.

No Brasileirão – como desejou fazer Renato Gaúcho quando reinava nas Laranjeiras – o Santos brincou no Brasileirão. Jogou quando e como quis. E mesmo sem lutar por nada, sempre atraiu o olhar de todos os amantes do futebol arte, que aproveitam enquanto é tempo as peripécias da grande jóia do futebol canarinho.

O Santos desfilou o seu futebol pelos campos nacionais. Alegria, ousadia (como gosta o Ney), paz e tranqüilidade. Correto? Maomé. Não é possível que algum santista coloque a cabeça no travesseiro e durma tranqüilo tendo o Barcelona pela frente. Afinal, a pergunta que muitos – principalmente Mourinho – tentam responder: Como parar Lionel Messi? Dureza, né?!

“Legal, legal. E o Palmeiras?”. Calma, já já eu chego lá. Com seis jogos para o final do Brasileirão, o Peixe procura acertar os ponteiros para chegar tinindo no Japão. Só pensam nisso. Entram em campo sabendo que apenas uma partida realmente vale neste ano: Santos x Barcelona. Que jogo.

Jáááá o Palmeiras, amigo do Paixão, vive uma draga daquelas. Apostou nos ídolos Felipão, Valdívia e Kleber Gladiador. Começaram o ano bem e até fizeram o torcedor sonhar. O pesadelo começou mesmo no Couto Pereira. A sova em Curitiba deixou marcas. Marcas que se tornaram cicatrizes com a eliminação no Paulistão para o arquirrival.

Valdívia ora sim, ora também no DM, Gladiador chamado de traíra, Felipão questionado, diretoria omissa e o pavio da torcida, curto por natureza, obviamante acabou. Crise no Palestra. Até aí nenhuma novidade. O que o torcedor do Palmeiras não percebeu, ou finge que ainda não sacou, é que ainda é possível salvar o ano.

E é aí que está a semelhança entre Palmeiras e Santos. Tanto o time da baixada quanto os palestrinos entram em campo com a cabeça única e exclusivamente voltada para um duelo. No caso do Peixe, o confronto com o Barcelona. No do Palmeiras, a derradeira partida do nacional, contra o Corinthians. Para a nação alviverde, colocar água no chopp da Fiel valeria como um título e tanto. Isso se o Verdão não chegar lá precisando fugir da degola, o que, francamente, não acredito que possa acontecer.   

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Esporte da Mente e o Prêmio de R$15 milhões



Por Mateus Lessa

Caros leitores apaixonados, enquanto o Brasileirão faz uma pausa no meio de semana e o jogo da seleção do Mano contra o Gabão (quem???) não empolga ninguém, os olhos voltam-se para Las Vegas, onde acontece hoje a Mesa Final do Main Event da World Series of Poker 2011. E pela primeira vez teremos uma transmissão ao vivo (NA ESPN, A PARTIR DA MEIA-NOITE DE HOJE), mão a mão, com os jogadores que lutarão pelo tão sonhado bracelete, mais a bagatela de 8 milhões de dólares. A mesa foi iniciada com nove jogadores, e jogada no domingo até restarem apenas os três guerreiros que lá estarão daqui algumas horas.





Nos últimos anos, após o surgimento dos sites com salas online, o pôquer se tornou uma verdadeira febre mundial, com milhões de jogadores no mundo todo. E, como na maioria dos esportes, o Brasil já surge como potência, liderado por André Akkari, que na edição deste ano trouxe o segundo bracelete da história para o País, ao vencer o Evento #43 (U$1.500,00 de entrada), superando 2.856 jogadores. Na técnica, na habilidade. Não na sorte, como dizem por aí. Outros nomes como Alê Gomes (primeiro a conquistar o bracelete), Thiago Decano e Felipe Mojave são outros com destaque internacional.



Enquadrado e regulamentado como esporte da mente, juntamente com gamão e xadrez, entre outros, a modalidade Texas Holdem já tem até Confederação no Brasil. É a CBTH (Confederação Brasileira de Texas Holdem), presidida por Igor Federal, e que segue a passos largos trabalhando para a evolução e para o reconhecimento do pôquer e de seus profissionais.



