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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pau que nasce torto se endireita?


Não é a primeira vez que o Paixão toca no assunto Jobson e, provavelmente, não será a última. O atleta foi suspenso mais uma vez por doping – desta, pela corte arbitral – e ficará seis meses fora de atividade.
A suspensão passou um pano na decisão do Bahia de dispensar o jogador, que vinha sendo o principal nome da equipe no campeonato. A queda de produção do tricolor baiano foi imediata, refletindo inclusive na demissão de Renê Simões, ex-treinador do clube. Vale lembrar que a decisão do time baiano foi tomada após uma votação envolvendo todo o elenco, que já estava farto de ver Jobson chegando atrasado e alcoolizado na concentração.
Jobson é um jogador talentoso, forte fisicamente e com a frieza inerente aos artilheiros. Não treme quando está na cara do gol. Se fosse um cara comprometido e percebesse que o bonde está passando, Jobson poderia ser destaque em tudo quanto é time do Brasil.
O Botafogo – clube que tem o passe do atacante – sabe muito bem disso. Suspenso por seis meses, Jobson receberá a última chance, a última mão estendida do alvinegro. O jogador escutará, em reunião que deve acontecer nesses dias, uma proposta de tratamento para que consiga se reabilitar. Agora resta saber de Jobson o que ele quer da vida e do futebol.
OUTRO LADO DA MOEDA
Outrora Animal, Edmundo recebeu, enfim, a notícia que tanto esperava: o ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, concluiu que o caso do acidente sofrido pelo atleta, em 1995, e que resultou em três mortes, já prescreveu. O que acho justo, embora saiba – como o próprio jogador sabe – que a dor da família das vítimas jamais passará, e não passaria com ele atrás das grades.
Edmundo é uma prova de que o ser humano evolui, amadurece. Hoje ele está longe de ser aquele jogador intempestivo, de declarações fortes, jogadas violentas e atitudes típicas dos atletas ‘bad boys’, que sempre vão existir.
O ex-atacante está de parabéns, pois é um cara que se não tivesse sido salvo pelo futebol certamente teria caído no mundo do crime. Mas não caiu, não sucumbiu e, hoje, pode (e deve) servir de exemplo para Jobson.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Dia de Brasil e Argentina


Normalmente, acordar em um dia de clássico, tal qual Brasil e Argentina, é diferente, você já acorda ansioso, a espera do jogo. Hoje, entretanto, não existiu esse sentimento, nem parece dia de Brasil e Argentina.

Se a mística diz que até no par ou ímpar existe rivalidade entre Brasil e Argentina, os dois confrontos que reeditam o formato da antiga Copa Roca não chamam a atenção, pelo menos não a de amigos em mesas de bares, que continuam discutindo o Brasileirão.

A começar pelo fato de que o jogo hoje não opõe a primeira e a segunda força do continente, e sim a segunda e a terceira, já que o Uruguai passou ambas as seleções, no sempre contestado ranking da FIFA.

Não bastasse a queda de produção, evidente nos últimos anos, as esquadras nacionais só poderão contar com atletas que disputam seus campeonatos nacionais. Pelo lado do Brasil não há muito a que se lamentar, já que o Brasileirão tem aumentado seu nível técnico e jogadores como Neymar, Damião e Ronaldinho Gaúcho desfilarão com a amarelinha. Já pelo lado dos argentinos, a situação é outra, com um campeonato que não agrada nem aos próprios hermanos, parece difícil reunir jogadores para montar uma seleção.

Se o jogo não empolga, pelo menos fora das quatro linhas, tomará que em campo os jogadores honrem as camisas que vestem e protagonizem um grande espetáculo, sempre com os nervos à flor da pele e muita briga, como tudo que envolve Brasil e Argentina.

Desconfianças pra lá, ainda é dia de Brasil x Argentina e toda torcida vale. Quem sabe até 2018 (a Conmebol divulgou que pelos próximos sete anos acontecerão esses amistosos envolvendo as seleções) não nos acostumamos com a ideia. VAMO, BRASIL!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Está na Hora! O Torneio Mais Charmoso do Mundo vai Começar...

Amigos, chegou a hora. Nós, amantes do futebol, sempre aguardamos por esse momento. O início da fase de grupos da Euro Champions League. Hora de tentar conciliar aula, trabalho, trânsito pra estar na frente da TV às 15h45 pra assistir aos grandes jogos que estão por vir. De brinde, iniciamos hoje com um Barça e Milan em que 11 títulos de Champions estarão em jogo. Simplesmente imperdível o duelo! Mas vale lembrar que os outros adversários de grupo H para essas equipes não devem nem fazer cócegas (BATE e Victoria Plzen).