Hoje, temos uma infinidade de livros sobre o assunto, já que para crescer é necessário estudo, além da disciplina e da paciência- recomendo para os iniciantes o livro "Aprendendo a Jogar Pôquer", do carioca Leo Bello. Além disso, revistas mensais como a CardPlayer e a Flop trazem colunas dos profissionais e o acompanhamento dos grandes torneios que acontecem mundo afora pelo circuito. Fora do âmbito profissional, muitos amigos se reúnem em casa para o chamado Home Game, com valor simbólico e boas cervejas e risadas...




Voltando ao nosso assunto inicial, o evento de hoje à noite deve alavancar uma audiência recorde no mundo para a modalidade. Pela primeira vez, as cartas dos jogadores serão mostradas ao vivo e, para isso, uma grande estrutura foi montada no Cassino Rio, em Las Vegas. Os três jogadores que restam irão lutar por quanto tempo for preciso pelo prêmio maior: OITO MILHÕES DE DÓLARES. Os já milionários (O terceiro leva pouco mais de 4 milhas, e o segundo quase 5...) são eles:



-Pius Heinz (Alemanha), que é o líder do torneio, iniciado em julho com mais de 6 mil jogadores que pagaram 10 mil cada um para a entrada, e tem 107.800.000 em fichas.


-Ben Lamb (Estados Unidos), eleito jogador do ano da WSOP após vencer em diversas modalidades e alcançar várias mesas finais, e tem 55.400.000 em fichas.


-Martin Statzko (República Tcheca), que chega como zebra por não ter um grande aprofundamento técnico, mas está vivo com 42.700.000 em fichas.


Noite imperdível para quem gosta e para quem tem interesse no assunto que está bombando!!








De vigaristas eu já estou farto



Por Felipe Pugliese

Sou daqueles que tentam ao máximo não reclamar de arbitragem. Acho injusto. Trabalhei na Federação Paulista de Futebol por dois anos e tive contato direto com grandes nomes do apito. Aprendi que são poucos (para não dizer nenhum) os que vão para campo mal intencionados. Por mais que eu tente explicar, não tem jeito, a culpa é sempre do juiz (eles não suportam seres chamados assim). No entanto, dignos leitores, o comportamento da arbitragem tem justificado as ofensas e palavrões nesta reta final de Brasileirão.

Está mais do que evidente que o título será decidido no detalhe, e é aí que mora o meu medo. Um campeonato como este não pode ser definido por um erro do apito. Não pode (!). Nesta reta final a CBF tem que fazer “lavagem cerebral” em seus homens de preto. Nada por dar errado. Enfatizo o NADA.

Erros como nos jogos de Corinthians e Vasco na última rodada são inaceitáveis, dignos de profissionais sem preparação técnica e psicológica.

Nelson Rodrigues dizia que todo juiz devia ser tratado como um canalha, ou até mesmo como um vigarista. Mesmo eu não concordando, sempre dou o braço a torcer ao mestre da crônica esportiva.

De vigaristas eu já estou farto.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bipolarização: Messi x Cristiano Ronaldo

Por Lucas Bueno

Há duas temporadas, Messi e Cristiano Ronaldo disputam gol a gol a artilharia dos campeonatos. A vocação que os dois melhores jogadores do mundo têm de balançar as redes adversárias causa inveja a qualquer camisa 9 nato.

A cada jogo esperamos o hermano e o gajo balançarem as redes, e quase nunca nos desapontam. Somam tentos de 3 em 3, 2 em 2, quando raro marcam apenas um gol, causando certo estranhamento para os torcedores.


Nessa semana, Messi marcou seu gol de número 200 pelo Barça, hoje com 203 e Cristiano Ronaldo seu centésimo pelo Real, hoje com 103 gols em 106 jogos. Que números são esses?! Algo de outro mundo, ou melhor, do planeta bola onde os dois maiores times espanhóis habitam, sem dar espaço para mais ninguém. E lendo a biografia de Garrincha, escrita por Ruy Castro, "Estrela Solitária" percebo que Pelé coloca as marcas somadas de Messi e CR7 no bolso. 1282 gols em 1367 jogos, impressionante média de 0,93 gols por partida em toda a carreira.