Da Morte- Este ano, algumas equipes que não participavam do torneio há muitos anos voltam à tona, como por exemplo o Napoli, que viveu dias de glória com Maradona e Careca e volta agora com um ataque sul-americano perigosíssimo, comandado pelo argentino Lavezzi e pelo uruguaio Cavani. Ao lado do Bayern Munchen de Robben e Ribery, do Manchester City de Aguero, Nasri e Tevez, e do Submarino Amarelo Villarreal do brasileiro Nilmar, temos no grupo A o chamado Grupo da Morte, em que todos os jogos merecem ser acompanhados.

Barbadas- A Inter de Milão se deu bem no sorteio e não deve ter problemas com Lille, Trabzonspor e CSKA Moscou. O ainda poderoso ataque, mesmo sem Eto´o, formado por Zarate e Forlan, deverá fazer muitos gols e confirmar a classificação em primeiro lugar. A segunda vaga deste grupo B está em aberto. Outra barbada está no Grupo C em que o Man Utd e o Benfica devem classificar-se e deixar Basel e Otelul Galati (QUEM??) lutando pela vaga na Liga Europa.

Velhos Conhecidos- Mais uma vez, o Real Madrid terá pela frente o Lyon. O jogo já virou um verdadeiro clássico dos últimos anos da Champions. Após apanhar seguidas vezes, em casa e fora, no ano passado os Merengues espantaram o tabu e eliminaram o Lyon antes de cair para o Barça naquela semifinal memorável. Se o Ajax não incomodar, as duas equipes devem passar à próxima fase.

Equilíbrio- No grupo E, Bayer Leverkusen, outra equipe que volta à Champions depois de anos, Valencia e Chelsea devem lutar até a última rodada pelas duas vagas na próxima fase. Problema do Genk, da Bélgica, que deve ficar de saco de pancadas nessa história. Outro grupo com muito equilíbrio e de difícil prognóstico é o F, em que o Arsenal, tentando juntar os cacos, Borussia Dortmund, embaladíssimo após o título alemão e Olympique Marselha devem lutar até o fim, com o grego Olympiacos correndo por fora, já que deve roubar pontos dos outros jogando em casa.

Estranho- O sorteio nos trouxe um grupo bem estranho, o G, em que o Porto de Hulk desponta como favorito ao enfrentar Shaktar Donetsk, Zenit e Apoel. Promessa de muitos brasileiros em campo, e de muita luta por essa outra vaga.

Craques- Robben, Cavani, Nilmar, Nasri, Aguero, Forlan, Sneijder, De Gea, Rooney, Cristiano Ronaldo, Lisandro, Drogba, Lucas Barrios, Van Persie, Hulk, Douglas Costa, Messi, Fabregas, Ibrahimovic e Robinho. Esses devem brilhar desde hoje até o ano que vem!

Estaremos juntos acompanhando as surpresas e emoções que estão por vir. É hora de preparar a cerveja verde e (não) cansar de ouvir o hino da Champions League. Boas emoções.

Um abraço!

Um nome, por favor


Desde que o estádio do Corinthians deixou de ser uma possibilidade lunática, a discussão a respeito do nome da arena tem sido pauta nos botequins – pelo menos para os corinthianos.

Nada de Itaquerão ou Filezão, por favor. Refiro-me ao nome oficial.

Uns defendem a ideia de que o estádio deveria chamar-se Luis Inácio Lula da Silva, talvez o corinthiano mais ilustre. Mas esta opção foi prontamente descartada pela diretoria alvinegra, afinal nem todo torcedor do Timão simpatiza com o ex-presidente.

Outros acham justo que a arena receba o nome de Andrés Sanchez, que, convenhamos, é o grande responsável por tirar o tão sonhado estádio do papel.

Porém, contudo, entretanto, o que importa para o Corinthians, desde que Dualib fez o favor de vazar, é arrecadar dinheiro. Sendo assim, o mais provável é que o clube venda para alguma empresa o direito sobre o nome do estádio.

É o tal do naming rights.

Exemplos bem sucedidos desse tipo de negócio são os estádios do Arsenal e do Bayern de Munique, chamados de Emirates Stadium e Allianz Arena.

Emirates, a companhia aérea. Allianz, a empresa de seguros.

Segundo o dono do marketing alvinegro, Luís Paulo Rosenberg, a ideia é arrecadar cerca de R$ 700 milhões vendendo o nome do estádio para alguma empresa – o contrato deve ter validade entre dez e 20 anos.

Rosenberg acredita que, pelo fato de ser um estádio novo, não haverá problema para o nome cair na boca dos torcedores – o que, afinal de contas, é o que interessa.

Até aí, tudo bem. Grana em caixa que bancaria quase 100% do valor do estádio, orçado em R$ 820 milhões.

Mas, sejamos sinceros, quem vai ficar feliz com um estádio que chame, sei lá, Nestlé Arena? Ou, quem sabe, Jontex Arena? Já pensou uma Avanço Arena?

Sou contra.

Quer ganhar dinheiro? Então lote os arredores do estádio com publicidade.

Mas não sacrifique o nome. Nome é coisa séria, é a identidade. E isso não se vende!

Assim como meu pai, defendo o nome Roberto Rivelino.

ESTÁDIO ROBERTO RIVELINO

Sem mais.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sem limic para o apetic de Djoko

O sérvio Novak Djokovic está voando baixo nas quadras de tênis. Isso mesmo, nas quadras. Em tudo quanto é piso. Afinal, para o Joker, não tem tempo ruim. Seja no saibro, na grama, chão, carpete, ou até mesmo na lua, o homem está com a bola toda. Não tem dado a menor chance para os rivais. E no US Open vencido hoje não foi diferente.
A final contra o campeão de outrora, Rafael Nadal, mais freguês do que nunca, foi um banho. O Toro Nadal correu – e como correu – em quadra, mas não foi suficiente. Por mais que se esforçasse para compensar a superioridade técnica do sérvio sem freio, Rafa deixou escancarar para o mundo que, no momento, Djoko está a quilômetros de distância dele – que é o número dois do ranking. Imagina dos demais.
Neste ano, o Joker só deixou de abocanhar um Grand Slam, em Rolland Garros, quando foi derrotado nas semifinais pelo suíço Roger Federer. E olha que em Nova York a casca foi tão grossa quanto. Para chegar à decisão, o sérvio tinha uma pedra chamada Federer no caminho. E não foi nada mole bater o maio vencedor de Grand Slam da história. Foi uma virada daquelas, um jogo épico, o duelo do ano. Federer abriu 2 sets a 0, Djoko buscou. No set derradeiro, Federer sacou em 5 a 3 para avançar à decisão, e novamente o sérvio foi atrás, empatou e ganhou.
E tem sido sempre assim. Não importa o tamanho da dificuldade, Djoko tem superado uma a uma. Algum tempo atrás seria difícil imaginar que alguém ousasse se meter na rivalidade de Federer e Nadal. Pois é, agora a dupla se desdobra para derrubar o sérvio pelo caminho, o que tem sido em vão neste ano. Djokovic está com um apetite sem tamanho. Depois que descobriu que era alérgico a glúten, o número um mudou a dieta alimentar, eliminando de seu cardápio pães, biscoitos, cerveja e massa. E, desde então, Djoko dominou o mundo do tênis. 

Leandrinho, Nenê e mais 10.

Foram exatos 5858 dias de marasmo. Três ciclos olímpicos, Sydney, Atenas e Pequim, que o basquete masculino nacional não teve o gostinho de participar. Mas, os tempos ensolarados voltaram. O Brasil jogará as duas próximas Olimpíadas, Londres e Rio de Janeiro. Muito mais que a tão sonhada vaga, os brasileiros provaram que estão evoluindo e que novos talentos surgem no país.

A evolução atende pelo nome do argentino Rubén Magnano. O treinador da seleção dourada argentina deu um padrão, principalmente defensivo, que o Brasil não tinha até então. Já, Rafael Hettsheimer, o herói da vitória contra os ex-pupilos de Magnano, Benite, Augusto e Rafael Luz são a geração 2016.


Dá um grande alívio ver esse grupo de basqueteiros verde-amarelos com boas peças de reposição. Era doloroso ver em pelejas passadas, Tiago Splitter ser substituído por JP Batista. MEU DEUS! E com toda essa polêmica envolvendo Leandrinho e Nenê se devem ou não disputar o “file mignon” já que no momento de roer o osso alegaram contusões e problemas familiares.

A relação confusa entre o CBB (Confederação Brasileira de Basketball) e os jogadores da NBA prejudica muito a seleção nacional, vide os 15 anos sem disputar as Olimpíadas. Cravo aqui para os leitores do Paixão, Leandrinho e Nenê estarão entre os doze de Londres. Rubén Magnano é muito experiente e vitorioso. Conversará com ambos e saberá com quem poderá contar realmente ano que vem.


E já adianto o time do Brasil para Londres-2012. Marcelinho Huertas, Leandrinho, Alex/Marquinho, Anderson Varejão e Nenê/Spitter. Para suplentes teremos: Marcelinho Machado, Guilherme Giovannoni, Rafael Hettsheimer e Vitor Benite.