"Nos quatro anos entre as duas Copas (1958 e 1962), ele se tornara um fenômeno. Com Pelé, o Santos fora campeão paulista em 1958, 1960 e 1961, do torneio Rio-São Paulo em 1959 e da taça Brasil em 1961. Pelé fora o artilheiro de quase todas as competições que disputara e, no campeonato paulista de 1958, firmara um recorde de artilharia para todos os tempos: 58 gols. Ninguém ainda se preocupara em contar o total de seus gols, mas já marcara quase quinhentos.".


Deixando de lado análises saudosistas e pós-modernas do futebol, é inegável o talento que Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo possuem de aliar rara habilidade com "instinto matador". Caros leitores do Paixão Clubística até onde os goleadores de Barça e Real podem chegar? Ultrapassarão Pelé na história? Ou algum Neymar, despontará tomando conta do pedaço?

O ano pode terminar em tragédia para o palmeirense


Símbolo palmeirense na Série B, Hulk pode voltar em 2012?
Por Alessandro Lefevre

Pra falar o Português bem claro e resumir a situação do Palmeiras: os jogadores que entraram em campo no último domingo (6/11) estão pouco se lixando se o time vai cair ou não.

Por isso, a chance de rebaixamento é real.

Não se trata de derrubar o Felipão. Não é isso.

É o descaso com a instituição Palmeiras. Jogadores fracos técnica e emocionalmente.

Luiz Felipe Scolari é apenas um dos problemas do Palmeiras.

Temos ainda o Caso Kleber-Flamengo, o Caso Kleber-Concentração, o Caso Valdivia-Chile, o Caso João Victor-Torcedor, o Caso Kleber-Frizzo, o Caso Felipão-São Paulo, o Caso...

Sabemos que Felipão sempre foi um exímio incentivador de elencos. 

O problema mais sério de Felipão é escalar, em casa, diante do décimo colocado, um time com cinco volantes. 

Na última partida, Felipão ficou abaixo da crítica.

Você que entende um pouco de futebol (só um pouquinho) deve saber que um lateral de ofício, no caso o Gerley, vai melhor na posição do que um volante péssimo improvisado.

Deve saber também que um meia, no caso Patrick ou o lixinho do Pedro Carmona, por piores que sejam, vão criar uma (só uma mísera) jogada de gol. Diferentemente de todos os outros volantes. Aliás, como são limitados!

Como disse há um mês, ou sai o Felipão ou saem os jogadores.

Se continuar do jeito que está, o ano pode terminar em tragédia para o palmeirense.

Felipão não vai sair. Então precisa/deve agora mostrar ao que veio e fazer valer seu salário.

Esses caras que entraram em campo contra o Coritiba vão perder pro Grêmio no Olímpico.

O Palmeiras precisa de uma mudança drástica de atitude/postura. Precisa atuar ofensivamente.
Precisa vencer. Empates não servem mais. Felipão precisa mexer nas peças e no time.

Felipão, você não quer manchar a sua história. Um ano na Série B significa um ano de gozação. Isso se o time voltar.

César Sampaio precisa mostrar o valor da camisa Alviverde para esse elenco!

E que San Gennaro esteja com os palestrinos.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

É o camisa 10 da Seleção ...



Por Luiz Felipe Fogaça

Enquanto todos os olhares estarão voltados para o confronto entre o Vasco e um dos 23 melhores do mundo, quiçá um dos 3, Neymar. Um fato de muito interesse dos brasileiros entra como coadjuvante no duelo: a reestreia de Ganso, o possível camisa 10 da Copa no Brasil... Será?