No próximo mês, com exclusividade, para o Paixão Clubística uma entrevista com Oscar Schimit. Ele repercute essa vaga às Olimpíadas, fala de sua carreira, suas glórias, seus erros como malufista e muito mais. Aguardem!!

domingo, 11 de setembro de 2011

A taça do Brasileiro? O Fluminense quer!


Se no final do primeiro turno, alguém dissesse que o Fluminense estava na briga pelo título, provavelmente seria chamado de louco. Talvez nem o torcedor mais fanático botasse muita fé.

Eis que em um brasileiro que o líder Corinthians perde, perde, perde e continua firme na primeira posição, o Tricolor Carioca aproveita-se dos tropeços e com quatro vitórias em quatro jogos no returno, passou dos 25 para os 37 pontos, ou seja, em quatro jogos fez metade dos pontos do primeiro turno.

Mais uma vez, com muito brio, comandado por Fred e com outro argentino começando a se destacar na armação de jogadas, Lanzini, o time de guerreiros passou por cima do São Paulo no primeiro confronto do returno e com muita autoridade ganhou do líder Corinthians neste domingo.

Se Abel teve seu trabalho questionado em algum momento, em menos de três meses completos desde sua volta, o técnico mostra toda sua força, ministrando o forte elenco, em que conta com Martinuccio, Rafael Moura, Ciro e Souza no banco.

Quatro rodadas foram suficientes para mudar muita coisa e dar ainda mais emoção para o campeonato. Se até então a impressão que dava era de que ninguém queria ganhar, agora o atual campeão aparece como forte candidato para o bi.

sábado, 10 de setembro de 2011

O líder cresce na hora do "vamo vê"


Nunca fui o maior fã dos pontos corridos, pois acho que falta aquele clima de final de campeonato, aquela ansiedade, o país todo voltado para o mesmo jogo, mesmo quando não é o seu time que está em campo. Reconheço os argumentos dos favoráveis, mesmo não concordando que justiça tenha muito a ver com futebol.
Uma frase que se tornou clichê na era dos pontos corridos é aquela que diz que “todo jogo é uma decisão”. E, de fato, os três pontos têm o mesmo peso aqui e acolá. Outro termo que faz parte dos jargões do esporte bretão é o dos tais “jogos de seis pontos”. Pegou concorrente direto, jogo de seis pontos.
Líder do campeonato desde a sétima rodada, o grupo do Corinthians mostra entender muito bem o que é o Brasileirão. Nas partidas realmente decisivas, contra adversários que disputam a ponta da tabela, o Timão tem entrado em campo disposto a fazer e acontecer. Não é a toa que todos os concorrentes ao título já perderam para o líder. Perderam não, foram atropelados.
O primeiro a sentir a força dos comandados de Tite foi o rival São Paulo, 5 a 0, no Pacaembu. O Vasco perdeu de virada, por 2 a 1, em um jogo em que a dupla de volantes do Corinthians – convocada por Mano – só faltou fazer chover. O líder também é o único time a bater o Fogão (melhor mandante da competição) no Rio de Janeiro, por 2 a 0, na partida que Júlio César luxou o dedo.
E, por último, o “Jogo da Massa”. O encontro do bonde com o bando. Uma vitória que ficará marcada se o Corinthians conquistar o pentacampeonato. Inter e Flu também já sucumbiram. Das equipes do andar de cima, a única a derrotar o Corinthians é o arquirrival Palmeiras. Se não encarnar o Robbin Hood novamente, o Timão tem tudo para levar a taça este ano. Mas, para isso, terá de fazer diferente do que fez no ano passado, quando deixou o título de mão beijada para o Fluminense.
(Clique nos links e assista aos melhores momentos)

Bruno Senna é a bola da vez

Bruno Senna te faria acordar cedo aos domingos?
A Fórmula 1 já foi muito maior no Brasil. Nelson Piquet e Ayrton Senna são símbolos disso. A Rede Globo, é claro, tem grande participação e importância, pelo modo de transmitir e pela promoção do esporte. Quem nasceu até 89 deve se lembrar de domingos em que acordávamos cedo para assistir ao grande Senna. Foram anos dourados, que passaram voando, literalmente.

Rubens Barrichello e Felipe Massa contribuíram para o esporte ser deixado de lado por milhares de brasileiros. Os números do Ibope comprovam. Em 2008, quando Felipe Massa quase foi campeão, a F1 marcou 17,1 pontos de média durante a temporada. Em 2011 registrou até agora média de 9,4 pontos (cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande SP), com 39% de share (participação entre TVs ligadas).

No entanto, Galvão Bueno e companhia agora têm uma nova aposta: Bruno Senna. O sobrinho do maior piloto brasileiro de todos os tempos é a bola da vez. No treino deste sábado, o piloto da Renault-Lotus conseguiu a 10ª colocação. Realmente um resultado muito bom para quem está começando. Talvez, com um carro um pouco melhor, o menino, que é ousado como o tio, possa dar novas alegrias aos brasileiros. Força, Senna! Você é a esperança do esporte a motor no Brasil! Veja os momentos finais do Q2, momento em que Senna garante a 10ª colocação. Emoção de novo na F1? Haja coração, amigo!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Quando a torcida joga contra



Desde que li, nesse mesmo blog, o texto do querido amigo Tuca Veiga, falando sobre a torcida do Santa Cruz e todo seu apoio ao time na Série D, que eu tenho vontade de abordar o clima torcida. Não essa torcida que apoia em todos os momentos,que realmente joga com o time, mas a torcida de time grande, mal acostumada e que joga contra em determinadas horas.

Eu concordo em gênero, número e grau, quando ele diz que existe gente que não compreende o que é amor por um time de futebol, mas a ênfase desse texto é discutir o comportamento da torcida, o peso dela quando joga contra. Isso mesmo, quando ela joga contra!

Claro que estádio cheio, torcida vibrante, ajudam a empurrar o time, mas e quando essa mesma torcida se vira contra o time?



A princípio a idéia pode parecer absurda, mais não é. Pensemos por exemplo na maior torcida do estado de SP, a do Corinthians, talvez, repito talvez , seja a que com a bola rolando apóie mais o time durante os noventa minutos, mas não venha me dizer que esse apoio é incondicional. O sentimento, pode ser incondicional, principalmente dos fanáticos, defender o time mal para os colegas de outro time também, mas o apoio não. Ou você corintiano não se lembra de nenhuma vez, da torcida calada? Ou pior ainda jogando contra? Se você não se lembra eu cito os dois jogos contra o River Plate na Libertadores, o segundo jogo no Pacaembu, por pouco não aconteceu um caos, ou todos já esqueceram da tentativa de invasão ao campo e vestiário?

Até onde vai o direito do torcedor, até que ponto invadir centro de treinamentos, coisa que não é privilégio de corintianos, embora tenha acontecido nesta semana, pode ajudar de alguma forma? Virar faixa de ponta cabeça, cantar de costas, entoar gritos de raça, de respeito ao manto querido, não é justamente nessas horas mais criticas que deveria surgir o apoio maior? Com o time jogando bem, tudo em ordem não é fácil!



Quem realmente é apaixonado por futebol e nunca ouviu uma história de que a torcida recebeu para xingar e vaiar, para derrubar determinado técnico, fazer pressão contra tal dirigente, isso é certo?

As torcidas tem que ser mais inteligentes e se forem protestar, que o façam de forma civilizada e contra as pessoas certas, ou o certo é escorraçar os jogadores, e deixar os dirigentes que o trazem? Que ponto positivo existe em destruir o patrimônio do seu time?



Sem contar que independente da fase, todo time tem uma parte de corneteiros, que ainda recebe nome, por exemplo, o Palmeiras e a Turma do Amendoim, o São Paulo e a torcida da Azul, o Corinthians e o povo das cadeiras, pessoas que nem esperam o jogo começar e já criticam no primeiro passe errado, que só abrem a boca para pedir a entrada de fulano ou xingar.

O São Paulo esse ano, tem tido problema para ganhar em casa, basta estar perdendo ou empatando no primeiro tempo, que uma parte da torcida vai vaiar, ai eu pergunto, não é melhor incentivar? Muitos podem responder, mas eles não tão jogando bem. Viram como o apoio não é incondicional? Pior que isso, peguemos como caso, o jogo de quarta-feira, feriado, Morumbi lotado, dia de festa para celebrar o jogo mil do Rogério, time podendo ser líder, eis que no intervalo, parte da torcida que nem em pé estava, levanta e canta, mas canta Rivaldo, Rivaldo, Rivaldo, por que não São Paulo, São Paulo, São Paulo? O que leva alguém ao estádio se não para apoiar bravamente durante toda partida? Se está infeliz, não vá, não compareça, se foi incetive!

Outro fator, por que todos, absolutamente todos jogadores que chegam em times grandes, falam da pressão da torcida de forma negativa? Sim, eles exaltam a grande torcida, depois falam que é uma pressão muito maior, e por ai vai.

Afinal, qual o verdadeiro peso do décimo segundo jogador? Vou ficando por aqui, um grande abraço.
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