Assim como seu companheiro de Santos, Ganso teve ascensão meteórica e se firmou rapidamente como um dos melhores do país. Aclamado como um camisa 10 clássico, que há tempos não aparecia no Brasil, encantou a todos com seu estilo de jogo, sobretudo passes para gols e chute de fora da área.

O problema de Ganso são as contusões. Em pouco tempo de carreira, o jogador já passou por duas cirurgias (uma em cada joelho), além de duas contusões musculares. A constante presença do jogador no Departamento médico, já faz alguns duvidarem do potencial do jogador.

Resta esperar e torcer!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

É folclórico, é alegre...sabe viver



Por Felipe Pugliese

Que Gilberto Gil me perdoe, mas o Rio de Janeiro nunca deixou de ser lindo. Já do futebol carioca não posso dizer o mesmo...os rebaixamento de Botafogo, Fluminense e Vasco não me deixam mentir. Porém, caro leitor, parece ter sido apenas um rio que passou pela vida dos folclóricos torcedores. Hoje a realidade anima, encanta e faz sonhar.

Os quatro cariocas na Libertadores da América, há pouco tempo, parecia uma utopia, uma grandessíssima utopia! Todos o anos uma coisa era certa: pelo menos um clube do Rio de Janeiro brigaria para não cair. Hoje a realidade é o topo da tabela. O que está acontecendo em 2011 é um mero acaso? Não.

O fato é que pessoas competentes, que colocam a instituição acima de seus interesses pessoais, estão na direção dos clubes. Patrícia Amorim é corajosa e luta pelo Mengão como se fosse por um filho. No Vasco Roberto Dinamite é símbolo, é amor e ídolo. Nem o mais louco dos loucos gostaria de manchar essa imagem. Já o Fluminense conta com uma ajudinha ($) da Unimed que faz a diferença. No Botafogo parece que o pensamento pequeno foi embora, mas ainda falta um título. Logo logo ele chega.

O futebol, ou melhor, o torcedor carioca merece isso. É sem dúvida o que mais se diverte com o esporte. É folclórico, é alegre...sabe viver.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sampaio espera contato de Tirone para acertar com o Palmeiras

Sampaio venceu os Paulistas e os Brasileiros de 93 e 94
Por Alessandro Lefevre

Ex-volante e capitão da maior conquista da história do Palmeiras (a Libertadores de 99), César Sampaio espera apenas o contato do presidente Arnaldo Tirone para acertar como Gestor do Departamento de Futebol alviverde. Ele foi procurado na noite da última segunda-feira (31/10) pelo técnico Luiz Felipe Scolari e espera um telefonema do mandatário palmeirense para se tornar dirigente do clube. Sampaio vai ajudar na negociação com jogadores para o ano que vem e será o elo entre elenco, Felipão e direção. Ou seja, Sampaio é o bombeiro da vez no Palestra Itália.

O Paixão Clubística fez uma entrevista bastante inusitada com o ex-jogador. Morador do bairro de Perdizes, pertinho da sede do Palmeiras, Sampaio atendeu com exclusividade à reportagem depois de arrancar dois dentes do siso. E as perguntas foram feitas todas pelo interfone. 

"Eu tô no mercado. Eu me preparei pra isso. Estudei na [Universidade] São Marcos, na [Faculdade] Trevisan, fui comentarista de rádio. Também já trabalhei no Rio Claro, no Figueirense, no Guaratinguetá e no Pelotas (RS). Acho que agora é a hora de assumir a responsabilidade em um time grande", contou.

Sampaio, que se diz palmeirense, já fala como novo contratado. "Trabalhar no curto prazo é complicado. Acho quase impossível levar um título já no ano que vem. Se a gente aprender com os erros deste ano, fizer um bom Paulistão e tiver um planejamento coerente com a grandeza do Palmeiras, dá pra beliscar uma Copa do Brasil e fazer um Brasileirão melhor do que o deste ano".

Apesar de nunca ter atuado como dirigente em clube grande, o ex-volante disse que já foi procurado por São Paulo, em 2005, e por Palmeiras, há dois anos. "O São Paulo me chamou pra tocar o projeto do CT de Cotia, com os garotos da base. Mas naquela época eu ainda não estava totalmente preparado. Já o Palmeiras me ofereceu um contrato quando eu era dirigente do Rio Claro. O [Gilberto] Cipullo [ex-vice-presidente de futebol] conversou comigo em 2009 pra assumir um papel no clube. Mas a multa rescisória era alta no Rio Claro e eu decidi ficar", contou.

O ex-capitão ainda não revelou valores. "Você sabe como é o Felipão. Foi um contato rápido. Agora eu tô esperando o Tirone me ligar. Mas o Felipão me disse que está esperançoso e que fica até o fim do contrato, que é em dezembro de 2012". Sampaio é da confiança de Scolari. Os dois estavam no último título de grande expressão do Verdão no cenário internacional: justamente a Libertadores de 99.

Quando questionado sobre a resistência de conselheiros ao seu nome para o cargo, já que Sampaio indicou em 2008 a contratação de Jorge Preá, jogador que entrou para o folclore do Palmeiras, o ex-volante se esquivou. "Eu indiquei o atacante que era artilheiro da Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho. Ele fez um contrato de risco, mas marcou um gol importante pelo Palmeiras contra a Portuguesa, no Paulistão, no fim do jogo, e conseguiu a renovação. Foi o Toninho Cecílio, inclusive, que fez o contrato. O problema é que ele não foi tão utilizado depois", desabafou. Preá foi campeão Paulista em 2008 com o Palmeiras e Toninho Cecílio era o gerente do departamento de futebol.

Quem deve perder espaço com a chegada de Sampaio é outro ex-jogador que foi importante na conquista da Libertadores em 99. Galeano, atual gerente de futebol, deve perder importância na comissão técnica.

Veja o gol de Preá em 2008 diante da Lusa: 

O Que esperar do Horizonte?



Por Mateus Lessa

Caros apaixonados, é chegada a hora que todos esperávamos. A longa caminhada de 38 passos que se iniciou lááá em maio finalmente está perto do fim. Agora, para cada torcedor, uma perspectiva diferente. O horizonte é logo ali. Mas o que esperar? Onde estaremos em 2012? Quem fica no time? Quem sai?

* Na parte de cima da tabela, o Corinthians, de Mr. Sanchez, mais uma vez chega à reta final mirando o título. Com chance atual de 48% de levar o caneco, Tite une a equipe e deixa Adriano e a diretoria pensando já em 2012, em que deve exercer papel melhor do que a Toliminação deste ano. Tevez vem aí? Por enquanto, o nome é Vítor Junior, praticamente acertado.

* O Vasco, com elenco, diretoria, comissão técnica e torcida em plena harmonia, busca repetir o feito do Cruzeiro e conquistar o Brasil duas vezes no mesmo ano. A tabela não é nada fácil, mas a essa altura, que tabela é ? Enquanto isso, já com Passaporte garantido para buscar a América em 2012, o clube deve apostar na manutenção da base. Bernardo deve ser contratado em definitivo e 2 ou 3 nomes devem chegar.

* Os clássicos serão o termômetro da reta final. Bota, Flu e Fla, com distância rigorosa de 3 pontos entre si, fecham o G-5 e ainda lutam pelo título. O Fla aposta em R10 e na força de Luxa e seu"Pôjeto 2012"; O Fogão confia em Loco Abreu e na força de seu meio-campo organizado por Renato; O Tricolor das Laranjeiras joga todas as fichas em Fred e Sóbis, artilharia pesada que desandou a fazer gols nas últimas rodadas. Podendo fazer história ao colocar os quatro grandes numa edição de Libertadores, o Rio vai parar pra assistir a essa reta final, e aí sim poder pensar em 2012.

* No sul, horizontes diferentes. A parte vermelha ainda busca luz. Dorival Junior garante que a equipe lutará até o fim para estar mais uma vez na briga pela América (desde 2006 joga todos os anos). A diretoria trabalha para manter o forte elenco e já se reforça com Dagoberto a partir de abril. Já o lado azul parece conformado após a bela virada e a vingança sobre Ronaldinho. Com pontos insuficientes para se considerar no páreo pelo G-5, se esforça para manter Douglas para a disputa da Copa do Brasil.

* O torcedor são-paulino encontra-se perdido como há muito não se via. Acostumado a planejamento, títulos e Libertadores, vê agora continuísmo no Poder, contratações equivocadas, trocas de técnicos e mau futebol. Parece não confiar no elenco na disputa final por uma vaga no G-5, tampouco em JJ & Cia. que contratou Leão por sete jogos e avisou que se não der certo vai mudar boa parte do time. Incógnita total pelos lados do Morumbi. Alento grande é espiar o muro do vizinho e ver a situação no Palmeiras. Racha total. Diretoria que não se entende, craque e ex-capitão do time afastado e prestes a ser negociado, jogador apanhando da torcida, estádio em obras, novo capitão do time envolvido em escândalo. Décimo terceiro lugar na tabela. Resta ao Verde tentar voltar a ser Verdão e planejar com perícia 2012. Mas um novo bom e barato já foi sinalizado...

* O Figueira merece muitos elogios. Com uma diretoria competente e um bom elenco sob o comando de Jorginho, a equipe nada em meio aos tubarões, mas já está muito satisfeita com a Sul-Americana. Resta lutar com unhas e dentes contra um grande desmanche já que jogadores como Juninho, Júlio César e Wellington Nem já foram sondados por clubes grandes para o ano que vem. O rival Avaí batalha sob a batuta de Lincoln, mas deve mesmo estar na Série B na próxima edição. É hora de renovar!

* No PR, enquanto o Coxa tenta resgatar o futebol do semestre passado para o ano que vem e já planeja a Copa do Brasil e o Paranaense, o Atlético luta contra a matemática e aposta em Guerron e Paulo Baier, o artilheiro dos pontos corridos, pra escapar da Degola. A força da torcida na Arena pode fazer a diferença.

* Nas Minas Gerais, o Horizonte Negro que ninguém quer ver se aproxima e o Circo pega fogo. Com o Coelho já abduzido pelo Buraco Negro há tempos, Tudo leva a crer que o Jogaço da última rodada será entre Cruzeiro e Galo. Uma queda para a Série B seria catastrófica para qualquer um dos 2, ainda mais podendo ter sofrido a derrota derradeira para o arqui-inimigo. O Galo investiu milhões e tenta encaixar as peças através do Mestre Cuca para escapar e lutar por títulos ano que vem. O Cruzeiro tenta juntar os cacos após a desistência anunciada dos irmãos Perrela, que venderam a alma e o time inteiro "já que iriam sair do poder". O esquema atual, de Vágner Mancini, é Montillo + 10. E vai ser difícil segurar o craque argentino pro ano que vem...

* No Nordeste, muito axé, orações e promessas para os Santos. Vale tudo para tentar manter-se na elite do Brasileirão. Teremos jogos disputadíssimos e muita entrega e suor nas últimas rodadas.

* O único representante do Centro-Oeste se vangloria da campanha e da vaga na Sul-Americana, mas vive o momento de ostracismo na tabela, apesar do bom futebol mostrado na vitória sobre o SPFC por 3 a 0. O Dragão deve perder os principais jogadores para equipes maiores e remontar o time para o próximo ano.

* Em Santos, todo foco no Mundial de Clubes. Um olho no adversário da tabela aqui e o outro no jogo do Barça pelo espanhol, pela Champions, em Messi, Villa e Cia. Despedida do brasileirão em grande estilo, com direito a 4 gols de NeyMonstro (merece o Top 3 na Bola de Ouro!!) e agora descanso, a começar pela partida contra o...Vasco. Centenário chegando, e o Peixe sonhando em conquistar o mundo novamente, quase 50 anos depois. Emoções à vista!
Sim, amigos, o horizonte é logo ali. E você, o que está esperando do seu time?
Abraços!
(co-autoria do texto: Luiz Felipe Fogaça, vulgo Bolão)
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